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Durante uma fiscalização de rotina voltada ao combate ao crime, realizada na tarde desta quarta-feira (09), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 60 cigarros eletrônicos em um ônibus interestadual na BR-116, em Jequié, no sudoeste baiano. A abordagem ocorreu no km 677 da rodovia. O veículo fazia o trajeto entre São Paulo (SP) e Petrolina (PE). Durante a inspeção no compartimento de bagagens, os policiais encontraram uma caixa despachada como encomenda. Ao abrirem o volume, constataram que ele continha cigarros eletrônicos, cuja comercialização, importação e propaganda são proibidas no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O condutor do ônibus informou que a encomenda foi embarcada na cidade de São Paulo e teria como destino final o município de Juazeiro, no norte da Bahia. Diante da irregularidade, a mercadoria foi apreendida e encaminhada à Receita Federal, em Vitória da Conquista, para adoção das medidas legais cabíveis.
O ex-prefeito de Paratinga, Marcel Carneiro de Carvalho, permanece nomeado na Casa Civil do Governo da Bahia mesmo após ter sido um dos alvos da mais recente etapa da Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal no último dia 27 de junho. Durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua residência, os agentes apreenderam R$ 3,2 milhões em espécie escondidos dentro de um armário. Ligado ao deputado federal licenciado e atual titular da Casa Civil estadual, Afonso Florense (PT), Marcel é apontado como integrante de um suposto esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos. Apesar da gravidade das suspeitas, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) declarou publicamente que não pretende “largar a mão” de aliados investigados até que haja condenação definitiva na Justiça.
A manutenção do nomeado, entretanto, acende um alerta político no núcleo do governo, que perde margem para críticas à gestão municipal de Salvador, também alvo de investigações da Polícia Federal. A postura do governador contrasta com a exigência de punição imediata para adversários em casos semelhantes. Mesmo sob investigação e com a apreensão milionária em sua casa, Marcel não abre mão de seus planos eleitorais. Ele articula uma candidatura a deputado estadual em 2026, numa possível dobradinha com o deputado federal Sérgio Brito, que tentará a reeleição. Para viabilizar o projeto, já teria costurado um acordo com o deputado estadual Nelson Leal (PP), que abriria mão da disputa por um novo mandato para apoiá-lo.
Com os desdobramentos da Operação Overclean ainda em andamento, resta saber se o cenário político se manterá favorável para Marcel ou se a pressão institucional e judicial colocará os planos em risco. As informações são da coluna Radar do Poder, do site Política Livre.
O senador Jaques Wagner (PT) reafirmou sua influência dentro do Partido dos Trabalhadores na Bahia ao articular diretamente a eleição de Tássio Brito para a presidência estadual da legenda, em pleito realizado no início desta semana. Tássio, ligado ao MST, foi escolhido apesar das ressalvas internas ao seu histórico de militância, considerado por alguns como um entrave para negociações políticas mais amplas. Ainda assim, sua eleição marca a continuidade da linha wagnerista no comando da sigla. A vitória de Tássio não é apenas simbólica: representa a manutenção de Wagner no centro das decisões políticas da legenda na Bahia, especialmente no que diz respeito à sucessão estadual de 2026. Assim como fez em 2022, quando ajudou a consolidar a candidatura de Jerônimo Rodrigues, o senador deve liderar novamente a construção da chapa do grupo governista para as próximas eleições.
Esse cenário coloca também o futuro do ministro da Casa Civil, Rui Costa, sob influência direta de Wagner. O desejo antigo de Rui de disputar o Senado ainda depende do aval do senador petista, que terá o papel de conduzir o processo de articulação com os aliados. A situação se complica diante da resistência do senador Otto Alencar (PSD), que já sinalizou desconforto com a possível substituição de Ângelo Coronel, seu aliado, por Rui. Nos bastidores, há quem veja a insatisfação de Otto como parte de um movimento previamente articulado com o próprio Wagner, que deverá tomar a decisão final sobre a composição da chapa majoritária. A definição pode, inclusive, envolver a intervenção direta do presidente Lula para acomodar os interesses internos sem provocar fissuras na base governista.
Na capital baiana, onde a influência de Wagner foi menor nesta eleição interna, a nova presidente do diretório municipal, Ana Vitória, assume com o compromisso de fortalecer o nome do deputado estadual Robinson Almeida como pré-candidato à Prefeitura de Salvador em 2028. A medida tenta resgatar a identidade petista após o fracasso da aliança com o MDB nas eleições de 2020, imposta à época por Wagner, que ainda gera reflexos negativos dentro da sigla. O PT de Salvador agora busca se reposicionar como oposição firme à gestão de Bruno Reis (União Brasil), em um movimento de reconstrução interna e fortalecimento das bases para os próximos ciclos eleitorais.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10) a operação “Só Oficial” para combater uma fraude virtual que simulava o site oficial do Governo Federal com o objetivo de enganar candidatos ao Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2024. O esquema resultou em prejuízos financeiros estimados em R$ 3 milhões e na eliminação de diversos estudantes que acreditavam estar regularmente inscritos no exame. Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 3 milhões das contas de uma empresa privada suspeita de envolvimento no esquema.
Durante o período de inscrições do Enem, entre 27 de maio e 14 de junho de 2024, os investigados criaram páginas falsas na internet que imitavam o ambiente oficial do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Nessas páginas, os usuários eram induzidos a pagar taxas de inscrição via Pix, acreditando estarem realizando o procedimento de forma legítima. De acordo com a PF, os valores eram direcionados para a conta bancária de uma fintech em nome de uma empresa que não possuía autorização para operar pagamentos do exame. A empresa já é alvo de múltiplas reclamações por práticas semelhantes, envolvendo cobranças indevidas sem entrega de serviços.
Um dos investigados possui ao menos 15 registros criminais relacionados ao crime de estelionato. A fraude não causou apenas prejuízo financeiro: os candidatos que não efetivaram a inscrição no sistema oficial foram automaticamente eliminados do Enem 2024 e não puderam realizar a prova. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos, quantificar a extensão total dos danos e responsabilizar os autores pela prática de fraude eletrônica com uso de meios virtuais, em continuidade delitiva.
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, usou as redes sociais nesta quarta-feira (9) para criticar duramente o Governo da Bahia após a fuga de quatro detentos de alta periculosidade do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas, no extremo sul do Estado. Entre os fugitivos estão três traficantes com envolvimento em homicídios e um condenado por estupro. Em vídeo publicado em seu perfil, ACM Neto afirmou que os criminosos escaparam “sob o olhar da administração penitenciária e das autoridades da segurança pública do Estado da Bahia”, após cavarem um buraco na cela. Ele classificou o caso como mais um episódio que evidencia o que chamou de “caos” da segurança pública no Estado, que é governado pelo PT há duas décadas.
“Nos últimos sete meses, foram 23 fugas em nosso Estado. Agora em Teixeira de Freitas, antes em Feira de Santana, no começo do ano em Eunápolis — que, aliás, se tornou um escândalo nacional”, declarou Neto. O ex-prefeito também criticou a ausência de medidas mais rigorosas por parte do governo estadual no combate ao crime organizado. “A Bahia perdeu o controle do crime organizado. Está aí o retrato da política de segurança pública do PT, que governa o estado da Bahia há 20 anos e permitiu que esse caos se instalasse. Agora nós temos quatro bandidos de alta periculosidade soltos.”
Neto cobrou a construção de presídios de segurança máxima no interior do Estado e mais investimentos em tecnologia e infraestrutura nos sistemas prisionais. “Tá faltando, na verdade, governador para construir presídios de segurança máxima. Governador para investir em tecnologia no combate à criminalidade, por exemplo, cortando qualquer tipo de comunicação que exista dentro dos presídios com o mundo externo.” Em tom de apelo, ACM Neto encerrou sua fala com uma crítica direta ao atual cenário da segurança pública: “Não é justo que os bandidos estejam soltos na rua e os cidadãos de bem estejam presos dentro de casa com medo. Chega. Vinte anos de governos do PT, e a Bahia, infelizmente, perdendo a guerra para o crime organizado.”
A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia ainda não se pronunciou oficialmente sobre a fala de ACM Neto até o fechamento desta matéria. A polícia segue em busca dos foragidos.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiu à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras com uma publicação em que evita comentar diretamente os impactos da medida e volta a afirmar que é alvo de perseguição por parte da Justiça brasileira. A manifestação foi feita nesta quarta-feira (9), logo após o anúncio oficial da Casa Branca. Na publicação, feita em sua conta na rede social X, Bolsonaro compartilhou um print de uma reportagem que destaca seu nome em uma pesquisa eleitoral e afirmou que é perseguido por continuar vivo na consciência popular. Segundo ele, sua popularidade o torna o nome mais lembrado e temido do cenário político, o que explicaria, em sua visão, o julgamento em curso no Supremo Tribunal Federal.
Apesar do forte impacto econômico da nova tarifa anunciada por Trump, que deve afetar diretamente diversos setores da economia nacional a partir de 1º de agosto, Bolsonaro não comentou os prejuízos que a medida pode causar ao país. A reportagem procurou o ex-presidente para comentar o posicionamento do governo norte-americano, mas não houve retorno. Donald Trump justificou a sanção comercial alegando que o Brasil estaria promovendo ataques contra a liberdade de expressão e perseguindo politicamente o ex-presidente brasileiro. O norte-americano criticou duramente o Supremo Tribunal Federal, a quem acusa de emitir ordens de censura contra plataformas de mídia social dos Estados Unidos. Ele classificou o julgamento de Jair Bolsonaro como uma “vergonha internacional” e uma “caça às bruxas”.
Enquanto isso, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, também se manifestou nas redes sociais. Em sua postagem, atribuiu a decisão do governo norte-americano ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que a medida colocará em risco a competitividade das empresas brasileiras, o que poderia gerar desemprego em massa no país. Ele disse ainda que Lula não tem mais condições de governar o Brasil. Jair Bolsonaro está inelegível ao menos até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que o condenou por ataques ao sistema eleitoral. Além disso, é réu no STF por supostamente liderar uma tentativa de golpe de Estado após ser derrotado nas eleições de 2022. A acusação envolve crimes como organização criminosa, abolição violenta do Estado democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado e dano ao patrimônio público.
Durante o mandato presidencial, Bolsonaro acumulou discursos de cunho golpista, promoveu ataques ao Judiciário, levantou dúvidas infundadas sobre a lisura das eleições e estimulou atos que resultaram nas invasões de 8 de janeiro. Após a derrota, manteve viva a esperança entre seus apoiadores de que ainda poderia se manter no poder, articulando reuniões com militares e aliados próximos para debater formas de interferência nos resultados eleitorais.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) continua tentando interferir no andamento do processo que investiga a tentativa de golpe de Estado em 2022, do qual o ex-presidente Jair Bolsonaro é réu. A declaração do ministro foi feita com base em publicações recentes feitas pelo parlamentar nas redes sociais, especialmente um vídeo publicado em 29 de junho, que foi anexado ao inquérito em andamento. Segundo Moraes, as manifestações de Eduardo têm o objetivo de comprometer o andamento da ação penal 2.668/DF, atualmente em fase de apresentação de alegações finais pelas partes envolvidas. O caso envolve o núcleo central da denúncia formulada pela Procuradoria-Geral da República, que acusa Jair Bolsonaro e outros sete investigados por atos que teriam ameaçado o Estado democrático de Direito.
Com base nas novas manifestações públicas, Alexandre de Moraes prorrogou por mais 60 dias o inquérito contra Eduardo Bolsonaro, a pedido da Polícia Federal. A corporação alegou necessidade de aprofundar as investigações sobre os possíveis crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação e tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito. Moraes acatou o pedido, afirmando que ainda existem diligências pendentes. Na publicação anexada ao inquérito, Eduardo Bolsonaro defende a aplicação de sanções ao ministro do STF e compartilha um vídeo do ato político convocado por Jair Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo. Em inglês, o deputado escreveu que “a única maneira do Brasil se alinhar com o Ocidente é por meio de Jair Bolsonaro — por meio da sanção de Moraes”.
As declarações vêm sendo interpretadas como tentativas de desacreditar o Judiciário brasileiro no exterior. A embaixada dos Estados Unidos no Brasil chegou a se manifestar, nesta quarta-feira (10), afirmando que Jair Bolsonaro e sua família são considerados parceiros dos EUA e citando um suposto cenário de perseguição política. A fala gerou reação do governo brasileiro, que convocou o encarregado de negócios da embaixada americana em Brasília, Gabriel Escobar, para prestar esclarecimentos ao Itamaraty. A relação entre autoridades brasileiras e representantes do governo dos Estados Unidos tem se mostrado tensa nos últimos dias, especialmente após o presidente norte-americano Donald Trump anunciar a aplicação de tarifas de 50% sobre todas as exportações brasileiras a partir de agosto. As motivações alegadas por Trump envolvem críticas ao tratamento dado pelo Brasil a Jair Bolsonaro e a decisões do STF contra seus apoiadores que vivem em solo americano.
O procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia, visitou na última terça-feira (9) o terreno onde será construída a nova sede do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) em Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano. O espaço está localizado na Praça dos Poderes e foi doado pela Prefeitura Municipal. A iniciativa faz parte de um esforço institucional para fortalecer a presença do MP em regiões do interior do estado. Pedro Maia esteve acompanhado da procuradora-geral adjunta, Norma Cavalcanti, de promotores de Justiça e demais integrantes da instituição. Durante a visita, ele ressaltou que a instalação da nova sede representa um avanço na consolidação da atuação do Ministério Público como agente de justiça social na região. O chefe do MP baiano afirmou que o prédio oferecerá estrutura adequada para atendimento à população e ampliará o acesso a direitos fundamentais garantidos pela Constituição. A doação do terreno pela Prefeitura contou com o apoio do prefeito Júnior Marabá, que também participou da visita. O projeto da nova sede será encaminhado à Câmara de Vereadores para apreciação. O presidente do Legislativo municipal, Reinildo Nery dos Santos, garantiu que a proposta será analisada com celeridade para viabilizar o início das obras. A presença do MP em Luís Eduardo Magalhães se soma a um conjunto de ações do órgão voltadas à interiorização dos serviços e ao fortalecimento do diálogo institucional em todas as regiões do estado. A visita faz parte de uma agenda que inclui reuniões em outros municípios do oeste e sudoeste da Bahia, como Guanambi, Bom Jesus da Lapa e Santa Maria da Vitória, onde o procurador-geral tem discutido com os promotores locais questões estruturais e operacionais das comarcas.
Ainda dentro da programação, a comitiva do MPBA segue para Barreiras, onde será instalada, a partir desta quarta-feira (10), a sede itinerante da Procuradoria-Geral de Justiça. O evento de abertura ocorre às 19h na Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e será aberto ao público. A iniciativa do PGJ Itinerante tem como objetivo estreitar o contato entre a instituição e a sociedade, além de intensificar o compromisso com a descentralização dos serviços e a escuta ativa da população e dos membros do MP em todas as regiões do estado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu nesta quarta-feira (9) à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma sobretaxa de 50% sobre produtos importados do Brasil. Em nota oficial publicada nas redes sociais, Lula classificou a medida como injustificável e anunciou que o Brasil responderá com base na lei de reciprocidade. De acordo com o presidente, os argumentos utilizados por Trump para justificar a medida — entre eles, um suposto déficit comercial com o Brasil — não têm fundamento. “É falsa a informação, no caso da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos, sobre o alegado déficit norte-americano. As estatísticas do próprio governo dos Estados Unidos comprovam um superávit desse país no comércio de bens e serviços com o Brasil da ordem de 410 bilhões de dólares ao longo dos últimos 15 anos”, escreveu Lula na plataforma X (antigo Twitter).
A decisão dos Estados Unidos foi oficializada em uma carta nominalmente endereçada ao presidente Lula e mencionou diretamente o tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O documento também fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à condução de processos judiciais relacionados aos atos de 2022. Na resposta brasileira, o governo federal reafirmou a independência das instituições nacionais e rejeitou qualquer tipo de tutela externa. “O Brasil é um país soberano com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém”, diz a nota. Lula ainda destacou que o processo judicial envolvendo os responsáveis pela tentativa de golpe de Estado é de competência exclusiva da Justiça brasileira.
A carta enviada por Trump menciona, ainda, supostas ordens "secretas e ilegais" contra plataformas de mídia nos Estados Unidos, fazendo referência a ações judiciais no Brasil e apontando o que chamou de violações à liberdade de expressão. Mais cedo, o presidente norte-americano havia dito publicamente que o Brasil "não tem sido bom" com os Estados Unidos, antecipando a retaliação comercial. O anúncio causou reação imediata em Brasília. O presidente Lula convocou uma reunião emergencial com os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), além do vice-presidente Geraldo Alckmin. O encontro teve como objetivo coordenar a resposta diplomática e comercial à decisão dos Estados Unidos.
Nos bastidores, integrantes do governo interpretam a medida como uma tentativa de ingerência direta nos assuntos internos do Brasil, com o objetivo político de fortalecer Jair Bolsonaro e sua base de apoiadores. A avaliação é de que os prejuízos econômicos causados pela tarifa precisam ser diretamente associados à atuação da oposição. A nova taxa de 50% sobre produtos brasileiros entra em vigor a partir de 1º de agosto. A expectativa é que setores da indústria nacional, especialmente o agro e a metalurgia, sejam os mais impactados. A resposta brasileira, segundo o governo, deverá seguir princípios legais e diplomáticos, mas com firmeza para preservar a soberania nacional e o equilíbrio nas relações comerciais internacionais.
Professores da rede municipal de ensino de Salvador estão em greve há 65 dias e reivindicam uma audiência direta com o prefeito Bruno Reis (União Brasil) para buscar uma saída para o impasse que já se estende por mais de dois meses. A categoria rejeitou, mais uma vez, a proposta apresentada pelo Executivo soteropolitano na última terça-feira (8) e permanece mobilizada. Nesta quarta-feira (9), o grupo de trabalho do comando de greve se reuniu para elaborar uma contraproposta, que será levada à assembleia dos professores na próxima sexta-feira (11). Caso aprovada, o documento será encaminhado à Prefeitura com o pedido de abertura de uma nova rodada de negociações, desta vez com a presença do próprio prefeito.
A proposta anterior da administração municipal incluía alguns avanços em demandas da categoria, como a realização de concurso público ainda em 2025, reajustes em gratificações, pagamento de valores retroativos e a climatização das salas de aula até dezembro do ano que vem. Também estavam previstos a devolução dos valores descontados durante os dias parados e o cancelamento das faltas, condicionados à reposição das aulas. Apesar dessas sinalizações, os professores alegam que a proposta não contempla integralmente as pautas prioritárias e afirmam que a falta de diálogo direto com o chefe do Executivo municipal tem dificultado o avanço das negociações. A categoria tem defendido que a presença do prefeito nas discussões pode destravar pontos importantes e contribuir para uma solução mais rápida e justa para ambas as partes.
A paralisação dos educadores afeta milhares de estudantes da rede municipal em Salvador. Com o ano letivo comprometido, pais e responsáveis demonstram preocupação com a continuidade das aulas e com o calendário escolar. A Prefeitura ainda não informou se pretende atender à solicitação da audiência com Bruno Reis nem se irá avaliar a nova contraproposta, caso seja aprovada pela categoria na sexta-feira. Enquanto isso, a greve segue sem previsão de término, mantendo a tensão entre a gestão municipal e os profissionais da educação pública da capital baiana.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (9) a imposição de uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras com destino ao mercado norte-americano. A medida, segundo comunicado enviado diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entra em vigor no dia 1º de agosto e representa uma mudança significativa na relação comercial entre os dois países. Na carta, Trump justificou a decisão com base em ações recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil. Ele classificou como inaceitável o que chamou de ataques à liberdade de expressão de cidadãos norte-americanos e condenou as decisões judiciais contra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro que vivem nos Estados Unidos. O atual mandatário norte-americano fez referência direta ao julgamento de Bolsonaro, réu no STF por tentativa de golpe de Estado, e afirmou que o processo representa uma perseguição política inaceitável.
O presidente norte-americano argumentou ainda que o Brasil estaria violando princípios democráticos ao pressionar plataformas de redes sociais com ordens judiciais que, segundo ele, seriam sigilosas e ilegais. Ele acusou o STF de censura e alegou que decisões do tribunal brasileiro ameaçam diretamente empresas dos Estados Unidos. A decisão ocorre em meio a um momento de tensão entre os governos de Trump e Lula. Nos últimos dias, os dois líderes trocaram críticas públicas por conta da realização da cúpula do Brics no Rio de Janeiro. Trump chegou a afirmar que países do bloco — que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — poderiam enfrentar represálias comerciais por parte dos Estados Unidos. No caso brasileiro, a ameaça se concretizou com o anúncio das novas tarifas.
A medida inclui todos os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, independentemente do setor ou tipo de mercadoria. Trump alertou ainda que qualquer tentativa de reexportação por terceiros países será identificada e igualmente taxada com a tarifa de 50%. O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão, mas fontes do Palácio do Planalto indicaram que a equipe econômica está avaliando os impactos da medida. O Itamaraty também deve se posicionar nas próximas horas. A imposição dessa tarifa representa um dos episódios mais tensos na relação entre os dois países nos últimos anos.
Dois homens foram presos na madrugada desta segunda-feira (07) suspeitos de envolvimento direto no assalto que vitimou um empresário de Conceição do Coité, no território do sisal. O crime aconteceu na última quinta-feira (03), no centro da cidade, logo após a vítima sair de uma cooperativa de crédito, e resultou no roubo de R$ 120 mil. A operação conjunta das guarnições da 3ª Companhia de Araci e da Companhia de Emprego Tático Operacional (CETO) de Retirolândia levou à prisão dos suspeitos, de 25 e 22 anos, ambos moradores da cidade de Araci. A dupla foi localizada após uma denúncia anônima e detida em endereços distintos no bairro Morumbi, em Araci.
De acordo com o boletim de ocorrência, um dos suspeitos confessou o crime ao ser localizado em seu local de trabalho e colaborou com os policiais, revelando a localização do comparsa e detalhes sobre a partilha do valor roubado. O segundo homem tentou fugir durante a abordagem, mas acabou detido após se ferir nas proximidades da Rua do Mercadinho. Durante as buscas, os agentes encontraram R$ 4.730,00 em dinheiro, R$ 104,00 em espécie, porções de maconha e uma substância semelhante à cocaína. Ainda segundo os relatos dos suspeitos, parte do dinheiro do roubo foi entregue a diversos comparsas, incluindo um suposto traficante e um detento do presídio de Alagoinhas, identificado apenas como “o cara do lanche”.
A dupla também levou os policiais até o povoado de Pedra Alta, onde a namorada de um deles escondia mais R$ 23.500,00. Com isso, a quantia total recuperada chegou a R$ 27.300,00, além da apreensão de drogas. Todo o material apreendido e os envolvidos foram encaminhados para a Delegacia Territorial de Araci, onde o caso segue sendo investigado.