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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que tem como um dos principais alvos o senador Weverton Rocha (PDT-MA). A ação investiga uma organização criminosa suspeita de fraudar descontos em folhas de pagamento de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ao todo, estão sendo cumpridos 16 mandados de prisão preventiva e 52 mandados de busca e apreensão. Por se tratar de um parlamentar com foro por prerrogativa de função, as medidas judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As diligências ocorrem de forma simultânea em Brasília, São Paulo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco. Segundo a Polícia Federal, esta etapa da investigação tem como objetivo aprofundar a coleta de provas sobre um esquema considerado complexo, que envolvia a inserção de dados falsos em sistemas oficiais do governo para viabilizar descontos não autorizados em benefícios previdenciários. De acordo com as apurações, os investigados podem responder por estelionato previdenciário, organização criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informações e ocultação de patrimônio, caracterizada como lavagem de dinheiro. A Operação Sem Desconto apura a atuação de entidades que, sem o consentimento dos segurados, realizavam descontos de mensalidades associativas diretamente nas aposentadorias e pensões. A Polícia Federal busca identificar como os dados dos beneficiários eram acessados e quem se beneficiava financeiramente dos valores desviados, que teriam causado prejuízos a milhares de aposentados em todo o país. Até a última atualização desta reportagem, a assessoria do senador Weverton Rocha não havia se manifestado oficialmente sobre o cumprimento de mandados em seus endereços.
A Polícia Federal reuniu documentos que confirmam o registro de uma viagem internacional envolvendo Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República. A documentação indica que ambos embarcaram em um voo de primeira classe com destino à Europa no dia 8 de novembro do ano passado, partindo do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, com chegada em Lisboa, capital de Portugal. Os registros obtidos pela PF detalham informações como o número do voo, a classe utilizada e até a localização dos assentos ocupados pelos passageiros. De acordo com os dados, Antônio Carlos Camilo Antunes viajou no assento 3A, enquanto Lulinha ocupou o assento 6J, ambos localizados na primeira classe da aeronave e posicionados junto à janela. O voo identificado nos documentos é o Latam JJ-8148. A viagem já havia sido mencionada em depoimento prestado à Polícia Federal por Edson Claro, ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes. Segundo ele, o deslocamento internacional faria parte de uma série de viagens realizadas pelos dois ao exterior. A lista de passageiros do voo citada pela PF é considerada um elemento de confirmação de parte do relato apresentado à investigação. No âmbito do Congresso Nacional, a CPMI do INSS chegou a discutir a possibilidade de requisitar à companhia aérea os dados completos do voo, mas o pedido acabou não sendo aprovado após articulação de parlamentares governistas. A Polícia Federal, no entanto, obteve as informações por meios próprios, incorporando os documentos ao inquérito em andamento. Ainda conforme o depoimento do ex-funcionário, os custos das viagens teriam sido arcados por Antônio Carlos Camilo Antunes. Ele também relatou à PF que Lulinha receberia repasses mensais de valores elevados e que teria ocorrido um pagamento de grande monta ao empresário, informações que seguem sob apuração das autoridades. De acordo com valores praticados pelo mercado, passagens aéreas internacionais em primeira classe podem variar entre cifras elevadas, oferecendo serviços como poltronas totalmente reclináveis, atendimento personalizado e opções exclusivas de alimentação e bebidas durante o voo. A investigação também registra que Lulinha passou a residir em Madri, na Espanha, em meados deste ano. A mudança levantou questionamentos entre parlamentares da oposição que integram a CPMI do INSS, que buscam esclarecer se a decisão ocorreu em meio ao avanço das apurações sobre o caso no Congresso Nacional. A reportagem não obteve retorno das defesas de Antônio Carlos Camilo Antunes nem de Fábio Luís Lula da Silva até a publicação desta matéria. Pessoas próximas a Lulinha afirmaram que ele pretende retornar ao Brasil no fim do ano e que avalia medidas judiciais contra associações feitas entre seu nome e as investigações em curso. Segundo esses interlocutores, a presença no mesmo voo não comprova que os dois tenham viajado juntos ou mantido relação durante o deslocamento.
O ex-presidente Jair Bolsonaro será submetido a uma perícia médica nesta quarta-feira (17), em Brasília. O procedimento foi agendado pela Polícia Federal após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e será realizado por peritos no Instituto Nacional de Criminalística. A avaliação médica tem como objetivo fornecer subsídios técnicos para que o STF decida sobre a possibilidade de autorizar Bolsonaro a sair do local onde está detido para a realização de uma cirurgia indicada por médicos particulares. A defesa do ex-presidente apresentou laudos apontando a necessidade do procedimento. Na mesma decisão, o ministro Alexandre de Moraes determinou o encaminhamento aos peritos do exame de ultrassonografia realizado no último domingo (14). O exame confirmou o diagnóstico de hérnia inguinal e foi feito com equipamento portátil, mediante autorização judicial. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão em uma sala da Superintendência da Polícia Federal, na capital federal. A condenação ocorreu no âmbito da ação penal que apurou a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A perícia será utilizada para avaliar o quadro clínico atual do ex-presidente e orientar eventual deliberação judicial sobre o pedido de cirurgia.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a transferência do ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias, para o sistema penitenciário federal. A informação foi divulgada pelo portal g1. Atualmente, ele cumpre prisão preventiva no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste da capital fluminense. TH Jóias foi preso pela Polícia Federal em setembro deste ano, durante a Operação Zargun. Ele é investigado pelos crimes de tráfico de drogas, corrupção, lavagem de dinheiro e negociação de armas para a facção criminosa Comando Vermelho. De acordo com as investigações, o ex-parlamentar teria utilizado o mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para favorecer interesses do crime organizado. Entre as acusações, constam a intermediação na compra e venda de drogas, fuzis e equipamentos antidrones destinados ao Complexo do Alemão, além da indicação da esposa de um traficante preso para ocupar cargo parlamentar. O caso teve novos desdobramentos nesta terça-feira, com a prisão do desembargador Macário Judice Neto, relator do processo de TH Jóias no Tribunal Regional Federal da 2ª Região. A prisão ocorreu durante a segunda fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, que apura a atuação de agentes públicos no vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais. Na primeira fase da operação, foi preso o então presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar, que também foi alvo de buscas nesta terça-feira. Em nota, a defesa de TH Jóias informou que não teve acesso à decisão judicial relacionada à prisão do desembargador e afirmou não ter sido formalmente comunicada sobre a transferência do ex-deputado para um presídio federal. Segundo os advogados, a defesa tomou conhecimento dos fatos por meio da imprensa.
A Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira (16), o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto durante a deflagração da segunda fase da Operação Unha e Carne. A ação teve como objetivo aprofundar as investigações sobre um esquema criminoso investigado no âmbito do Supremo Tribunal Federal. De acordo com a Polícia Federal, foram cumpridos um mandado de prisão e dez mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes. As diligências ocorreram simultaneamente nos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Entre os alvos das buscas desta etapa da operação está o deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar, filiado ao União Brasil. Ele havia sido preso na primeira fase da investigação, mas acabou liberado posteriormente após decisão do plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A Operação Unha e Carne segue em andamento e, segundo a Polícia Federal, novas informações sobre os desdobramentos da investigação devem ser divulgadas após a conclusão das diligências desta fase.
O cantor Zezé Di Camargo anunciou na madrugada desta segunda-feira (15) que decidiu encerrar sua relação profissional com o SBT. A decisão foi comunicada por meio de um vídeo publicado nas redes sociais e ocorre após a emissora promover eventos institucionais que contaram com a participação de autoridades políticas. Segundo o artista, o posicionamento foi motivado pela presença de integrantes do Executivo e do Judiciário no lançamento do SBT News e em um especial institucional do canal. Entre os participantes estavam o presidente da República, ministros do governo federal, membros do Supremo Tribunal Federal e representantes dos Três Poderes. Zezé Di Camargo afirmou que o novo direcionamento adotado pela emissora, especialmente após a morte de Silvio Santos, não está alinhado às suas convicções pessoais. Diante disso, o cantor também solicitou que sua participação no tradicional especial de Natal do SBT não seja exibida. O evento que motivou o posicionamento reuniu, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros de Estado, integrantes do STF e a primeira-dama Rosângela da Silva. Para Zezé, o contexto e o formato da participação das autoridades foram determinantes para a decisão de romper o vínculo com a emissora.
Entraram em vigor nesta segunda-feira (15) as novas regras nacionais que modificam a organização do check-in, do check-out e da duração da diária em hotéis, pousadas, resorts, hostels e demais meios de hospedagem em todo o Brasil. As mudanças foram aprovadas pelo Congresso Nacional e regulamentadas pelo Ministério do Turismo após um período de discussão com o setor. A principal alteração estabelece que a diária passa a ter duração mínima de 24 horas. Dentro desse intervalo, os estabelecimentos poderão reservar até três horas para a limpeza e a preparação dos quartos, assegurando ao hóspede pelo menos 21 horas de uso efetivo da acomodação. Mesmo com a padronização da duração da diária, os empreendimentos continuam autorizados a definir seus próprios horários de entrada e saída. A exigência é que essas informações sejam divulgadas de forma clara e antecipada, preferencialmente no momento da reserva, garantindo transparência ao consumidor. As novas normas também incentivam a digitalização dos processos de hospedagem. A ficha de cadastro do hóspede poderá ser preenchida de forma eletrônica, por meio de link ou QR Code, o que deve tornar o check-in mais rápido e reduzir procedimentos burocráticos nos estabelecimentos.
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2949 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (9). Com isso, o prêmio principal acumulou e está estimado em R$ 38 milhões para o próximo sorteio. As dezenas sorteadas foram: 04, 06, 11, 38, 49 e 54. De acordo com a Caixa Econômica Federal, 28 apostas acertaram cinco números e cada uma receberá R$ 56.175,26. Outras 2.366 apostas acertaram quatro dezenas e terão direito ao prêmio de R$ 1.095,81. O próximo sorteio será realizado no sábado, com expectativa de novo movimento nas casas lotéricas em razão do valor acumulado.
O governo federal apresenta nesta terça-feira (9) um novo conjunto de normas que altera o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação. O pacote de mudanças inclui o fim da obrigação de frequentar aulas em autoescolas, o que, segundo o Ministério dos Transportes, deve reduzir de forma expressiva o valor para quem pretende tirar a primeira CNH. As regras entram em vigor após publicação no Diário Oficial da União. As novidades serão detalhadas em cerimônia no Palácio do Planalto e incluem o lançamento do aplicativo “CNH do Brasil”, que substituirá a atual Carteira Digital de Trânsito. Pelo app, o conteúdo teórico será disponibilizado gratuitamente e sem carga horária mínima. As aulas práticas poderão ser feitas com instrutores autônomos cadastrados, inclusive com o veículo do próprio candidato. A carga mínima de direção será reduzida de 20 para 2 horas. As provas práticas, exames de saúde e etapas de biometria permanecem presenciais. O candidato reprovado no primeiro teste de direção poderá realizar uma segunda tentativa sem pagar novamente. O governo também vai eliminar o prazo de um ano para conclusão de todo o processo, permitindo que cada pessoa finalize a habilitação no seu tempo. A expectativa oficial é que o custo final para obter a CNH fique até 80% mais baixo. O pacote inclui ainda a renovação automática e gratuita da habilitação para motoristas que não tenham registrado infrações no ano anterior. Esses condutores receberão um selo de bom comportamento, mantendo o prazo de validade do documento.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou na segunda-feira (8) o registro da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão aparece no Diário Oficial da União e formaliza a autorização para produção e comercialização do imunizante no país. A previsão do Ministério da Saúde é iniciar a aplicação gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de 2026. O registro consolida o processo regulatório iniciado anteriormente e garante que o imunizante atende aos requisitos de segurança, eficácia e qualidade previstos na legislação sanitária. Segundo a agência, a vacina passou por todas as etapas de análise técnica antes de ser liberada. O imunizante é tetravalente, capaz de proteger contra os quatro sorotipos da dengue, e será aplicado em dose única. A tecnologia utilizada é a de vírus vivo atenuado, modelo já empregado em outras vacinas amplamente utilizadas no Brasil e no exterior. Com a autorização, o Butantan poderá iniciar a produção em escala para abastecer a rede pública, que deverá incorporar o novo imunizante como estratégia nacional de enfrentamento à doença.
Um estudante de Direito de 28 anos foi preso após confessar ter matado a própria mãe, de 61 anos, na zona sul de São Paulo. Antes da revelação do crime, ele havia sido detido por assaltar um posto de combustíveis utilizando o carro da vítima. Mesmo com a confissão e estando de posse do veículo e do celular da mãe, o flagrante foi registrado apenas como roubo, o que permitiu sua liberação após audiência de custódia. A situação mudou dois dias depois, quando o corpo da idosa, encontrado carbonizado em uma área de mata, foi oficialmente identificado. Com isso, a Justiça decretou a prisão temporária do estudante, que acabou se entregando à polícia e foi encaminhado ao sistema prisional. O caso começou a ser esclarecido após familiares encontrarem marcas de sangue na casa da vítima e acionarem a polícia. No mesmo dia, o jovem foi detido pelo roubo ao posto. Em depoimento, ele afirmou que matou a mãe após uma discussão enquanto estava sob efeito de drogas. Segundo a investigação, ele colocou o corpo no carro e ateou fogo na área de mata. A Polícia Civil segue apurando os detalhes do caso, incluindo a dinâmica do crime e eventuais antecedentes de violência.
O governo federal decidiu apresentar um relatório próprio sobre a jornada de trabalho, em meio ao impasse na subcomissão que discute mudanças nas regras atuais. A proposta deve substituir o texto conduzido pelo deputado Luiz Gastão (PSD-CE), que enfrentou críticas após manter a escala 6×1 e sugerir apenas ajustes graduais na carga horária. Segundo informações encaminhadas ao Congresso, o novo relatório prevê a adoção definitiva da escala 5×2 e a extinção explícita da jornada 6×1. O texto também estabelece carga semanal de 40 horas, com oito horas diárias, mas com transição: 42 horas em 2027 e 40 horas a partir de 2028. A iniciativa, articulada pelo Palácio do Planalto, garante manutenção dos salários, amplia o descanso semanal para dois dias consecutivos e define que, a cada três semanas, ao menos um domingo deverá ser reservado ao trabalhador. Além disso, o relatório impede acordos individuais que flexibilizem direitos já previstos em lei. Internamente, a movimentação é vista como uma tentativa do governo de reassumir o protagonismo no debate trabalhista, considerado estratégico para a campanha presidencial de 2026. O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, foi escolhido para apresentar e defender oficialmente o texto na Câmara dos Deputados.