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Governo Bolsonaro nomeou ex-assessor de Collor, vendedor e militares na Funai
POLíTICA 19/Out/2022 - 18h00
Foto: Reprodução

Governo Bolsonaro nomeou ex-assessor de Collor, vendedor e militares na Funai

Dezessete dos atuais 39 coordenadores regionais da Funai (Fundação Nacional do Índio), todos cargos de confiança, não têm nos currículos apresentados ao órgão nenhuma palavra relacionada aos povos indígenas ou ao indigenismo. Entre os nomes, há um ex-assessor do senador Fernando Collor (PTB-AL), um ex-vendedor de automóveis, militares com experiência no Haiti e em favelas do Rio de Janeiro, além de um ex-policial rodoviário com curso de atirador de elite e que participou de ação contra garimpeiros. Dos 39 coordenadores regionais, 25 nunca tinham passado pela Funai e chegaram na gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL). O órgão teve até 22 militares nesses postos -atualmente, são 16. Três policiais militares e um policial federal também foram designados para essas funções. Os dados foram obtidos por meio de um pedido de informações feito pela deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), que solicitou ao órgão o currículo de quem ocupa as coordenações regionais -a resposta chegou à Câmara dos Deputados no dia 14 de setembro.


 A reportagem questionou a assessoria de imprensa da Funai sobre cada um dos casos, mas não recebeu resposta. As coordenações regionais são órgãos espalhados pelo país que organizam e administram o trabalho de campo dos agentes indigenistas. Elas respondem diretamente à Presidência, hoje ocupada por Marcelo Xavier. Xavier é acusado por organizações que atuam na área de ter construído uma política anti-indígena na Funai, que desde a posse de Bolsonaro não demarcou novas terras indígenas. Entidades como o Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos) e a INA (Indigenistas Associados - Associação de Servidores da Funai) afirmam que o atual chefe da Funai, que é policial federal, persegue servidores e lideranças indígenas ao mesmo tempo que aparelhou o órgão com militares. No último dia 7, por decreto, o governo reestruturou a Funai e excluiu de seu estatuto as diretrizes de atuação das coordenações regionais. Fernanda Melchionna também questionou a fundação sobre a exoneração do indigenista Bruno Pereira, assassinado em junho passado, e sobre o assassinato do indigenista Maxciel Pereira dos Santos, em 2019. A congressista também enviou perguntas acerca da gestão de Xavier. "Quase nenhuma pergunta foi respondida e vamos encaminhar novamente o requerimento, inclusive repassando ao MPF se não houver respostas novamente", afirmou ela à Folha. "O que chama muito a atenção é que a maioria dos nomeados não possui nem qualificação técnica e nem experiência para tratar da pauta indígena", disse a deputada. O fuzileiro da Marinha José Ciro Monteiro Junior é um dos coordenadores regionais sem nenhuma experiência com indígenas em seu currículo -diz, por exemplo, que "participou de várias incursões nas favelas do Rio de Janeiro no combate ao crime organizado" e também atuou no Haiti. Foi nomeado em abril de 2020 para a coordenação do Alto Purus (AC). Entre os que mencionam alguma experiência relacionada a questões indígenas, há alguns que citam atividades pontuais ou que pouco se assemelham à atuação da Funai. Osmar Gomes de Lima é capitão da reserva e afirma que trabalhou "nas áreas indígenas durante processos eleitorais", no município de Tocantínia (TO) -ele é coordenador em Araguaia (TO) desde novembro de 2019. Há também nomes ligados a políticos que foram ou são da base aliada de Bolsonaro. Clotário de Paiva Gadelha Neto, por exemplo, fez carreira na cidade de João Pessoa (PB), onde é coordenador regional da Funai desde 2021. Antes, foi secretário-adjunto na capital paraibana, trabalhou na Assembleia Legislativa do estado e também assessorou o ex-deputado Marcondes Gadelha (PSC), que apoiou Bolsonaro em 2018. O senador Fernando Collor (PTB-AL), por sua vez, apoia o presidente na eleição deste ano. Foi do seu gabinete que saiu Márcio José Neri Donato, atual chefe da unidade Nordeste 1 e que antes já foi vereador em Porto Real do Colégio (AL). Além de militares e ex-assessores, há servidores que fizeram carreira em outras áreas da sociedade civil distantes do indigenismo. Hoje a unidade Ji-Paraná (RO) é chefiada provisoriamente por Roger Moreira, que é servidor da Funai desde fevereiro deste ano. Ele entrou como chefe da divisão técnica e depois foi nomeado substituto da coordenação, já em maio. Em seu currículo ele disse ter "disponibilidade para viagens" e que a área que desejava atuar era "aberta à negociação". Na experiência profissional constam quase dez anos como consultor ou gerente de vendas em concessionárias de automóveis. Desde a última sexta (14), a reportagem procurou cada servidor citado, por meio do contato fornecido nos currículos, mas não houve resposta. O único que respondeu foi Raimundo Pereira dos Santos. Coordenador regional de Kayapó Sul, no Pará, ele é ex-policial rodoviário com curso de sniper (atirador de elite). Formado em comunicação social e com cursos nas áreas de comércio exterior e psicologia, ele atuou na área de inteligência da polícia e diz no currículo que "conduziu o cadastro" de indígenas Baniwa. Procurado pela reportagem, ele explicou que sua atuação se deu em um "projeto de etno desenvolvimento para tirá-los do jugo da narcoguerrilha, bem como o atendimento pré-hospitalar", e disse que também atuou para retirar garimpeiros do rio Traíra (AM). No currículo, também diz ser capaz de "planejar, coordenar e executar ações de inteligência e contra inteligência empresarial" e estar "em condições de sociologicamente mudar opiniões antagônicas e políticas para os objetivos fins". 


Globo volta atrás e renova contrato com Galvão Bueno por mais dois anos
24 19/Out/2022 - 17h00
Foto: Reprodução

Globo volta atrás e renova contrato com Galvão Bueno por mais dois anos

O tão famoso bordão "Bem amigos da Rede Globo" será escutado por mais dois anos pelos amantes do esporte. Isso porque, após Galvão Bueno anunciar que estaria saindo da emissora após a Copa do Mundo, o contrato foi renovado por mais dois anos. Segundo informações do site Notícias da TV, o narrador de 72 anos não vai mais deixar a empresa carioca, deixando uma incógnita se ainda terá uma equipe inédita durante a cobertura da copa. No entanto, recebeu o aval para fazer outros trabalhos no streaming e em outros locais. Ainda segundo a publicação, Galvão também estará na equipe de cobertura dos Jogos Olímpicos de Paris. Além disso, a voz do apresentador vai aparecer nos produtos e chamadas institucionais do Esporte da Globo para a divulgação de campeonatos brasileiros e internacionais. Apenas as narrações estarão sendo encerradas após a Copa do Mundo.


João Doria anuncia desfiliação do PSDB após 22 anos
POLíTICA 19/Out/2022 - 16h00
Foto: Reprodução

João Doria anuncia desfiliação do PSDB após 22 anos

O ex-governador de São Paulo João Doria anunciou sua desfiliação do PSDB. Ele publicou a informação em sua conta do Twiiter, na manhã desta quarta-feira (19). "Anuncio minha desfiliação do PSDB após 22 anos no partido. Inspirado na social democracia e em nomes como Franco Montoro, Mário Covas, José Serra e FHC, cumpri minha missão política partidária pautado na excelência da gestão pública e em uma sociedade mais justa e menos desigual", disse em sua conta no Twitter. No início do ano, Doria encontrou dificuldade do partido para se candidatar à presidência da República. Então, ele decidiu desistir do pleito, mas afirmou que permaneceria no partido. No anúncio desta quarta, Doria ressaltou que estava satisfeito com seu desempenho na vida pública. "Encerro essa etapa de cabeça erguida. Orgulhoso pela contribuição que pude dar a São Paulo e ao Brasil, graças à generosidade e à confiança de todos aqueles que optaram pelo meu nome em três prévias e duas eleições", escreveu.


Bolsonaro vem à Bahia na próxima terça-feira (25), anuncia João Roma
POLíTICA 19/Out/2022 - 15h00
Foto: Ascom - João Roma

Bolsonaro vem à Bahia na próxima terça-feira (25), anuncia João Roma

O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) vem à Bahia na próxima terça-feira (25), segundo informou nesta quarta-feira (19) o deputado federal João Roma (PL). O local, no entanto, ainda não está definido. A saber, no primeiro turno, Bolsonaro esteve em Vitória da Conquista e Juazeiro. Para ampliar a votação na Bahia, o presidente também enviou a primeira-dama Michelle Bolsonaro, que se reuniu com mulheres em Feira de Santana no último domingo (16). Com isso, na primeira etapa da eleição, Bolsonaro teve 24% dos votos válidos na Bahia. Segundo os coordenadores da campanha, ele quer ampliar a votação para 30% a 32% no segundo turno.


Flamengo e Corinthians buscam título da Copa do Brasil no Maracanã
20 19/Out/2022 - 14h00
Foto - Marcelo Cortes - Flamengo

Flamengo e Corinthians buscam título da Copa do Brasil no Maracanã

Flamengo e Corinthians têm um encontro marcado no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. A partir das 21h45 (horário de Brasília) desta quarta-feira (19) as equipes disputam o segundo jogo da decisão da Copa do Brasil. Após um empate sem gols no confronto de ida, na última semana em Itaquera, o troféu fica com aquele que vencer, no tempo regulamentar ou na disputa de pênaltis (em caso de empate nos 90 minutos). O Rubro-Negro chega ao confronto com um retrospecto positivo. Nos últimos dez confrontos com o Timão, a equipe da Gávea soma sete vitórias, dois empates e apenas um revés. Além disso, o Corinthians não vence o Flamengo no Maracanã desde o ano de 2015. Já o Corinthians confia demais na dupla Róger Guedes e Yuri Alberto, que, junto com Renato Augusto, têm sido decisivos para o time de Parque São Jorge. Mas, logo após o 0 a 0 da partida de ida, o técnico português deixou claro que, para alcançar o triunfo final, competitividade é fundamental: “Vamos ter que ser competitivos no Maracanã e ganhar a Copa lá. Eles vão jogar o jogo deles e nós o nosso”.


Lula não irá ao debate do SBT; Bolsonaro terá sabatina
ELEIçõES 2024 19/Out/2022 - 13h00
Foto: Ricardo Stuckert

Lula não irá ao debate do SBT; Bolsonaro terá sabatina

A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou ao SBT que o ex-presidente não irá participar do debate presidencial marcado para esta sexta-feira (21). O motivo seria a agenda a ser cumprida em Minas Gerais na sexta e no sábado (22). Sem a presença do petista, a emissora fará uma entrevista com duração de uma hora com o presidente Jair Bolsonaro (PL). O evento do SBT foi organizado em pool com CNN, Estado de S.Paulo, portal Terra, rádio Eldorado e Nova Brasil FM. O segundo turno começou com a previsão de três debates na eleição presidencial. Lula afirmou que participaria de dois. O primeiro foi no domingo (16), realizado por um pool de veículos formado por Folha, TV Bandeirantes, TV Cultura e UOL. O último confronto está marcado para o dia 28 de outubro, e é organizado pela TV Globo. A eleição acontece dois dias depois, no domingo, 30 de outubro.


Bahia registra 222 casos de Covid-19 e mais 7 óbitos
61 19/Out/2022 - 12h00
Foto: Reprodução

Bahia registra 222 casos de Covid-19 e mais 7 óbitos

De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), nas últimas 24 horas, foram registrados 222 casos de Covid-19, 288 recuperados e 7 óbitos. Dos 1.701.343 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.670.083 já são considerados recuperados, 510 encontram-se ativos e 30.750 tiveram óbito confirmado. Os dados ainda podem sofrer alterações. O boletim epidemiológico contabiliza ainda 2.042.801 casos descartados e 358.901 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas de terça-feira (18).



Leitos



A Bahia apresenta 8% de ocupação dos leitos de UTI adulta, com 10 sendo utilizados, de Covid-19 e 40% de UTI Pediátrica, com 8 em uso, nesta terça-feira (18). Os leitos de enfermaria adulto apresentam 13 ocupados, representando 9%, e os de enfermaria pediátrica estão sendo utilizados com 80% da capacidade ocupados, representando 16 leitos.



Vacinação



Até o momento a Bahia contabiliza 11.683.007 pessoas vacinadas com a primeira dose, 10.843.225 com a segunda dose ou dose única, 7.418.536 com a dose de reforço e 2.396.016 com o segundo reforço. Do público de 5 a 11 anos, 1.052.579 crianças já foram imunizadas com a primeira dose e 693.405 já tomaram também a segunda dose. Do grupo de 3 e 4 anos, 56.370 tomaram a primeira dose e 14.736 já tomaram a segunda dose.


  Sofrimento mental ligado a política aumenta na reta final da campanha
POLíTICA 19/Out/2022 - 11h00
Foto: Divulgação

Sofrimento mental ligado a política aumenta na reta final da campanha

Após 24 horas da divulgação dos resultados do primeiro turno das eleições, o psicólogo Mário Felipe de Lima Carvalho foi procurado por três pacientes de seu consultório particular no Rio de Janeiro. Eram pessoas negras, nordestinas, duas delas mulheres, que relatavam ataques xenofóbicos no trabalho e pediam para adiantar a sessão de terapia. Outros casos vieram. Na semana seguinte, o psicólogo, que coordena o projeto de roda de escuta Vozes e Cores para pessoas LGBTQIA+ na Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), precisou organizar um encontro online sobre sofrimento político para atender a demanda. Os participantes eram universitários de até 22 anos, preocupados com o futuro, e pessoas com mais de 60, que falaram sobre filhos e netos. Uma mulher dessa faixa etária, lésbica e casada, contou que a filha adotiva, que é negra, passou a receber olhares acusatórios de vizinhos do prédio onde moram, na zona sul da cidade. “Há esse incômodo, esse medo de uma escalada na violência. Por enquanto, as queixas giram em torno de olhares, comentários, assédio moral. O receio é de que isso vire violência física. Esse assédio traz efeitos, como crises de ansiedade e medo de sair na rua”, diz o professor. O cenário observado por profissionais de saúde mental é o mesmo em diferentes estados do país. De um lado, pacientes se sentem ameaçados diante dos votos recebidos pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores; de outro, pacientes se sentem ameaçados diante da possível volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Muitas pessoas estavam na expectativa de que a eleição presidencial se resolveria no primeiro turno —e essa expectativa foi quebrada. O efeito em alguns foi ansiedade e medo. Em outros, a sensação foi muito grande de exaustão e cansaço emocional que se traduziu em sonolência e estafa física”, diz o psicólogo Lucas Veiga, que atende pacientes de todo o país. Os especialistas avaliam que, para muitos brasileiros, a divisão vista em 2018 –quando política virou tema de consultas– se intensificou neste pleito. “Há uma dimensão de urgência bem maior. A precarização das condições de vida associada aos efeitos psíquicos da pandemia do coronavírus formaram um caldo de cultura preocupante no que se refere à saúde mental”, diz Ronildo da Silva, psicanalista e pós-graduando em Filosofia na UFPA (Universidade Federal do Pará), que presencia esse agravamento no consultório particular e na rede pública de Belém. O psiquiatra e doutor em neuropsiquiatria e ciências do comportamento pela UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) Tiago Queiroz afirma que, conforme o dia do pleito se aproximava, os relatos de ansiedade, preocupação e conflitos interpessoais aumentavam. “Após o primeiro turno, continuam crescendo. Além da ansiedade daqueles que já tinham uma das duas opções [Lula ou Bolsonaro] definidas, existem também os outros, que preferiam outro candidato e, agora, precisariam escolher um nome. Isso também provocou divergências e conflitos entre as pessoas”, diz. Com a experiência de 2018, alguns eleitores aprenderam a equilibrar o envolvimento político com práticas de autocuidado. Para outros, as eleições têm funcionado como gatilho resgatando traumas, sentimentos de medo, angústia e conflitos, acrescenta Queiroz. Marcia Almeida Batista, diretora da clínica psicológica Ana Maria Poppovic, da PUC-SP, em São Paulo, diz que, pela primeira vez em 48 anos como terapeuta, se deparou com pacientes sofrendo por causa de voto. “Há uma depressão em relação ao Brasil que chega ao consultório. Isso indica um impacto emocional grave e grande não só naquilo que está acontecendo nas eleições, mas no país de forma geral”, afirma. No relacionamento com familiares e amigos, os embates deram lugar ao silenciamento numa tentativa de evitar rompimentos. Essa mudança de comportamento é um reflexo da pandemia, que fez pensar sobre o que é mais importante na vida, afirma Marcia. “As famílias que se viram ameaçadas por conta da pandemia e perderam familiares, de alguma maneira repensaram suas brigas políticas frente à destruição das relações. Há um maior cuidado em não discutir sobre isso com aqueles que têm posições diversas da sua”. Deixar de falar sobre política tem sido a principal estratégia adotada por pacientes do psicólogo e professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) Fabio Belo. “A opção mais frequente é o pacto de silêncio. As relações familiares são complexas. Tem muito afeto e história que vão além. As posições políticas têm gerado um estresse gigantesco. Você tem rompimento real de pai com filho, de neto com avôs. O mal-estar é muito presente”. Fabio Belo acrescenta que o enfraquecimento das relações familiares por divergências políticas começou a chegar ao consultório a partir das eleições de 2014. Neste ano, ele conta que ouviu pacientes em crise ao descobrirem o posicionamento político divergente do marido ou da mulher. Para muitos, o diálogo se tornou raro. O futebol semanal, a ida ao clube e a visita ao tio viraram atividades insuportáveis por forçar a convivência com eleitores do candidato rival. Essas alterações na rotina servem como indicativo do grau de interferência emocional causada pelo pleito. Tristeza, alteração no sono, apetite e irritabilidade são alguns dos sinais para serem observados. De acordo com a Folha, os profissionais reforçam que é importante ter práticas de autocuidado nesse período e também buscar atendimento profissional, se preciso. Ter atividades de lazer, buscar grupos de apoio e evitar uso abusivo de redes sociais são práticas que ajudam. No campo das relações afetivas, a recomendação é que a pessoa fortaleça vínculos com quem possa compartilhar angústias sobre o período. Nos relacionamentos onde há divergência o afastamento temporário pode ser a melhor opção. Para o psiquiatra Tiago Queiroz (UFPE), uma etapa importante na autoanálise é aprender a respeitar a opinião divergente do outro. Reconhecer isso é algo que contribui para a saúde mental.


Nova presidente do Cidadania-BA, Isabela Sousa diz que partido mantém apoio a Neto
ELEIçõES 2024 19/Out/2022 - 10h00
Foto: Divulgação

Nova presidente do Cidadania-BA, Isabela Sousa diz que partido mantém apoio a Neto

Nova presidente do Cidadania, a vereadora Isabela Sousa afirmou que o partido seguirá apoiando o candidato do União Brasil ao governo da Bahia, ACM Neto. Nos últimos dias, o deputado federal Joceval Rodrigues, um dos principais nomes da legenda, declarou apoio a Jeronimo Rodrigues (PT).  "Nunca houve apoio do Cidadania a Jeronimo. Sempre foi com ACM Neto e vamos manter", afirmou, à Salvador FM. Isabela disse ainda que não há previsão de que Joceval Rodrigues volte à Câmara. "Comigo ele não falou nada. Não tenho acordo com ele. Ele não teve nenhum tipo de comunicação comigo", disse. 


Venezuelanas se negaram a gravar vídeo para ajudar campanha de Bolsonaro
POLíTICA 19/Out/2022 - 09h11
Foto: Alan Santos - PR

Venezuelanas se negaram a gravar vídeo para ajudar campanha de Bolsonaro

As venezuelanas que foram ofendidas por Jair Bolsonaro (PL), na semana passada, se recusaram a gravar vídeos para ajudar a desfazer o mal-estar gerado pelas falas do presidente. Em entrevistas, Bolsonaro insinuou que elas seriam garotas de programa por estarem “arrumadinhas”, o que foi desmentido. Segundo relatos, a equipe de Bolsonaro queria que algumas delas divulgassem uma mensagem, sozinhas, dizendo que tudo havia sido um mal-entendido e havia sido esclarecido. As jovens e suas mães, no entanto, ficaram com receio da exposição e do desgaste que isso poderia gerar. Pessoas que têm acompanhado as venezuelanas dizem que elas ficaram muito preocupadas com a repercussão das falas de Bolsonaro e pediram uma retratação pública. Além de entidades de direitos humanos, o caso tem sido acompanhado de perto pela Defensoria Pública da União e pelo Ministério Público do Distrito Federal. Como elas não queriam se expor, a alternativa foi um encontro fechado com as mulheres, ontem, entre a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, a senadora eleita Damares Alves. Procurada, Damares disse que a reunião foi “um encontro de abraços”. “Elas não exigiram nada. São mulheres muito boas”, declarou a ex-ministra. O vídeo, por sua vez, acabou sendo gravado por Bolsonaro, Michelle, e a embaixadora da Venezuela, María Teresa Belandria, indicada pelo presidente autoproclamado do país, Juan Guaidó, que por sua vez demonstrou apoio à reeleição de Bolsonaro. Belandria ajudou a viabilizar o encontro com a primeira-dama, que foi acertado na noite do último domingo. Na mensagem, gravada na segunda-feira (17), o presidente disse que associou as venezuelanas a um suposto esquema de prostituição por “preocupação”, “no sentido de evitar qualquer tipo de exploração que estavam vulneráveis”, mas que depois constatou que as mulheres citadas por ele são trabalhadoras. “Se as minhas palavras, que por má-fé foram tiradas de contexto, de alguma forma foram mal entendidas ou provocaram algum constrangimento às nossas irmãs venezuelanas, peço desculpas”, afirmou no vídeo, segundo o Estadão.


Lula nega mágoa com Neymar e sugere voto em Bolsonaro por perdão à dívida com imposto
ELEIçõES 2024 19/Out/2022 - 08h56
Foto: Reprodução - youtube

Lula nega mágoa com Neymar e sugere voto em Bolsonaro por perdão à dívida com imposto

O ex-presidente Lula (PT) negou ter qualquer mágoa com o jogador da seleção brasileira Neymar, por sua declaração de apoio ao atual presidente Jair Bolsonaro (PL). "Não fico puto, Neymar tem o direito de escolher quem ele quiser para ser presidente”, disse Lula ao apresentador Igor. “Acho que ele está com medo de que, se eu ganhar as eleições, eu vá saber o que o Bolsonaro perdoou da dívida do Imposto de Renda dele. Acho que é isso que ele está com medo de mim”, completou aos risos. Em 2019, o pai do jogador teve um encontro com Bolsonaro para tentar sanar a dívida de cerca de R$ 8 milhões com a Receita Federal. Na época, o presidente encaminhou o pai do craque ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao então secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, por se tratar de um tema “de natureza técnica”. Ápesar da queixa em pagar a multa de R$ 8 milhões, Neymar já tinha tido uma abatimento enorme dado pelo próprio Carf do valor inicial de R$ 188,8 milhões. “Obviamente o Bolsonaro fez um acordo com o pai dele. E ele agora está com problema com o Imposto de Renda na Espanha. Mas isso não é um problema do presidente, é da Receita Federal e não meu”, completou, cutucando o atacante do Paris Saint-Germaint. A transmissão atingiu o pico de 1,5 milhão de acessos simultâneos, batendo o recorde da participação de Bolsonaro.


Preço da gasolina nos postos volta a subir após 15 semanas
22 18/Out/2022 - 10h00
Foto: Reprodução

Preço da gasolina nos postos volta a subir após 15 semanas

O preço da gasolina nos postos de combustível do país teve alta de 1,47% segundo a pesquisa semanal realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A última edição do levantamento, divulgada ontem (17), indicou que o consumidor brasileiro pagou em média R$ 4,86 por litro na semana de 9 a 15 de outubro. A informação é do site Agência Brasil. O aumento foi registrado após 15 semanas de quedas sucessivas, e ocorre após nova alta da gasolina na Refinaria de Maritape, a maior do país sob controle do setor privado. A Acelen, empresa responsável pela sua operação, anunciou no sábado (15) um reajuste de 2%. Ela já havia corrigido os valores 7 dias antes em 9,7%. Os anúncios da Acelen seguem a tendência das variações no mercado internacional. A cotação do barril de petróleo tipo brent, que registrou uma forte queda em setembro, chegando a custar US$ 82, voltou a subir acima dos US$ 90 neste mês. A alta foi influenciada pela decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de efetuar um profundo corte na produção. A Petrobras, no entanto, não anuncia mudanças nos preços praticados em suas refinarias há mais de 1 mês. A última alteração foi uma redução de 7% anunciada no início de setembro. Desde 2016, a Petrobras adota a Política de Preços de Paridade de Importação (PPI), que vincula os preços praticados no país aos que são praticados no mercado internacional. A referência é o barril de petróleo tipo brent, cotado em dólar.


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