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Em manifestação aos atos de 7 de Setembro que ocorreram no País, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que nunca utilizou um dia da Pátria para campanha eleitoral. "Quando fui presidente da República tive oportunidade de participar de dois 7 de setembro, um em 2006 e outro em 2010, em época eleitoral. Em nenhum momento, a gente utilizou um dia da Pátria, um dia do povo brasileiro, o dia maior do nosso País por conta da independência, como instrumento de política eleitoral", disse Lula em vídeo divulgado há pouco na sua conta oficial do Twitter. Lula também reagiu aos ataques feitos pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o petista, o chefe do Executivo deveria estar explicando para a população como sua família comprou uma série de imóveis em dinheiro vivo. "O presidente em vez de discutir os problemas do País, tentar falar para o povo como vai resolver os problemas da educação, da saúde, do desemprego, do arrocho do salário mínimo, ele tenta falar de campanha política e tenta me atacar. Agora, ele deveria estar explicando para o povo como é que a família juntou R$ 26 milhões em dinheiro vivo para comprar 51 imóveis. É isso que ele tem que explicar", disse Lula. Como mostrou o Estadão, a compra de imóveis em dinheiro vivo não é ilegal, mas é vista com desconfiança por órgãos de controle e investigação, como o Ministério Público. O próprio presidente minimizou o caso, quando questionado. "Qual é o problema de comprar com dinheiro vivo algum imóvel? Eu não sei o que está escrito na matéria... Qual é o problema?", disse, na última terça-feira (30), após evento promovido pela União Nacional do Comércio e dos Serviços (Unecs) em Brasília. Mais cedo, em desfile na Esplanada dos Ministérios, Bolsonaro associou Lula ao mal e afirmou que o País estava "à beira do abismo, atolado em corrupção e desmandos". "Sabemos que temos pela frente uma luta do bem contra o mal, um mal que perdurou por quase 14 anos no País, quase quebrou a nossa pátria e agora deseja voltar à cena do crime. Não voltarão", disse Bolsonaro. Lula finalizou seu vídeo afirmando que o Brasil precisa de "melhor sorte" e de um governo que cuide do povo. "O Brasil precisa de uma pessoa que fale em harmonia, que fale em amor, que fale em crescimento econômico, industrialização, em geração de emprego e em aumento de salário. O Brasil (precisa) de uma pessoa que cuida do povo como se fosse um dos seus. O povo resolveu que vai reconquistar a democracia para recuperarmos o Brasil", concluiu Lula.
O candidato a governador da Bahia, ex-ministro da Cidadania e deputado federal, João Roma (PL), criticou a ausência do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (UB), no debate da TVE, nesta terça-feira (6). Segundo Roma, o candidato do União Brasil não consegue distinguir o interesse pessoal do público. "Tem candidato que não percebeu a diferença entre um projeto privado e um projeto público. A chapa dele, se fosse um conglomerado empresarial, estaria muito bem formada, mas ele não percebe que um projeto de uma eleição como essa para o Governo do Estado da Bahia pressupõe transparência e levar a verdade à população, coisas que estão ausentes na sua caminhada", disse Roma, ao chegar à TVE. "Ele que coloca festinha, que divulga pesquisa, mas não conversa sobre o futuro dos baianos. Ele próprio que diz querer comparar, mas por que não vem para a comparação? Está com medo de que, candidato? Deixe de ser covarde com as pessoas e venha participar do debate. Levar a verdade e respeito ao eleitor baiano", declarou Roma, que discutirá propostas para a Bahia na noite desta terça-feira (6).
Eleitores baianos já podem consultar informações sobre onde irão votar nas eleições deste ano. Faltando menos de um mês para a realização do pleito, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) recomenda ao cidadão que busque, o quanto antes, confirmar as informações sobre seu local de votação. A verificação pode ser feita por meio do aplicativo e-Título, pelo site do TRE-BA ou ainda com o auxílio do Chatbot Maia - do Núcleo de Atendimento Virtual ao Eleitor (NAVE), disponível no whatsapp pelo número (71) 3373-7000. Na Bahia, diversas zonas eleitorais já informaram algum tipo de alteração em local de votação ou em determinada seção. Para saber se seu local sofreu alguma mudança, busque por um dos canais de atendimento da Justiça Eleitoral.
O candidato a governador da Bahia, ex-ministro da Cidadania e deputado federal, João Roma (PL), confirmou a presença, às 21h desta terça-feira (6), no debate entre os candidatos ao governo da Bahia que será promovido pela TVE. Roma, entretanto, criticou a ausência já anunciada do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (UB), do evento. "Isso revela esse traço de covardia. Uma candidatura é um projeto público, não um projeto privado. Um projeto público passa por transparência e o mínimo que o candidato pode oferecer é apresentar suas ideias e tratar sua excelência o eleitor com respeito", disse Roma, durante entrevista concedida na manhã desta terça-feira (6), à Rádio Bahiana, de Ilhéus. O ex-ministro da Cidadania ressaltou que o eleitor precisa saber as propostas e a verdade das coisas para que possa decidir o que ele quer para o futuro da Bahia. "Eu hoje estarei no debate mais uma vez, apresentando minhas propostas e minhas ideias para o futuro da Bahia e do Brasil. Já o ACM Neto acovardou-se novamente e mais uma vez vai fugir do debate. É o candidato fujão da Bahia, que com covardia tem tratado não só a política como também as pessoas", declarou o candidato do PL. Roma também anunciou que, neste 7 de Setembro, estará nas ruas para celebrar o Bicentenário da Independência do Brasil. "Temos no 7 de Setembro uma oportunidade, um momento para cultuar o amor pela nossa pátria, mas também um momento para nos manifestar, através da nossa cidadania plena, de forma ordeira, pacífica e civilizada. Estaremos nas ruas amanhã e eu quero convidar a todo cidadão brasileiro que possa se manifestar, com amor ao nosso verde e amarelo", declarou Roma. Ele evidenciou o objetivo da ida às ruas de baianos e brasileiros. "Vamos manifestar amor à nossa pátria, em defesa da nossa liberdade e, juntos com o presidente Bolsonaro, vamos fazer desse nosso Brasil uma grande nação. Temos que escolher, e nunca foi tão fácil escolher, se nós queremos ter orgulho do nosso verde e amarelo ou voltar para um passado que envergonhou e decepcionou milhões de brasileiros", completou Roma, na entrevista. O candidato do PL a governador da Bahia também ressaltou durante a entrevista que é preciso recuperar a produção cacaueira no Sul da Bahia. Ele lembrou que os produtores foram relegados ao descaso das últimas gestões estaduais. "Esse sentimento de injustiça está no coração de quem viveu os tempos áureos da produção de cacau no estado da Bahia e nós precisamos fazer esse resgate histórico", disse Roma, que apontou a necessidade de investimentos de recursos e de tecnologia. "Precisamos adotar uma nova postura para que nós possamos buscar esse desenvolvimento sustentável de forma harmônica e agregando valor ao produto, o que gera também uma maior quantidade de empregos. É fundamental que a gente busque intensificar essa estrutura com suporte, com pesquisa, reestruturando a Ceplac. Em todo período do PT, por exemplo, não avançou em nada a questão do cacau no estado da Bahia", comentou Roma. O ex-ministro da Cidadania disse que será necessário ainda buscar alternativas para os produtores, desde a negociação de dívidas através do Banco do Brasil e do Banco do Nordeste. "Essas dívidas foram feitas devido a orientações equivocadas do estado brasileiro e isso precisa ser reparado. Estamos trabalhando seriamente, sem demagogia, pois esse tema do cacau é um tema que vai além de uma eleição", ressaltou Roma.
O candidato de Lula na Bahia ao governo do Estado, Jerônimo Rodrigues (PT), participará do debate promovido pela TVE, na noite desta terça-feira (6), às 21h. O petista não poupou críticas ao adversário Acm Neto por, mais uma vez, faltar ao debate na TV. “A ausência é uma covardia, um desrespeito à população”, condenou Jerônimo: “ele está com medo de quê?", questiona. Segundo o candidato de Lula na Bahia, em vez de debater ideias e apresentar realizações, o ex-prefeito de Salvador tem “mandado recado através dos candidatos a deputados” para atacar sua gestão à frente da Secretaria de Educação do Estado, “espalhando fake news”. “Ele não tem coragem nem de fazer isso pessoalmente”, ataca Jerônimo: “estou pronto para debater a educação e qualquer outro tema com ele. Crie coragem e venha debater comigo. Venha fazer o comparativo entre o que você fez na educação de Salvador [quando prefeito] e o que nós estamos fazendo pela educação da Bahia. Aí, a população vai poder comparar de verdade”, desafiou.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou a membros da coordenação de sua campanha que “falta um tiquinho” para ganhar as eleições no primeiro turno. “Faltam 20 e poucos dias. Todas as eleições que eu participei nunca tivemos a chance de resolver no primeiro turno como temos nessas eleições. E não temos que ter vergonha de dizer isso”, afirmou o petista. “Se o cara que tem 1% quer ir para o segundo turno, por que que nós não podemos querer ganhar no primeiro turno se falta apenas um tiquinho? Um tiquinho. Veja quanto falta para a gente ganhar. Tem hora que é 5%, hora que é 4%, 3%”, seguiu Lula. O petista participa de reunião com membros da coordenação de sua campanha, representantes de partidos da coligação e de movimentos sociais nesta terça (6) em São Paulo. Lula disse a aliados que é preciso aumentar a capacidade de trabalho e dar mais visibilidade à campanha nas ruas. “Ainda não demos visibilidade à campanha na rua e é preciso que a gente dê. Ela precisa não apenas ser vitoriosa, mas ter a marca de participação popular e social e é isso que nós sabemos fazer.” Pesquisa Datafolha da semana passada mostrou que o petista tem 13 pontos de vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL) na disputa do primeiro turno. Ele marca 45% das intenções de voto, ante 32% do presidente. Em relação ao levantamento anterior, de agosto, o ex-presidente oscilou negativamente dois pontos, exatamente a margem de erro da pesquisa. Já o atual titular do Planalto ficou onde está. Por outro lado, Ciro Gomes (PDT) foi de 7% para 9% e Simone Tebet (MDB), de 2% para 5%. Ambos contam agora com mais exposição, e a senadora teve bom desempenho no debate realizado pela Folha, UOL e TVs Bandeirantes e Cultura, no domingo, atestado em pesquisa qualitativa com indecisos pelo Datafolha. Lula agora tem 48% dos votos válidos, na conta que exclui os brancos e nulos do cômputo final, utilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral para definir o resultado da eleição. Nela, vence de forma direta quem tiver 50% mais um voto. Na pesquisa passada, em agosto, o petista tinha 51%. Em junho, 53%. Em maio, 54%. Considerando a margem de erro de dois pontos (para mais ou para menos), isso significa que ele pode ter hoje 46% ou 50%, insuficientes em tese para vencer. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL), seu principal opositor, tem 39%. Ciro Gomes (PDT) marca 10% e Simone Tebet (MDB), 5%. Ainda em sua fala a aliados nesta terça, o petista também criticou Bolsonaro afirmando que ele é alguém “que não conhece nenhuma prática democrática e que trabalha na base de fake news”. E disse que seus adversários resolveram “nos atacar tanto quanto o nosso mais importante opositor”. Lula afirmou que não “não irá baixar o nível” de sua campanha nem “fazer jogo rasteiro”. Ele orientou aliados a não retrucar ataques de adversários. “O dado concreto é que não temos que ficar retrucando e não tem que ficar aceitando um nível baixo de campanha. Nós não precisamos fazer jogo rasteiro, temos que tentar discutir os assuntos que interessam ao povo”, afirmou.
Não exagera quem questiona hoje se política é o único assunto nas redes sociais. Em agosto, o número de menções aos candidatos à Presidência aumentou mais de sete vezes. Com isso, passou de 2,9 milhões, de julho, para 20,9 milhões de postagens, no mês passado. Os dados constam de relatório da Torabit, empresa parceira do Estadão no Monitor de Redes Sociais. O crescimento na popularidade dos candidatos, de 620%, está relacionado ao início da campanha, no dia 16, e a eventos que atraíram o interesse dos eleitores. Os destaques são as sabatinas do Jornal Nacional, da TV Globo, e o debate organizado por Band, Cultura, UOL e Folha de S.Paulo. O nome mais citado entre os concorrentes ao Palácio do Planalto é o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 44,4% dos posts monitorados no Twitter, Instagram, Facebook e YouTube. A métrica engloba tanto menções positivas quanto negativas. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) é o segundo, com 40,5%, e reduziu a distância em comparação com julho. Os demais candidatos são bem menos comentados, mas cresceram com aparições na mídia tradicional. "O que se passa na TV e no rádio interfere nas redes sociais", diz Maria Paula Almada, pesquisadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital (INCT.DD), da Universidade Federal da Bahia (UFBA). "O material de debates, horário eleitoral e entrevistas ao Jornal Nacional reverbera tanto entre apoiadores quanto adversários, que vão tirar o que houve de negativo para circular nas redes." 'TCHUTCHUCA'. Bolsonaro protagonizou um episódio de engajamento na internet ao se envolver em confusão com o youtuber Wilker Leão, no Palácio da Alvorada. O youtuber gritou ofensas contra o presidente e o chamou de "tchutchuca do Centrão" enquanto filmava a cena, até que Bolsonaro parte em sua direção, puxa-o pelo braço e tenta tomar o celular. O termo chegou ao primeiro lugar dos trending topics mundial do Twitter, alavancado por opositores. Das 386 mil menções, 90,8% foram negativas, o que inclui piadas e memes. Perfis chamaram o presidente de "ladrão de celular" e criaram uma letra de funk com nomes de aliados e referências ao "orçamento secreto". A militância bolsonarista, por outro lado, conseguiu mobilizar apoiadores para a convocação dos atos do dia 7 de Setembro, quando se comemora o Bicentenário da Independência. Aliados e o próprio presidente também exploraram entrevistas concedidas aos podcasts Flow, Ironberg e Cara a Tapa. Lula ganhou o reforço do deputado federal André Janones (Avante-MG), que era responsável por cerca de 1,2 mil menções diárias. O apoio do parlamentar, por exemplo, proporcionou uma das lives mais comentadas no Facebook. Assim como quando recebeu a adesão à sua candidatura da cantora Anitta, Lula virou assunto com a declaração de voto de celebridades como o ator Bruno Gagliasso e a cantora e ex-BBB Juliette. DESAFIO. O principal desafio do petista é se sobrepor ao fluxo de menções negativas em referência à corrupção. Assim como em julho, o assunto foi o mais citado em posts sobre Lula, com incidência de 21%. Foi também o tema escolhido por Bolsonaro para confrontar o adversário no debate. No YouTube, o vídeo do apoio de Lula à tolerância religiosa e à manutenção das igrejas em seu governo foi o destaque de visualizações. Foram mais de 5,5 milhões de pessoas alcançadas graças ao impulsionamento. A campanha gastou pouco mais de R$ 2 milhões em anúncios no Google - dos quais R$ 1,61 milhão apenas na plataforma de vídeos online. Para Maria Paula, o investimento em ataques mútuos por Bolsonaro e Lula pode ter efeito contrário. "A campanha negativa é ruim para ambos os candidatos porque os dois têm uma taxa de rejeição altíssima. Essa estratégia fará com que a rejeição aumente ainda mais." Corrupção, diz Stephanie Jorge, cofundadora da Torabit, ainda que não seja uma agenda prioritária para as campanhas, mobiliza os internautas. "É um assunto sempre em alta nas buscas das eleições." PELOTÃO. Para ela, é importante que as campanhas, em especial as que estão no pelotão da retaguarda, como a de Ciro Gomes (PDT) e a de Simone Tebet (MDB), invistam em "conteúdo, constância e interação" como os principais elementos para manter o crescimento. Ciro e Simone aumentaram a popularidade nas redes ao participarem das sabatinas do Jornal Nacional e com o início do horário eleitoral em rádio e televisão, além do debate da Band - que também beneficiou Soraya Thronicke (União Brasil) e Felipe d?Avila (Novo). O pedetista foi o terceiro em melhor desempenho na amostra de posts com a hashtag #JornalNacional. Ele também explorou a entrevista para o programa Roda Viva, da TV Cultura, em suas páginas oficiais. Por outro lado, precisou lidar com críticas na internet por apresentar uma peça de propaganda que mostrava uma barragem se rompendo como forma de defender uma alternativa para a polarização política. Simone, que teve audiência menos expressiva na sabatina, recuperou-se com o debate da Band. Ela e Soraya tiveram cerca de 10% das menções cada nas redes, mais do que o triplo do desempenho esperado. Parte dessa popularidade é explicada por ataques bolsonaristas - no caso de Soraya, uma das estratégias foi chamá-la de "traíra" pelo fato de ter apoiado Bolsonaro em 2018.
A Justiça Eleitoral determinou neste sábado uma operação de busca e apreensão nos comitês eleitorais dos candidatos ao Senado pelo Paraná Sergio Moro (União Brasil) e Paulo Martins (PL). As buscas foram realizadas na casa do ex-juiz porque a residência foi listada por ele como sede de seu comitê eleitoral. A assessoria do candidato afirmou ao jornal Folha de S. Paulo que "no local, nada foi apreendido". A operação foi realizada após um pedido da federação “Brasil da Esperança”, liderada pelo PT. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), os materiais impressos dos candidatos violam a legislação eleitoral por conta da desconformidade entre o tamanho da fonte do nome do candidato a senador relativamente a dos suplentes.
Integrantes do entorno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmam que o atentado contra a vice-presidente Cristina Kirchner na Argentina exigirá um grau mais alto de atenção na campanha, embora a segurança do petista já esteja classificada no nível de risco mais alto dentro do protocolo da PF (Polícia Federal). O efetivo, a princípio, continuará o mesmo, mas a dinâmica e procedimentos pontuais podem mudar, dependendo do evento e da ocasião. As análises sobre a operação são feitas para cada uma das agendas individualmente. A regra interna ainda é a segurança se adaptar aos eventos marcados pelo candidato e dar liberdade para ele escolher os compromissos que julgar necessários para garantir a sua eleição. Um dos envolvidos nas operações afirma que, se Lula só fosse a lugares seguros, não seria necessária a atuação da PF. Uma pessoa que participa do planejamento afirma que o diálogo entre segurança e agenda se torna ainda mais importante para que a integridade do candidato seja garantida.
O desembargador Raimundo Sérgio Sales Cafezeiro, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), determinou, nesta quinta-feira (1º), que o candidato a governador Jerônimo Rodrigues (PT) apareça nas suas próprias inserções na propaganda na TV, dentro do tempo previsto pela legislação. O desembargador obriga que a campanha do petista suspenda a exibição dos programas eleitorais que superam o limite de 25% de aparição dos apoiadores nas peças, sob pena de multa de R$ 1.000 por inserção irregular publicada. "Analisando a propaganda em questão, prima facie, entendo que os depoimentos dos apoiadores, somado ao depoimento do candidato à majoritária, ultrapassaram o total destinado aos representados à propaganda eleitoral televisiva", diz o desembargador. Segundo ele, a propaganda de Jerônimo, nos moldes em que foi exibida, configura deturpação do horário reservado à publicidade. O deputado federal Paulo Azi, presidente do União Brasil na Bahia, ironizou o "sumiço" de Jerônimo na propaganda. "Com uma semana do início da propaganda eleitoral na TV, ainda procura-se o candidato a governador do PT. Precisou a Justiça Eleitoral obrigar ele a aparecer, porque no programa só quem participa são os apoiadores. Só para se ter uma ideia, em um dos programas, ele só aparece em 5% do tempo. Está se escorando nos padrinhos", disse.
Nova pesquisa Datafolha divulgada na noite desta quinta-feira (1º) mostra crescimento dos candidatos do PDT, Ciro Gomes, e do MDB, Simone Tebet. O quadro, de acordo com o instituto, reduz as chances de a eleição ser decidida ainda no primeiro turno, no próximo dia 2 de outubro. De acordo com o levantamento do Datafolha, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 45% das intenções de voto. Já o candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL), soma 32%. Ciro Gomes (PDT) aparece em terceiro, com 9%, e em quarto, Simone Tebet (MDB), com 5%. Lula oscilou dois pontos para baixo em comparação com o levantamento anterior, do dia 18 de agosto. Bolsonaro manteve os mesmos 32%. Já Ciro Gomes e Simone Tebet oscilaram dois e três pontos para cima, respectivamente. Soraya Thronicke pontua pela primeira vez nas pesquisas, com 1%, mesmo número que Pablo Marçal (PROS) e Felipe d'Avila (Novo). Vera Lúcia (PSTU), José Maria Eymael (DC), Sofia Manzano (PCB), Roberto Jefferson (PTB) e Léo Péricles (UP) não pontuaram, enquanto 4% dos entrevistados disseram que não vão votar e 2% não sabem. Foi a primeira pesquisa após o primeiro debate presidencial, transmitido pela Band, no último domingo (28). Analistas indicaram a vitória de Simone Tebet, seguida por Ciro Gomes com melhor desempenho. Lula e Bolsonaro não se saíram bem no debate, de acordo com as avaliações. O Datafolha entrevistou 5734 eleitores entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro em 285 municípios. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no protocolo sob o número BR-00433/2022. As últimas pesquisas divulgadas após o início de campanha e do horário político de rádio e TV mostram que candidaturas como as de Tebet e Ciro dificultam o voto útil em Lula e Bolsonaro, líderes das pesquisas. A maior exposição de candidaturas alternativas afeta a possibilidade do petista de consolidar a vitória ainda no primeiro turno. Segundo o Agregador de Pesquisas do Estadão, Bolsonaro está próximo de seu teto. Em reunião com eurodeputados na semana passada, porém, Lula chegou a afirmar que a eleição no Brasil "não está ganha".
Segundo turno
O candidato do PT lidera as intenções de voto, com 53%, em um possível segundo turno com o presidente Jair Bolsonaro (PL), que registrou 38%, segundo a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta. No último levantamento, em agosto, Lula tinha 54% e Bolsonaro 37%.