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A pré-candidata a deputada federal em 2026, Raissa Soares (PL), afirmou nesta quarta-feira (10) que o pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), não conseguirá vencer o governador Jerônimo Rodrigues (PT) sem o apoio do grupo alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi dada durante entrevista ao bahia.ba na Assembleia Legislativa da Bahia. Raissa disse que a união com o PL será indispensável para que o ex-prefeito de Salvador tenha competitividade na disputa estadual. Segundo ela, o cenário presidencial também interfere na estratégia, citando que o União Brasil já lançou Ronaldo Caiado para a Presidência da República, enquanto o PL trabalha o nome do senador Flávio Bolsonaro. A pré-candidata avalia que, apesar do grande número de nomes colocados nacionalmente, a direita tende a se unir no segundo turno, fortalecendo candidaturas estaduais vinculadas ao grupo. Ela também apontou a possibilidade de João Roma, presidente do PL na Bahia, integrar a chapa de ACM Neto como candidato ao Senado, o que, segundo afirmou, poderia ampliar as chances do ex-prefeito. Raissa intensificou críticas ao governo do estado, mencionando dificuldades na saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. Ela também criticou o novo pedido de empréstimo solicitado pela gestão estadual, afirmando que a Bahia enfrenta uma crise financeira prolongada. Ao comentar o cenário nacional, Raissa voltou a criticar o governo federal. Segundo ela, há aumento do assistencialismo, dificuldades econômicas e redução de empregos. A pré-candidata citou ainda sua atuação durante a pandemia da Covid-19 como marco de sua entrada na política. Raissa reforçou que seguirá com sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados e afirmou que sua atuação no período da pandemia motivou sua decisão de disputar novamente uma vaga no Congresso.
A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia confirmou, nesta quarta-feira (10), a prisão preventiva de Sérgio Henrique Lima dos Santos, acusado de matar a jovem trans Rhianna Alves, de 18 anos, no último sábado, em Luís Eduardo Magalhães. A detenção ocorreu após a conclusão do inquérito conduzido pela Polícia Civil, que apontou o suspeito pelo crime de feminicídio. De acordo com a Delegacia Territorial, Sérgio foi localizado e preso em Serrinha. O delegado Joaquim Rodrigues de Oliveira afirmou que a medida foi tomada após a análise de provas consideradas suficientes para embasar o pedido de prisão preventiva encaminhado ao Poder Judiciário. O acusado havia levado o corpo da vítima à delegacia e confessado o crime no dia do ocorrido. Ele afirmou que a morte aconteceu após um desentendimento dentro do veículo em que ambos estavam, relato que foi anexado aos laudos periciais e demais depoimentos colhidos pela investigação. Mesmo com a apresentação espontânea, que poderia permitir que o suspeito respondesse em liberdade, a Polícia Civil considerou necessária a prisão preventiva diante dos elementos reunidos no inquérito. Em nota enviada à imprensa, o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, afirmou que a decisão reforça a transparência do processo investigativo e destacou o compromisso do Estado no enfrentamento à violência de gênero e à transfobia. O acusado permanece custodiado e à disposição do Judiciário.
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou, na tarde desta quarta-feira (10), o parecer que recomenda a cassação do mandato da deputada federal Carla Zambelli. Por 32 votos a 2, os parlamentares rejeitaram o relatório do deputado Diego Garcia, que defendia a continuidade do mandato, e optaram pelo texto apresentado pelo deputado Cláudio Cajado. Com a decisão, o processo seguirá para votação no plenário da Câmara ainda nesta quarta. Para que a perda do mandato seja confirmada, será necessário o apoio de pelo menos 257 dos 513 deputados federais. Durante o debate na comissão, parlamentares aliados à deputada se posicionaram contra o encaminhamento aprovado pela CCJ. O deputado Luiz Gastão criticou a derrubada do relatório que recomendava a manutenção do mandato. Zé Trovão também contestou a recomendação de cassação, afirmando que os documentos técnicos analisados no processo não indicariam participação de Zambelli no ataque hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça. Em junho, Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos de prisão pelos crimes de falsidade ideológica e invasão do sistema eletrônico do CNJ, caso que também levou ao indiciamento do hacker Walter Delgatti Neto. O plenário da Câmara será responsável pela decisão final sobre o futuro do mandato da parlamentar.
O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (10), o Projeto Antifacção, que estabelece um novo marco legal para o enfrentamento ao crime organizado no país. A votação registrou 64 votos favoráveis e nenhum contrário, consolidando o apoio à proposta considerada prioritária pelo governo e por órgãos de segurança. O relator da matéria, Alessandro Vieira, apresentou um texto que reformula a versão aprovada pela Câmara dos Deputados. Em vez de criar uma legislação paralela para punir facções criminosas, o parecer atualiza a Lei de Organizações Criminosas, vista como mais consistente e menos vulnerável a questionamentos jurídicos. A mudança foi alinhada com o Ministério da Justiça e a Polícia Federal, que defendiam ajustes para evitar brechas que pudessem favorecer investigados. Com a aprovação, o país passa a adotar o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, que endurece penas e cria regras específicas para líderes e integrantes de facções e milícias. As punições podem chegar a 60 anos de prisão para chefes de organizações, com agravantes definidos de acordo com o papel desempenhado dentro do grupo. A progressão de regime também ficará mais restrita, reduzindo concessões de benefícios penais. O texto determina ainda que lideranças cumpram pena em presídios federais de segurança máxima, medida que busca ampliar o isolamento e impedir que continuem comandando ações criminosas de dentro das unidades prisionais. A proposta amplia também os mecanismos de repressão à infiltração de facções no sistema financeiro. Caso haja participação direta de organizações criminosas na administração de instituições financeiras, as penas serão reforçadas, com foco no combate à lavagem de dinheiro e ao uso de estruturas legais para movimentar recursos ilícitos. A matéria segue agora para nova análise da Câmara dos Deputados, que decidirá se mantém as mudanças aprovadas no Senado ou se retoma pontos do texto original.
A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (11), a Megaoperação Zimmer para desarticular a cadeia de comando e neutralizar a atuação de integrantes de uma organização criminosa com ramificações em seis estados. As ações alcançam a Bahia, Sergipe, Espírito Santo, São Paulo, Santa Catarina e Pernambuco, com apoio das polícias Militar e Federal. A operação reúne cerca de 400 agentes, entre policiais civis, militares, equipes do Departamento de Polícia Técnica e policiais federais. Mais de 90 mandados judiciais estão sendo cumpridos contra suspeitos ligados aos setores operacional, logístico e financeiro da organização. A investigação identificou uma estrutura criminosa responsável pelo tráfico de drogas, homicídios, crimes patrimoniais, lavagem de dinheiro e disputas territoriais. As apurações revelaram que o grupo atuava no abastecimento, preparo e distribuição de entorpecentes, além de utilizar pessoas físicas e jurídicas para ocultar a origem de valores obtidos com atividades ilícitas. A Justiça recebeu pedido de bloqueio de R$ 100 milhões, além do sequestro de bens ligados aos investigados, como parte do esforço para impedir a continuidade das ações do grupo. A Megaoperação Zimmer conta com equipes dos departamentos de Inteligência Policial, Repressão ao Narcotráfico, Homicídios, Polícia Metropolitana, Polícia do Interior, Proteção à Mulher e de unidades especializadas, como Core e COPJ. As ações também têm apoio da Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública, do Departamento de Polícia Técnica, da Polícia Militar, da Polícia Federal e da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização. O trabalho integrado busca desestruturar a organização criminosa em todas as suas frentes, desde o comando até os responsáveis pela movimentação financeira e logística.
O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia negou o pedido de medida cautelar apresentado pelo vereador Dilemardo Martins Cardoso Filho contra o prefeito de Rio de Contas, Célio Evangelista da Silva. A denúncia, registrada no processo 32049e25, aponta supostas irregularidades na contratação de pessoal durante o exercício de 2025. Segundo o vereador, a prefeitura estaria realizando contratações temporárias para funções permanentes, sem concurso público ou processo seletivo. Ele afirma ainda que houve aumento significativo de vínculos precários, discrepâncias salariais entre servidores que desempenham as mesmas atividades e que o município não realiza concurso há mais de dez anos. A análise inicial da relatoria identificou que a denúncia foi acompanhada apenas de uma folha de pagamento referente a fevereiro de 2025. O documento, segundo o Tribunal, não foi suficiente para demonstrar crescimento abrupto do número de contratados, evolução das despesas com pessoal ou comprovação de risco imediato ao erário. A conselheira Aline Peixoto destacou que a adoção de uma cautelar poderia comprometer serviços essenciais, como saúde e educação, sem que houvesse prova mínima da materialidade das alegações. Com isso, o pedido de suspensão de contratações e pagamentos foi negado. A denúncia seguirá para instrução, e a Prefeitura de Rio de Contas será notificada para apresentar justificativas no prazo de 20 dias.
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2949 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (9). Com isso, o prêmio principal acumulou e está estimado em R$ 38 milhões para o próximo sorteio. As dezenas sorteadas foram: 04, 06, 11, 38, 49 e 54. De acordo com a Caixa Econômica Federal, 28 apostas acertaram cinco números e cada uma receberá R$ 56.175,26. Outras 2.366 apostas acertaram quatro dezenas e terão direito ao prêmio de R$ 1.095,81. O próximo sorteio será realizado no sábado, com expectativa de novo movimento nas casas lotéricas em razão do valor acumulado.
Um casal foi encontrado morto na noite de terça-feira (9) no apartamento onde morava, no Residencial Parque Florença, no bairro Lagoa Salgada, em Feira de Santana. As vítimas foram identificadas como Géssica do Nascimento Reis, de 30 anos, e o policial militar Alden Teixeira Santos, de 40, que estava afastado das atividades havia um ano e três meses. De acordo com informações do portal Acorda Cidade, familiares de Géssica estranharam a falta de contato desde as 13h do último domingo (7), quando ela conversava com uma amiga. Sem conseguir falar com a jovem, parentes foram até o imóvel e encontraram o carro dela estacionado na garagem, com todos os pertences no interior. A motocicleta de Alden também estava no local. Ao entrar no apartamento, os familiares localizaram os corpos de Géssica e Alden, ambos com marcas de disparos de arma de fogo. Uma guarnição da 65ª Companhia Independente da Polícia Militar isolou a área e acionou equipes da Polícia Civil e do Departamento de Polícia Técnica, que iniciaram os primeiros procedimentos no local. As circunstâncias das mortes serão investigadas pela Delegacia de Homicídios de Feira de Santana.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que a ocupação da cadeira da Presidência por Glauber Braga durante sessão desta terça-feira representou um desrespeito ao Legislativo. O episódio ocorreu durante a etapa de debates no plenário, quando o parlamentar do Psol permaneceu sentado na cadeira mesmo após pedido para que deixasse o local, o que levou à interrupção dos trabalhos. Após a situação, policiais legislativos foram acionados e retiraram o deputado da Mesa. Motta declarou que a postura rompeu com o funcionamento regular da Casa e destacou que as regras internas determinam limites para a atuação dos parlamentares em plenário. Ele informou que seguiu os protocolos de segurança previstos no regimento e que determinou apuração sobre eventuais excessos cometidos contra profissionais de imprensa durante o tumulto. A liderança do Psol reagiu ao episódio e afirmou que a Casa adotou tratamento distinto em relação a outras ocupações da Mesa, feitas anteriormente por parlamentares de oposição. Deputados governistas criticaram a condução da sessão, enquanto integrantes da oposição defenderam a retirada de Braga e classificaram a ação como necessária para restabelecer a ordem em plenário. O episódio aconteceu em meio à indicação de que os pedidos de cassação de Glauber Braga e Carla Zambelli serão votados nesta quarta-feira. A cassação de Braga foi aprovada pelo Conselho de Ética após análise de denúncia que envolve agressões físicas ocorridas no ano passado no interior da Câmara. O parlamentar voltou a se manifestar no plenário e afirmou que a decisão afeta diretamente o mandato concedido pelos eleitores do Rio de Janeiro. As discussões seguiram com trocas de críticas entre parlamentares da base do governo e da oposição sobre a conduta no plenário e a atuação da Polícia Legislativa. A sessão foi retomada após a reorganização da Mesa e a definição da pauta da semana.
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quarta-feira (10), o Projeto de Lei 2162/23, conhecido como PL da Dosimetria, que recalcula e reduz as penas impostas aos condenados pela trama golpista e pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O texto também alcança o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por liderar a articulação golpista. As informações são do Metrópoles. A sessão foi aberta às 1h38 e o resultado anunciado às 2h25 pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O placar registrou 291 votos favoráveis e 148 contrários. A oposição bolsonarista orientou voto a favor e tratou a aprovação como vitória parcial, já que antes tentava articular uma anistia ampla, não obtida. O projeto segue agora para o Senado Federal. O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou em plenário, na terça-feira (09), que pretende colocar o texto em análise ainda em 2025. A votação ocorreu em meio a uma disputa entre governistas e oposição. Aliados do governo tentaram retirar o projeto de pauta, mas o requerimento foi rejeitado por 294 votos a 146. Em seguida, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, apresentou pedido de adiamento da votação, que também foi derrotado. Em setembro, o STF condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado. Ele está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde 22 de novembro. Com a aprovação do PL da Dosimetria, a expectativa é de que o ex-presidente cumpra um período menor de prisão, caso o texto seja aprovado também pelo Senado.
A Polícia Civil da Bahia prendeu oito pessoas e cumpriu 12 mandados de busca e apreensão na continuidade da Operação Orion Scorpii, deflagrada nesta quarta-feira (10) pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme). Brumado esteve entre os locais alvo da ação, que busca desarticular um esquema de comércio ilegal de armas e munições e interromper a atuação de uma organização criminosa envolvida na distribuição clandestina de armamentos no estado. Coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), a operação integra a Rede Nacional de Enfrentamento das Organizações Criminosas, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, reunindo unidades especializadas no combate ao crime organizado em escala nacional. As equipes atuaram simultaneamente em Vitória da Conquista, Guanambi, Palmas de Monte Alto, Brumado, Itapetinga, Jequié e Teixeira de Freitas. A operação também se estendeu para fora da Bahia, com mandados cumpridos em Montes Claros e Itaipé, em Minas Gerais, e em Goiânia, no estado de Goiás. De acordo com a Polícia Civil, as diligências resultaram na apreensão de armas de diversos calibres, incluindo fuzil, pistola, revólver e rifles, além de carros, dinheiro e grande quantidade de munições. Todo o material está associado ao esquema de comércio ilegal investigado. A Operação Orion Scorpii mobiliza 120 policiais ligados a equipes especializadas do Draco e conta com o apoio da Coordenação de Fiscalização de Produtos Controlados, da Diretoria Regional de Polícia do Interior e de unidades das Polícias Civis de Goiás e Minas Gerais. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos no esquema criminoso.
A formatura de mais de 300 crianças e adolescentes do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD) foi realizada nesta segunda-feira (8) em Livramento de Nossa Senhora. A solenidade marcou o encerramento das atividades do programa, desenvolvido a partir da parceria entre a Prefeitura Municipal e a 46ª Companhia Independente de Polícia Militar. O PROERD, que atua na prevenção ao uso de drogas e à violência, utiliza aulas conduzidas por policiais militares para fortalecer a autoestima, a responsabilidade e a capacidade de decisão dos estudantes. As atividades também envolvem escolas, famílias e comunidade no processo de formação. Participaram desta edição alunos das escolas municipais Rômulo Galvão, Lélis Piedade, Florisvaldo da Silva Ribeiro, Joaquim Gonçalves de Aguiar e Artur Moura e Silva, além das instituições particulares Machado de Assis, Centro Estudantil Monteiro Lobato, Centro Educacional São Francisco de Assis e Colégio Probo COC. A presença dessas unidades reforçou o alcance do programa e a articulação entre diferentes setores da educação no município. A cerimônia desta segunda-feira concluiu o ciclo anual do PROERD, destacando o trabalho contínuo de prevenção e o compromisso conjunto com a formação cidadã das crianças e adolescentes de Livramento de Nossa Senhora.