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PF faz buscas na casa do ex-governador Jaques Wagner em investigação sobre superfaturamento na Arena Fonte Nova

26 Fevereiro 2018 - 17:10

PF faz buscas na casa do ex-governador Jaques Wagner em investigação sobre superfaturamento na Arena Fonte Nova

Foto: Patrick Cassiano | Bahia Verdade

A Polícia Federal faz buscas no apartamento do ex-governador da Bahia e atual secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Jaques Wagner (PT), no Corredor da Vitória, em Salvador, na manhã desta segunda-feira (26). Os policiais chegaram ao condomínio Victory Tower no início da manhã e deixaram o local por volta das 8h25, com uma mochila e um malote. A ação faz parte da Operação Cartão Vermelho, que apura irregularidades na contratação dos serviços de demolição, reconstrução e gestão da Arena Fonte Nova, em Salvador. No total, são cumpridos pela PF sete mandados de busca e apreensão. A obra, segundo laudo da PF, foi superfaturada em valores que, corrigidos, podem chegar a mais de R$ 450 milhões, e grande parte teria sido desviada para o pagamento de propina e o financiamento de campanhas eleitorais. 

A investigação aponta fraude em licitação, superfaturamento, desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro. Conforme apurado, a licitação que culminou com a Parceria Público-Privada (PPP) foi direcionada para beneficiar o consórcio Fonte Nova Participações (FNP), formado pelas empresas Odebrecht e OAS. O advogado de Wagner, Pablo Domingues, esteve no prédio localizado no Corredor da Vitória, área nobre da capital baiana. Ele disse à reportagem da TV Bahia que ainda está apurando a situação e que foi surpreendido pela operação. O G1 falou com a assessoria da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e aguarda posicionamento. Por meio de comunicado oficial, a Fonte Nova Negócios e Participações (FNP), concessionária responsável pela gestão da Arena Fonte Nova, disse que que "aguarda informações oficiais sobre a Operação Cartão Vermelho, deflagrada pela Polícia Federal, nesta segunda-feira (dia 26/02), mas se coloca à disposição das autoridades para colaborar no que for preciso". O Partido dos Trabalhadores (PT) emitiu nota, assinada por Gleisi Hoffmann, presidente nacional do partido, classificando as denúncias como "campanha de perseguição contra o Partido dos Trabalhadores e suas principais lideranças". Os mandados, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, são cumpridos pela Polícia Federal em órgãos públicos, empresas e endereços residenciais dos envolvidos no esquema criminoso, e têm por objetivo possibilitar a localização e a apreensão de provas complementares dos desvios nas contratações públicas, do pagamento de propinas e da lavagem de dinheiro.

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