Essa categoria tem 381 posts encontrados
Pesquisa realizada pelo instituto Real Time Big Data, a primeira do segundo turno na Bahia, aponta que o candidato a governador ACM Neto (União Brasil) cresceu dez pontos percentuais e empatou com o adversário Jerônimo Rodrigues (PT). De acordo com o levantamento, divulgado nesta quinta-feira (13) pela Record TV Itapoan, os dois oponentes estão empatados com 50% dos votos válidos. No cenário estimulado, ACM Neto e Jerônimo empatam em 47%, com 3% de brancos e nulos e outros 3% daqueles que não souberam ou não quiseram responder. No primeiro turno, ACM Neto terminou com mais de 40% dos votos válidos, o que levou a eleição na Bahia para o segundo turno, fato que não acontecia no Estado desde 1994. A pesquisa ouviu 1.200 eleitores entre os dias 10 e 11 de outubro e tem margem de erro de 3 pontos percentuais. A consulta foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o número 00021/2022.
A população de Salvador preparou um grande carnaval para receber o presidente Lula pelo circuito Barra-Ondina da folia soteropolitana. Ao todo, cerca de 200 mil pessoas acompanharam o time de Lula na Bahia, em uma festa política sem precedentes no Estado. Durante a tarde, mais de 100 mil pessoas já seguiam o cortejo. “Obrigado por fazer a maior passeata que a Bahia já viu”, agradeceu Lula. “Estou aqui para agradecer a cada mulher, a cada homem, a cada adolescente que, no dia 2 de outubro, teve a ousadia e a coragem de colocar o meu nome na urna eletrônica.” O candidato à presidência aproveitou para reforçar os pedidos de voto também para o candidato a governador Jerônimo Rodrigues (PT), destacando a importância da parceria entre governos federal e estadual para que mais benefícios cheguem à população. “Eu preciso que vocês elejam Jerônimo o governador da Bahia”, pediu. “Quero repetir a parceria que eu fiz com o companheiro Jaques Wagner, quero repetir a parceria que o PT fez no primeiro mandato do Rui (Costa). A parceria entre governo federal, governo estadual e as prefeituras é necessária para que o povo seja beneficiado.” Lula destacou que a aliança entre as esferas de poder foi quebrada pelo atual presidente, ao qual chamou de “genocida”. “Esse genocida que governa o Brasil, em vez de conversar com os governadores, resolveu brigar com todos. Esse cidadão nunca recebeu um prefeito. Esse cidadão vive fazendo desaforo, sem o menor respeito à sociedade brasileira. Ele não merece governar nada”, afirmou. De acordo com Lula, o presidente Jair Bolsonaro “usa o nome de Deus em vão” ao tentar ganhar votos apelando para a religião. “Fui eu quem fez a lei, em 2003, da liberdade religiosa”, lembrou Lula. “E eu não tiro proveito de religião. Eu respeito todas. Cada um professa a religião que quer e Deus está olhando para todos em igualdade de condições.” O candidato do PT afirma que decidiu voltar a concorrer à presidência por “ter uma causa”. “Eu não precisaria voltar para a política, mas acontece que eu tenho uma causa: não é normal em um país que já foi a sexta maior economia do mundo, em um país que é o terceiro maior produtor de alimentos do mundo, em um país que é o maior produtor de carne do mundo ter gente passando fome, gente comendo osso e gente comendo carcaça de frango”, afirmou. “Quero voltar a provar que, outra vez, um metalúrgico vai acabar com a fome no País. Que outra vez nós vamos colocar pessoas pobres, da periferia, na universidade, nos institutos federais, nas escolas técnicas.” Emocionado, Lula lembrou, neste Dia das Crianças, da fome que se abate sobre a população brasileira e que vitimiza principalmente os menores. “Neste país, há 33 milhões de pessoas que não têm o que comer e eu fico me perguntando: quantas crianças, hoje, almoçaram? Quantas crianças tomaram café da manhã? Quantas crianças vão dormir sem poder tomar um copo de leite? Isso não é normal. Isso não é falta de dinheiro.” Jerônimo ressaltou que o retorno de Lula à presidência representa a volta da esperança ao Brasil. “Hoje, 12 de outubro, é o Dia da Criança, criança que simboliza a esperança, a esperança de um povo. Temos um grande compromisso com o Brasil: nós vamos, em 30 de outubro, passar o Brasil a limpo e dizer ‘volta, Lula, para cuidar do seu povo’. Nós teremos de volta a esperança de um Brasil sem fome, de um Brasil com emprego, de um Brasil que faça a inclusão das mulheres, dos jovens, das crianças, do povo negro. Nós vamos resgatar nossas políticas públicas, trazer a esperança de volta.” O candidato de Lula na Bahia também pediu para que os eleitores sigam levando a mensagem de esperança pelo Estado. “Até 30 de outubro, não baixem as bandeiras, não tirem as sandálias. Vamos continuar buscando cada voto para dar uma resposta concreta ao Brasil. Ao apertar o 13 de Lula e o 13 de Jerônimo, nós estaremos dizendo: ‘nós te amamos, Bahia, nós te amamos, Brasil.”
Três em cada quatro eleitores dizem ser grandes as chances de votar em um candidato para que o adversário não ganhe a eleição para a Presidência da República. Os dados são da pesquisa divulgada pelo Instituto IPEC, nesta terça-feira (11). Para 46% do eleitorado brasileiro, é muito alta a probabilidade de votar no ex-presidente Lula (PT) para que o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), não seja reeleito. Já a taxa dos que dizem ser alta a probabilidade de votar no atual presidente para evitar uma vitória petista é de 33%. Segundo a pesquisa, entre os que dizem que a probabilidade de votar em Lula é alta, 32% dizem que é muito alta e 14% dizem que é alta. Os que afirmam votar em Bolsonaro 29% dizem que a probabilidade é muito alta e 12% dizem que é alta. A taxa dos que dizem ser muito alta a probabilidade de votar no petista para evitar a vitória de Bolsonaro cresce entre moradores do Nordeste (44%), pessoas com renda familiar de até um salário mínimo (39%), católicos (38%) e pretos e pardos (36%). E o percentual dos que dizem ser muito alta a probabilidade de votar em Bolsonaro para que o ex-presidente não seja eleito é maior entre os mais ricos, com renda familiar de mais de cinco salários mínimos (46%), evangélicos (43%), moradores da região Sul (38%) e pessoas com ensino superior (37%). O IPEC ouviu 2 mil pessoas entre os dias 8 e 10 de outubro em 130 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE com o código Nº 02853/2022.
Segundo pesquisa do Ipec divulgada na noite de segunda-feira (10), encomendada pela Globo, para o segundo turno o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 51% de intenção de votos e o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 42%. Este é o segundo levantamento do instituto após o primeiro turno das eleições. As entrevistas foram feitas entre sábado (8) e segunda-feira (10). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Ainda de acordo com o Ipec, o cenário de segundo turno continua estável. Se a eleição fosse hoje, Lula teria 55% dos votos válidos, e Bolsonaro, 45%. No primeiro turno, Lula recebeu 57,2 milhões de votos (48,4%), e Bolsonaro, 51,07 milhões (43,2%). O segundo turno está marcado para 30 de outubro. Foram entrevistadas 2.000 pessoas, entre sábado (8) e segunda-feira (10), em 130 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-02853/2022.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) começa a preparação das urnas eletrônicas que serão usadas no 2º turno das eleições, nesta quinta-feira (13). De acordo com o TRE, a primeira etapa será a geração de mídias. Nas 100 primeiras zonas eleitorais do estado, as mídias serão geradas nesta quinta-feira, a partir das 9h. Da 101ª Zona Eleitoral em diante, a geração deverá ocorrer na sexta-feira (14). Ainda segundo o órgão, as novas mídias devem ser geradas, obrigatoriamente, na sede de cada zona eleitoral na capital e no interior. Com isso, está vedada a utilização das mídias do 1º turno. As urnas também deverão permanecer com todos os lacres, com exceção daquele destinado ao compartimento de mídia de resultado, que deverá ser rompido para inserção da nova mídia relativa ao 2º turno e, novamente, lacrado. Ainda segundo o TRE-BA, durante o processo, a verificação dos Sistemas Eleitorais é obrigatória.
Precisando reverter uma diferença de aproximadamente 700 mil votos no segundo turno para se eleger governador da Bahia, ACM Neto (UB) tenta se descolar da figura do presidente Jair Bolsonaro (PL) para conquistar parte dos eleitores de Lula (PT) - maioria no estado. O ex-presidente teve quase 69,73% dos votos na Bahia, contra 24,31% de Bolsonaro, que nesta terça-feira (4) abriu as portas para um apoio a ACM Neto e, assim, evitar mais quatro anos de governo petista no estado. A candidata ao Senado pelo PL, Dr. Raíssa Soares, admitiu em live com o presidente que pode declarar apoio a Neto neste segundo turno. Com a popularidade de Lula entre baianos, contudo, é improvável que aconteça essa aliança, ao menos publicamente. Neto também fica sem espaço para tentar uma aproximação direta com o líder petista, já que a campanha de Jerônimo Rodrigues (PT) apostou alto na vinculação do seu nome à figura de Lula. O que resta, aparentemente, é o que ele fez na madrugada desta quarta-feira (5), em publicação no Instagram: manter o discurso de 'tanto faz', slogan provocativo dos adversários petistas, e evitar nacionalizar a disputa na Bahia. O ex-prefeito de Salvador compartilhou postagens de apoiadores que reforçam o seu discurso. Já na foto de capa da publicação a primeira frase diz "Não estamos elegendo Lula nem Bolsonaro para o Governo da Bahia". Outras duas imagens mostram pessoas que admitem ser eleitores de Lula, mas que votam em ACM Neto na Bahia. Outro diz que votou no primeiro turno em João Roma, mas agora vai dar o seu voto a Neto.
O cientista social e candidato derrotado ao Governo da Bahia, Kleber Rosa (PSOL), declarou apoio no segundo turno à candidatura de Jerônimo Rodrigues (PT), por considerar fundamental “derrotar o grupo carlista” no Estado. A decisão em apoiar o petista foi aprovada, por unanimidade, durante encontro no Palácio de Ondina, realizado na tarde desta terça-feira (4), que também contou com a presença de lideranças do PT e do governador Rui Costa. O psolista destacou que o candidato ACM Neto (União) e a vice Ana Coelho (Republicanos) formam a chapa de “brancos e herdeiros que representa a oligarquia conservadora da Bahia” e que não possui “compromisso com as famílias mais pobres do Estado”. Kleber Rosa salientou que, apesar de possuir críticas em relação às gestões do PT na Bahia, “os baianos não merecem o retorno do carlismo à frente da gestão estadual”. “ACM Neto governa para os ricos da Bahia. Precisamos de uma gestão estadual que foque no combate à fome, no combate à pobreza no nosso Estado. ACM Neto e Ana Coelho simbolizam a nossa elite branca, racista, oportunista, e que quer se manter no poder para dar continuidade ao projeto de governo que visa manter os privilégios históricos. A imagem de bom gestor de ACM Neto foi construída através de alto investimento de verba pública em um ‘marketing fake’ e dos veículos de comunicação. Mas, na verdade, nós sabemos que ACM Neto não tem como prioridade a população mais pobre do nosso Estado”, disparou Kleber Rosa.
Na tarde desta terça-feira (4), o prefeito de Serrinha, Adriano Lima (PP), anunciou apoio ao candidato a governador Jerônimo Rodrigues (PT) no segundo turno da eleição baiana. No primeiro turno, Adriano Lima havia apoiado João Roma (PL). Agora, passa a integrar a base de apoio de Jerônimo, que já conta com mais de 300 prefeitos. “A população de Serrinha vê o carinho e o afeto que o (governador) Rui Costa tem com a cidade e a grande capacidade de trabalho do time de Lula na Bahia”, afirma Adriano Lima. “Tenho um grande prazer de integrar esta equipe. Agora, vamos com Jerônimo rumo à vitória no segundo turno.” Jerônimo agradeceu a chegada de Adriano Lima a sua base de apoio e à população de Serrinha pela confiança, demonstrada nos votos, dada ao time de Lula na Bahia, “Vamos continuar com a parceria que temos com Serrinha, para seguir levando melhorias à população, como as escolas, a policlínica, as redes de acesso à água, entre muitas outras, para que o prefeito possa continuar cuidando bem das pessoas.”
Ciro Gomes (PDT) publicou um vídeo em suas redes sociais nesta terça (4) indicando seu apoio a Lula no segundo turno das eleições. O pedetista ficou em quarto lugar na disputa presidencial, atrás de Simone Tebet (MDB). Nesta terça (4), o PDT formalizou apoio a Lula, depois que a campanha do petista endossou três propostas de Ciro Gomes. A decisão foi tomada após reunião da Executiva do PDT realizada nesta terça (4) na sede do partido, em Brasília. No vídeo, Ciro diz que acompanha a decisão da legenda. “Ao contrário da campanha violenta da qual fui vítima, nunca me ausentei ou me ausentarei da luta pelo Brasil. Sempre me posicionei e me posicionarei na defesa do país contra projetos de poder que levaram nosso povo a essa situação grave e ameaçadora”, disse Ciro.
O comando da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia a hipótese de exibir, em inserções, um vídeo em que o presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece discursando em uma loja da Maçonaria. Segundo petistas, a ideia é usar as imagens caso Bolsonaro suba o tom da campanha, trazendo a pauta religiosa à disputa. O vídeo, na lista dos assuntos mais comentados do Twitter nesta terça (4), assim como “maçonaria”, “decepção” e “Bolsonaro satanista”, é de 2017, antes de ele assumir a Presidência. O uso do registro seria uma forma de deter avanços mais agressivos de Bolsonaro sobre os evangélicos. Em uma espécie de altar com símbolos tradicionais da maçonaria, como o esquadro e o compasso, Bolsonaro fala sobre corrupção, questões ideológicas e diz ter “saído da zona de conforto” do mandato parlamentar para viajar pelo Brasil e investigar “quais são os grandes problemas que temos que enfrentar”. O vídeo está publicado ao menos desde 2017 num canal no YouTube chamado O Democrata, atualmente identificado com as páginas Todos Com Ciro, de apoio ao candidato derrotado Ciro Gomes (PDT). O uso da gravação, em meio à disputa do segundo turno entre Bolsonaro e Lula, numa disputa marcada pelo discurso fortemente religioso do atual chefe do Executivo e pelo peso do eleitorado evangélico, oferece munição a opositores do presidente, que tentam fazer com que o material chegue a essa fatia. A maçonaria é uma confraria mundial, que teve origem na Idade Média e possui forte representação no Brasil. Os membros refutam a pecha de sociedade secreta e preferem classificá-la de instituição dedicada às bandeiras filosófica, filantrópica, educativa e progressista.
A campanha do ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos) definiu como alvos preferenciais de busca no segundo turno contra Fernando Haddad (PT) os prefeitos de São Paulo, mais do que as cúpulas partidárias. O tucano Rodrigo Garcia (PSDB) dizia ter o apoio de mais de 500 prefeitos, que agora serão disputados pelos concorrentes. Tarcísio passou para a segunda etapa em primeiro lugar, com 42,32% dos votos apurados. Na segunda posição ficou Fernando Haddad (PT), com 35,70%. Para o grupo que comanda a campanha de Tarcísio, os prefeitos são hoje mais importantes do que os partidos para construir mobilização de rua nas diferentes regiões do estado no segundo turno. Duarte Nogueira (PSDB), prefeito de Ribeirão Preto, anunciou apoio ao vencedor do primeiro turno na segunda-feira (3). Na seara da política partidária, o grupo vê vantagem em relação a Haddad, pois diz acreditar que as legendas que apoiavam o atual governador de São Paulo têm mais afinidade ideológica com ele do que com o petista, o que deve facilitar o diálogo. Nesta terça-feira (4), um desses partidos, o PP, vai oficializar sua adesão à chapa bolsonarista. MDB e União Brasil são outras duas grandes siglas cobiçadas pelo candidato do Republicanos.
Após disputar uma vaga no Senado Federal pelo PL na Bahia, a ex-secretária de Saúde de Porto Seguro, Raissa Soares, exaltou, nesta terça-feira (4), a sua “expressiva votação no estado”. A médica teve 1.057,085 votos. Com o apoio de 14,61% do eleitorado baiano, Raissa utilizou as redes sociais para “agradecer os baianos que confiaram em seu trabalho”. E emendou: “Mostramos que com coragem e ousadia podemos chegar muito longe. Tenham uma certeza: voltaremos mais fortes”. Para ela, a força de suas redes sociais foi “imprescindível” para o resultado. Ela também já iniciou, apesar de não ter sido eleita, o seu trabalho no estado em busca da reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). “Trabalharemos intensamente, dia e noite. Vamos reagir. Vamos manter na presidência quem quase perdeu a sua vida pelos brasileiros”, disse Raissa. Vale destacar que Raissa tem sido procurada logo após o pleito do último domingo (2) por lideranças políticas da Bahia para apoiar a reeleição do atual chefe do Executivo. Ela, porém, tem prometido caminhar no estado com quem estiver alinhado com Bolsonaro neste segundo turno.