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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, na noite desta quinta-feira (31), ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para um jantar no Palácio da Alvorada. O encontro ocorre um dia após o governo dos Estados Unidos anunciar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky, que pune violações de direitos humanos e corrupção em âmbito internacional. Moraes esteve presente no jantar e foi fotografado ao lado de Lula e de Paulo Gonet na residência oficial. Também participaram do encontro os ministros do STF Luís Roberto Barroso, presidente da Corte, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Edson Fachin. Todos os 11 ministros do Supremo foram convidados. Entre os membros do governo federal, marcaram presença os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) e Jorge Messias (Advocacia-Geral da União). Mais cedo, a Coluna do Estadão havia informado que o ministro André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro ao STF, não participaria do jantar. A expectativa era de que Lula apresentasse, durante a reunião, os primeiros passos da resposta do governo brasileiro às sanções impostas pelos Estados Unidos. O jantar marca mais um movimento de articulação entre Executivo, Judiciário e Ministério Público após uma semana tensa na relação diplomática entre Brasil e EUA. Na quarta-feira (30), além da sanção a Moraes, o governo americano anunciou aumento de tarifas sobre produtos brasileiros.
Brasil deve registrar cerca de 600 mil contratos temporários entre os meses de julho e setembro de 2025, segundo projeção da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem). O número representa estabilidade em relação ao mesmo período do ano passado, mas indica uma leve desaceleração se comparado ao desempenho do segundo trimestre, que superou as expectativas e registrou mais de 640 mil contratações. De acordo com a entidade, o cenário mais cauteloso considera possíveis impactos externos, como a tarifa de importação de 50% anunciada pelos Estados Unidos a partir de 1º de agosto, o que pode afetar diretamente setores estratégicos como a indústria e a logística — tradicionalmente os maiores responsáveis pelas vagas temporárias no país.
A distribuição das oportunidades previstas para o terceiro trimestre de 2025 segue a tendência histórica do modelo: a indústria deve concentrar 45% dos contratos, o setor de serviços 35%, o comércio 15% e outros segmentos 5%. Áreas como alimentação, logística, produção industrial e setor automobilístico devem puxar as contratações, especialmente durante o período de férias escolares, quando há maior demanda por reforço de equipes, e em datas como o Dia dos Pais. A retomada de eventos corporativos em várias capitais do país também deve estimular o comércio, a hotelaria e os serviços voltados ao turismo.
O segundo trimestre teve um desempenho acima do esperado, com mais de 640 mil contratos temporários firmados entre abril e junho — cerca de 7% a mais do que no mesmo período de 2024. Esse foi o melhor resultado desde o início da série histórica da Asserttem, em 2014. Inicialmente, a entidade previa 630 mil contratações para o período, mas a recuperação de setores produtivos e o avanço do consumo interno ajudaram a impulsionar os números. No primeiro trimestre de 2025, o setor também teve resultados expressivos: cerca de 800 mil contratos temporários foram firmados entre janeiro e março, especialmente nos segmentos de agronegócio, saúde, turismo, educação, bem-estar e alimentação.
Segundo a Asserttem, a expectativa é que o trabalho temporário siga como uma importante alternativa para a formalização de empregos no país, diante de um cenário econômico ainda desafiador.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi visto na noite desta quarta-feira (30) na Neo Química Arena, em São Paulo, durante o clássico entre Corinthians e Palmeiras, válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Moraes chegou ao estádio acompanhado da esposa e demonstrou descontração: acenou ao público, sorriu e, em um momento registrado por câmeras e celulares, fez um gesto obsceno com o dedo médio. A presença do ministro no evento esportivo chamou atenção por ter ocorrido poucas horas após ele ser incluído na lista de sanções dos Estados Unidos, com base na chamada Lei Magnitsky. A medida, geralmente aplicada contra autoridades acusadas de corrupção ou violações graves de direitos humanos em regimes autoritários, foi estendida a Moraes e outros sete ministros do STF, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Entre as sanções, o governo norte-americano bloqueou contas bancárias de Moraes nos Estados Unidos, congelou investimentos financeiros e revogou seu visto de entrada no país. A aplicação da Lei Magnitsky contra membros da cúpula do Judiciário de um país considerado democrático, como o Brasil, é considerada inédita. O gesto feito por Moraes no estádio foi amplamente compartilhado nas redes sociais e interpretado por internautas como uma possível reação às críticas e à decisão dos Estados Unidos. Até o momento, o ministro não comentou publicamente o episódio. Assessores evitaram declarações e aliados minimizaram a situação, atribuindo o gesto ao ambiente informal da partida e ao envolvimento do ministro com o Corinthians.
No governo federal, o caso é acompanhado com cautela. Autoridades brasileiras avaliam os possíveis desdobramentos diplomáticos, mas o Itamaraty ainda não se pronunciou oficialmente. Um posicionamento pode ser emitido caso a situação evolua para um impasse entre os dois países.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não possui contas bancárias, investimentos ou qualquer bem nos Estados Unidos. A informação foi confirmada oficialmente pelo próprio tribunal nesta quarta-feira (30), após a divulgação de sanções econômicas impostas pelo governo norte-americano com base na Lei Magnitsky. A medida, anunciada pelo Departamento do Tesouro dos EUA, permite o bloqueio de ativos financeiros, bens e transações em dólar de pessoas consideradas envolvidas em corrupção ou violações graves de direitos humanos. Moraes foi incluído na lista de sancionados sob a acusação de liderar ações de censura e detenções arbitrárias. Segundo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, Moraes “assumiu a responsabilidade de ser juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas americanas e brasileiras”. A declaração foi publicada em comunicado oficial. O texto também cita processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro como parte da justificativa para a sanção. Nos bastidores, o ministro tem tratado com naturalidade o movimento nos Estados Unidos e minimizado o impacto da medida. Interlocutores relataram que ele não acredita que as sanções terão efeitos práticos, uma vez que não possui nenhum tipo de patrimônio ou operação financeira em solo americano.
A sanção é resultado de uma mobilização conduzida por aliados de Bolsonaro nos Estados Unidos, incluindo o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Nos últimos meses, eles argumentaram a autoridades americanas que Moraes comete abusos de autoridade ao tomar decisões que afetam cidadãos e empresas dos EUA. Apesar da reação pública do governo americano, o STF reiterou que não há qualquer indício de ilegalidade na conduta do ministro e reforçou que ele segue atuando dentro dos limites constitucionais estabelecidos pela Justiça brasileira.
A sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), localizada no Rio de Janeiro, foi alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (30), em meio a uma investigação sobre a suposta compra de votos nas eleições municipais de 2024 em Roraima. A operação, batizada de Caixa Preta, tem como foco crimes eleitorais e apurações que também envolvem o presidente da entidade, Samir Xaud. De acordo com a Polícia Federal, a investigação teve início após a apreensão de R$ 500 mil em setembro de 2024, às vésperas das eleições. Dez mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Roraima e no Rio de Janeiro. A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 10 milhões nas contas dos investigados, entre eles a deputada federal Helena da Asatur (MDB-RR).
A CBF confirmou que agentes estiveram em sua sede entre 6h24 e 6h52 e ressaltou que a operação não tem relação direta com a entidade ou com o futebol brasileiro. A confederação informou ainda que nenhum equipamento foi apreendido e que Samir Xaud não é o foco central das investigações. Apesar da negativa oficial, Samir Xaud foi citado em outras frentes de apuração. Documentos apontam que ele omitiu da Justiça Eleitoral, em sua candidatura a deputado estadual por Roraima em 2018, a posse de dois imóveis em Boa Vista registrados em conjunto com sua esposa. À época, Xaud declarou bens no valor de R$ 200 mil, incluindo três carros e uma motocicleta. Ele recebeu 2.069 votos.
O artigo 350 do Código Eleitoral tipifica como crime a omissão de informações patrimoniais em documentos oficiais. A pena prevista é de até cinco anos de prisão e multa. Em 2022, Xaud voltou a disputar eleições, desta vez como candidato a deputado federal, e obteve 4.816 votos. Além das questões eleitorais, Xaud também enfrentou ações trabalhistas relacionadas a uma loja de móveis da qual era sócio. Os processos, ajuizados entre 2016 e 2017, resultaram em bloqueios de bens e em acordos judiciais que somaram pelo menos R$ 24 mil. Ex-funcionários relataram atrasos salariais, ausência de pagamentos de FGTS e retenção de carteiras de trabalho. A defesa de Xaud afirmou que ele não tinha mais vínculo com a empresa no período das ações, mas a Justiça não aceitou os argumentos e manteve sua responsabilidade solidária.
Em nota anterior, Xaud afirmou desconhecer qualquer descumprimento de decisões judiciais e declarou ter sempre atuado de forma regular nas esferas pública e privada. A visita de agentes à sede da CBF ocorre dois dias após o presidente da entidade receber o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em Brasília. Segundo a assessoria, o encontro foi institucional e tratou de temas como integridade no esporte e segurança em eventos.
Samir Xaud foi eleito presidente da CBF após a saída de Ednaldo Rodrigues. Com apoio de federações estaduais e sem concorrentes, sua candidatura representou a aposta da entidade em nomes de uma geração mais jovem para tentar recuperar a imagem da instituição. Apesar do discurso de renovação, o novo presidente enfrenta um passado de controvérsias judiciais.
O Brasil está novamente fora do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), conforme relatório divulgado nesta segunda-feira (28) durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU (UNFSS+4), realizada na Etiópia. O relatório intitulado O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025 (SOFI 2025) aponta que o país reduziu para menos de 2,5% o percentual de sua população em risco de subnutrição ou com acesso insuficiente à alimentação. O Mapa da Fome é uma ferramenta usada pela FAO para identificar nações onde mais de 2,5% da população enfrentam insegurança alimentar grave, ou seja, não têm acesso regular a alimentos suficientes para uma vida saudável. A metodologia do relatório se baseia em médias trienais, considerando os dados mais recentes disponíveis. O Brasil havia alcançado essa marca em 2014, mas voltou ao Mapa da Fome no triênio 2018/2020. No novo levantamento, que abrange os anos de 2022 a 2024, o país voltou a ficar abaixo do índice crítico.
Em nota divulgada em Brasília, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome ressaltou que a conquista foi obtida em apenas dois anos, mesmo com 2022 sendo considerado um dos períodos mais críticos para a fome no país. Segundo o governo federal, o resultado foi possível por meio de políticas públicas que priorizaram o combate à pobreza, geração de emprego e renda, fortalecimento da agricultura familiar, alimentação escolar e acesso à comida saudável.
O governo federal estuda uma proposta que pode mudar a forma como os brasileiros obtêm a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A ideia é tornar facultativas as aulas em autoescola para candidatos às categorias A e B, que englobam motocicletas e carros. O objetivo, segundo o Ministério dos Transportes, é facilitar o acesso à carteira, principalmente para pessoas de baixa renda e mulheres, além de reduzir o custo do processo, que atualmente varia entre R$ 3 mil e R$ 4 mil. Com a mudança, o candidato poderá escolher entre diferentes caminhos: estudar por conta própria, contratar um instrutor autônomo credenciado ou seguir o modelo tradicional das autoescolas, que deixariam de ser obrigatórias. O único requisito será a aprovação nas provas teórica e prática aplicadas pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans).
Segundo o governo, a proposta pode diminuir em até 80% o valor total da CNH, o que ampliaria o acesso ao documento e reduziria o número de motoristas sem habilitação. A medida também pode abrir novas possibilidades de trabalho e inserção no mercado, especialmente para quem não consegue arcar com os custos atuais do processo. O texto prevê ainda a possibilidade de que o candidato use seu próprio veículo no treinamento prático, desde que sejam atendidas todas as exigências de segurança. Como a obrigatoriedade das aulas está prevista em resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), e não em lei, a mudança não depende da aprovação do Congresso Nacional. A proposta já foi encaminhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para análise.
Bruno Leonardo, líder da Igreja Batista Avivamento Mundial e dono do segundo maior canal brasileiro no YouTube, foi acusado por internautas de manipular digitalmente o número de inscritos. A polêmica começou depois que o humorista Jonathan Nemer revelou estar inscrito no canal sem ter solicitado, despertando relatos semelhantes de outras pessoas. Usuários afirmam que foram inscritos automaticamente, sem consentimento, o que gerou suspeitas de práticas irregulares para aumentar a base de inscritos do canal, que supera 59 milhões. Houve até especulações sobre compra de contas antigas ou automações, proibidas pelas regras da plataforma. Em nota, a assessoria do bispo negou as acusações e reforçou que o canal é o mesmo desde o início, sem alterações, e que o YouTube reconheceu oficialmente o canal ao premiá-lo pelos 50 milhões de inscritos. A plataforma afirma proibir práticas que inflacionem métricas artificialmente e atua em casos de violação. Até o momento, o YouTube não identificou irregularidades que justifiquem punições ao canal, mas o caso segue repercutindo nas redes sociais, alimentando debates sobre ética digital entre usuários e influenciadores.
Um avião de pequeno porte fez um pouso de emergência em um descampado próximo ao aeroporto de Jundiaí (SP), por volta das 11h deste sábado (26). A aeronave capotou e parou de cabeça para baixo, mas o único ocupante, o piloto, não sofreu ferimentos graves. Segundo a Rede Voa, empresa que administra o aeroporto, a torre de controle recebeu uma chamada de emergência. A aeronave havia decolado do aeródromo Vale Dourado, em Bragança Paulista (SP), para um voo local de propaganda, com retorno previsto ao ponto de origem.
Durante o voo, o piloto relatou uma falha no motor e pediu autorização para pousar em Jundiaí. Ao perceber que não conseguiria alcançar a pista, optou por realizar um pouso forçado em uma área aberta, a cerca de cinco quilômetros do aeroporto, na região próxima à escola técnica Benedito Storani, nas imediações da rodovia dos Bandeirantes. A aeronave é um monomotor modelo Cessna 150L, prefixo PR-NIJ, fabricado em 1971 e registrado em nome da empresa Avision Publicidade Aérea. De acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a documentação do avião estava regular.
O caso deste sábado é o terceiro pouso de emergência registrado no aeroporto de Jundiaí nos últimos meses. Em 9 de julho, um jatinho com pneu furado pousou com sucesso na pista, após sobrevoar a região por cerca de 20 minutos para queimar combustível. Na ocasião, estavam a bordo apenas o piloto e o copiloto, e ninguém ficou ferido. Em maio, outra ocorrência mobilizou as autoridades após problemas no trem de pouso de uma aeronave modelo King Air Beechcraft E90, que saiu de Goiás com destino a São Paulo. O avião, com o empresário Marcos Araújo e a apresentadora Lívia Andrade a bordo, também precisou pousar em Jundiaí. O trem de pouso voltou a funcionar no momento da aproximação e o pouso foi realizado com segurança, sem necessidade de atendimento de emergência.
Com 1.800 metros de extensão, a pista do aeroporto de Jundiaí é considerada mais segura para esse tipo de manobra do que a do Campo de Marte, na capital paulista, que tem 1.600 metros.
O setor frutícola brasileiro enfrenta um momento delicado, com queda nos preços e um cenário externo desfavorável. Enquanto os valores da manga seguem em declínio nas principais regiões produtoras do Nordeste, o anúncio da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, feito pelo presidente norte-americano Donald Trump, acendeu um sinal de alerta entre produtores e exportadores. Dados do Hortifrúti/Cepea apontam que, entre os dias 14 e 18 de julho, a variedade tommy teve queda de 4% no Vale do São Francisco, sendo negociada a R$ 1,50 o quilo. A palmer caiu 7%, com cotação de R$ 2,16. Em Livramento de Nossa Senhora, na Bahia, as perdas foram ainda mais acentuadas: 27% de recuo na tommy, cotada a R$ 1,15, e 31% na palmer, vendida a R$ 1,74.
Segundo pesquisadores, a combinação entre demanda interna retraída e aumento gradual da oferta, especialmente da produção do Vale do São Francisco, tem pressionado os preços. A situação, já considerada desafiadora, tornou-se crítica com a iminente entrada em vigor da nova tarifa americana, marcada para 1º de agosto. A medida levou à suspensão imediata de embarques de frutas, carnes, pescados e grãos. No setor de frutas, estima-se que 77 mil toneladas estejam em risco de perda ou forte desvalorização. Entre elas, 36,8 mil toneladas de manga, 18,8 mil toneladas de frutas processadas — com destaque para o açaí —, 13,8 mil toneladas de uva e 7,6 mil de outras frutas.
A Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) informou que cerca de 2,5 mil contêineres estão prontos para exportação, aguardando uma solução diplomática. A carga seria suficiente para abastecer por um ano grandes capitais como Salvador, Manaus e Recife. O impacto no campo é severo. Se convertido em suco, o volume total das frutas paradas equivaleria a 38,5 milhões de litros, quantidade capaz de encher um copo para cada brasileiro. Enquanto o impasse persiste, o setor frutícola acompanha com preocupação o avanço da crise e aguarda uma resposta que evite perdas irreversíveis.
O médico mastologista Danilo Costa foi condenado pela Justiça a 43 anos de reclusão pelos crimes de estupro e importunação sexual cometidos contra pacientes em Itabira, Minas Gerais. Segundo denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, parte das vítimas estava em tratamento contra o câncer quando sofreram os abusos. Além da pena de prisão, o médico foi condenado a pagar indenizações por danos morais às vítimas, que variam de R$ 100 mil a R$ 400 mil, totalizando cerca de R$ 1,3 milhão. A sentença destacou que o médico se aproveitou da posição de autoridade e da relação de confiança estabelecida com as pacientes para cometer os crimes em ambientes hospitalar e ambulatorial, violando deveres éticos fundamentais da medicina. A conduta foi classificada como uma grave violação dos princípios profissionais, comprometendo a relação médico-paciente e instrumentalizando o ato médico para fins abusivos.
A Justiça determinou a comunicação da condenação ao Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais, com base nos artigos 213 (estupro) e 215-A (importunação sexual) do Código Penal. A medida reforça a gravidade dos crimes praticados durante o exercício da atividade médica, especialmente contra mulheres em situação de vulnerabilidade. As vítimas recebem apoio da Casa Lilian – Centro Estadual de Apoio às Vítimas, onde são assegurados o sigilo e o respeito à autonomia. Danilo Costa foi denunciado por mais de dez mulheres, mas as investigações continuam e novas vítimas podem ser incluídas. Funcionárias do hospital também denunciaram o médico por toques e falas inapropriadas.
A Justiça determinou que o médico permaneça preso preventivamente, negando o direito a recorrer em liberdade. Ele está preso desde 4 de fevereiro, quando foi indiciado por estupro, importunação sexual, violação sexual mediante fraude e assédio sexual. O réu nega as acusações. O Ministério Público informou que irá recorrer, solicitando aumento da pena. A promotora do caso informou que novas denúncias estão em investigação e que um novo processo pode ser aberto envolvendo pelo menos mais cinco mulheres.
Uma tragédia comoveu Curionópolis, no sudoeste do Pará, após a prisão de uma mulher acusada de espancar e assassinar seu filho de apenas dois anos. Kellem Cristina Conceição Feitosa afirmou inicialmente que a criança havia desmaiado após ingerir um medicamento em casa. No entanto, ao chegar ao hospital, os médicos constataram que o menino já estava sem vida, apresentando sinais claros de violência extrema, como pescoço quebrado e um corte profundo na região da boca que expôs os dentes. O crime ocorreu na segunda-feira (21), e Kellem foi detida em flagrante pelo crime de homicídio. Os exames do Instituto Médico Legal apontaram traumatismo craniano causado por agressões externas. A mãe deve responder por homicídio qualificado, com agravantes que incluem o uso de meios cruéis, a impossibilidade de defesa da vítima e motivo torpe.
Moradores da região relataram que o menino era frequentemente visto na rua acompanhado da mãe, mas não ouviram qualquer tipo de grito ou movimentação suspeita que pudesse indicar violência doméstica. A polícia local ainda não divulgou mais informações sobre o caso.