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O Vaticano canonizou neste domingo (7) o jovem italiano Carlo Acutis, morto em 2006 aos 15 anos, conhecido por evangelizar no ambiente digital e apelidado de “padroeiro da internet”. A cerimônia, presidida pelo papa Leão XIV na Basílica de São Pedro, marcou a primeira canonização de seu pontificado e reuniu milhares de fiéis, especialmente jovens. Acutis, considerado o primeiro santo da geração millennial, nasceu em Londres em 1991 e foi criado em Milão. Destacava-se pela devoção à Eucaristia e pelo uso da internet para divulgar a fé, criando sites sobre milagres eucarísticos e aparições marianas.
A canonização foi possível após o reconhecimento de dois milagres atribuídos à sua intercessão: a cura, em 2010, de uma criança brasileira com uma doença congênita rara no pâncreas, e a recuperação, em 2022, de uma estudante da Costa Rica após oração junto ao túmulo do jovem em Assis. Durante a missa, a mãe de Carlo, Antonia Salzano, levou ao altar um relicário contendo fragmentos do coração do filho. Autoridades eclesiásticas e políticas, incluindo o presidente da Itália, Sergio Mattarella, participaram da celebração.
Carlo Acutis morreu em 12 de outubro de 2006, vítima de leucemia, no mesmo dia dedicado a Nossa Senhora Aparecida. Beatificado em 2020, foi sepultado em Assis, que desde então se tornou destino de peregrinação. Com a canonização, passa a ser cultuado oficialmente em toda a Igreja Católica como modelo de fé para a juventude no século 21.
Na madrugada desta segunda-feira (8), ocorre um eclipse lunar total, fenômeno conhecido popularmente como “Lua de Sangue” devido à coloração avermelhada que a Lua adquire quando a sombra da Terra a cobre por completo. O evento terá duração de aproximadamente 82 minutos e poderá ser acompanhado em diversos países. No Brasil, o eclipse não será visível a olho nu, mas os interessados poderão assistir em tempo real por meio da transmissão ao vivo realizada pelo Observatório Nacional, no YouTube, a partir das 12h deste domingo (7). Entre os países que terão a oportunidade de observar o fenômeno diretamente no céu estão Austrália, Índia, Egito e África do Sul, em horários ajustados aos respectivos fusos. O próximo eclipse lunar total visível do Brasil está previsto para o dia 3 de março de 2026, oferecendo aos brasileiros a chance de presenciar novamente o espetáculo natural.
Uma tragédia familiar abalou a cidade de Arkansas, nos Estados Unidos, quando Martha McKay, de 63 anos, foi encontrada morta em sua residência histórica à beira do Horseshoe Lake, na segunda-feira. A história da família já havia sido marcada por violência: em 1996, a mãe de Martha, Sally Snowden McKay, de 75 anos, e o sobrinho Lee Baker, de 52, foram assassinados pelo então adolescente Travis Lewis, condenado a 28,5 anos de prisão e liberado em 2018 após cumprir 23 anos. Apesar do histórico criminoso, Martha havia decidido perdoar Lewis, chegando a contratá-lo para trabalhar em sua própria casa, acreditando na possibilidade de uma segunda chance. Em 2020, no entanto, essa decisão terminou em tragédia.
Segundo o xerife do Condado de Crittenden, Mike Allen, a polícia foi acionada após disparo do alarme na residência. Ao chegar ao local, encontraram a porta dos fundos aberta e Lewis dentro da casa. Ele teria pulado de uma janela do andar superior, corrido até seu carro, dirigido pela propriedade e, em seguida, se lançado no lago, onde morreu afogado. O corpo de Martha foi encontrado esfaqueado e encaminhado ao Instituto Médico Legal para confirmação da causa da morte. O crime chocou os moradores do bairro, geralmente tranquilo, que relataram medo e apreensão. Até o momento, a motivação do assassinato permanece desconhecida, e o caso segue sob investigação, destacando a dramaticidade de uma tragédia familiar que se repetiu mais de duas décadas depois.
Um menino de Massachusetts, nos Estados Unidos, chegou a pesar 45 kg aos 3 anos por causa de uma condição genética rara que provoca fome constante, segundo a revista People. Benjamin Freitag, hoje com 6 anos, nasceu com deficiência de leptina, distúrbio que impede o corpo de reconhecer quando está saciado. De acordo com a mãe, Karen Freitag, de 41 anos, o filho chorava frequentemente pedindo comida. A família chegou a esconder alimentos em festas e evitava parques para não encontrar caminhões de sorvete. Aos 2 anos, Benjamin pesava 29 kg e, no ano seguinte, atingiu 45 kg, mesmo com restrições alimentares. O excesso de peso prejudicou seu desenvolvimento motor e ele só começou a andar aos 2 anos.
O diagnóstico, confirmado em 2020, revelou que a condição, chamada LEPR, afeta cerca de 2 mil pessoas nos Estados Unidos e compromete o funcionamento do hormônio leptina, responsável pela sensação de saciedade. Com o problema identificado, Benjamin foi incluído em um estudo com um medicamento aprovado para crianças a partir de 6 anos, mas que estava sendo testado em pacientes mais jovens. A família viajou mais de quatro horas para iniciar o tratamento. Segundo Karen, a melhora foi perceptível em uma semana, com a redução da fome e aumento do interesse por brincadeiras. Hoje, Benjamin leva uma rotina semelhante à de outras crianças, praticando karatê, basquete, natação, participando de festas e acampamentos. Apesar de manter o peso de 45 kg, cresceu e apresenta boa saúde.
O vice-secretário do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, afirmou neste sábado (9) que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é responsável por “destruir” a relação historicamente próxima entre o Brasil e os EUA. A declaração foi feita um dia após o Itamaraty convocar o encarregado de negócios dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, para manifestar “indignação” com declarações recentes da representação diplomática e do governo americano. Em publicação no X (antigo Twitter), Landau disse que a separação de Poderes é uma garantia de liberdade e que nenhuma pessoa pode concentrar poder excessivo. Ele afirmou que uma divisão formal entre os ramos do governo não é suficiente se um deles tiver meios de intimidar os outros a ponto de fazê-los abrir mão de suas prerrogativas constitucionais. Segundo o vice-secretário, “um único ministro do Supremo Tribunal Federal usurpou poderes ditatoriais ao ameaçar líderes de outros Poderes — ou suas famílias — com prisão, detenção ou outras medidas”. Embora não tenha citado nominalmente Alexandre de Moraes ou o ex-presidente Jair Bolsonaro em uma das passagens, Landau o mencionou no início da publicação e o responsabilizou pelo desgaste na relação bilateral.
Ele também acusou o ministro de tentar aplicar a lei brasileira de forma extraterritorial para silenciar indivíduos e empresas nos Estados Unidos. A crítica se soma a uma série de declarações de autoridades americanas sobre a atuação de Moraes, aumentando a tensão diplomática entre os dois países.
A Ordem Executiva assinada nesta quarta-feira (30) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevando o valor da tarifa de importação de produtos brasileiros para 50%, traz cerca de 700 exceções, como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo seus motores, peças e componentes. Também ficaram de fora do tarifaço produtos como polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos. No entanto, café, frutas e carnes não estão entre as exceções aplicadas pelos Estados Unidos e serão taxados em 50%. Segundo o documento assinado por Trump, as taxas entram em vigor em sete dias, ou seja, dia 6 de agosto. Mercadorias que estão em trânsito para os Estados Unidos também ficarão de fora da taxação. A ordem justifica que os Estados Unidos consideram o Brasil uma ameaça “incomum e extraordinária à segurança nacional dos EUA”. A classificação é semelhante à adotada contra países considerados hostis à Washington, como Cuba, Venezuela e Irã.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma Ordem Executiva (OE), nesta quarta-feira (30), que considera o Brasil uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional dos EUA, classificação semelhante à adotada contra países considerados hostis a Washington, como Cuba, Venezuela e Irã. "O presidente Donald J. Trump assinou uma Ordem Executiva implementando uma tarifa adicional de 40% sobre o Brasil, elevando o valor total da tarifa para 50%, para lidar com políticas, práticas e ações recentes do governo brasileiro que constituem uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos", diz o comunicado da Casa Branca. A Ordem Executiva considera que “a perseguição, intimidação, assédio, censura e processo politicamente motivado pelo Governo do Brasil contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e milhares de seus apoiadores são graves violações dos direitos humanos que minaram o Estado de Direito no Brasil”. O governo estadunidense repete a versão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que afirma ser perseguido no processo em que é acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado no Brasil. Segundo a denúncia, Bolsonaro pressionou comandantes militares para suspender o resultado da eleição presidencial de outubro de 2022, quando perdeu para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O governo Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (30) a imposição de sanções financeiras ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base na chamada Lei Magnitsky, que trata de graves violações de direitos humanos reconhecidos internacionalmente. A medida foi publicada no site oficial do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, com o nome do ministro incluído em uma sanção da Ofac, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros. Com isso, qualquer bem ou ativo que Moraes possua em território americano deverá ser congelado. A decisão também permite que instituições financeiras dos EUA sejam proibidas de realizar transações em dólares com o ministro, o que pode incluir as bandeiras de cartão de crédito Mastercard e Visa.
A decisão foi adotada após uma articulação liderada pelo deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que percorreu gabinetes em Washington ao lado de aliados e críticos de Moraes. Eles argumentaram que o ministro tem praticado censura e violado direitos fundamentais de empresas e indivíduos residentes nos Estados Unidos. Entre os episódios citados como justificativa para a sanção estão decisões judiciais de Moraes envolvendo plataformas como o X (antigo Twitter), Rumble e aliados políticos de Trump e Bolsonaro. Um relatório em posse do governo americano também cita 14 nomes ligados ao caso, incluindo o empresário Elon Musk, o CEO do Rumble, Chris Pavlovski, e o ex-assessor Jason Miller, que chegou a ser detido para prestar depoimento no Brasil em 2021.
A sanção contra Moraes ocorre semanas após o governo Trump anunciar restrições de entrada nos EUA a ministros do STF. Segundo fontes ligadas à apuração, apenas três magistrados teriam sido poupados: Luiz Fux, André Mendonça e Kassio Nunes Marques. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também teria sido incluído na lista de restrições. O Tesouro americano será responsável por fiscalizar a medida e poderá apresentar novos nomes ao governo dos Estados Unidos em um prazo de até 60 dias.
O governo Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (18) a revogação do visto de entrada nos Estados Unidos para o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), seus aliados na Corte e familiares diretos. A decisão foi divulgada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, em publicação nas redes sociais, na qual acusou o Judiciário brasileiro de perseguir politicamente o ex-presidente Jair Bolsonaro e de violar direitos fundamentais. A medida surge após meses de articulação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que desde março vive nos Estados Unidos e promove encontros com autoridades locais para denunciar o que considera abusos por parte do STF. Segundo Rubio, o tribunal estaria conduzindo uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro, e o governo Trump decidiu agir contra o que considera censura promovida por autoridades estrangeiras.
Na postagem, o secretário afirmou que a determinação entra em vigor imediatamente, embora não tenha detalhado os nomes dos demais ministros atingidos nem o procedimento formal que será adotado. Ele também não mencionou possíveis medidas econômicas, como o congelamento de bens, embora essa hipótese tenha sido discutida por aliados do ex-presidente com base na Lei Magnitsky — legislação americana que permite sanções a estrangeiros acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos. A ofensiva diplomática coincide com nova operação da Polícia Federal contra Jair Bolsonaro, também nesta sexta, em que o ex-presidente foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica e proibido de se aproximar de embaixadas e consulados. Ele é investigado por supostamente articular medidas internacionais para interferir na soberania brasileira. Eduardo Bolsonaro comemorou o anúncio nas redes sociais, afirmando que agora “autoridades brasileiras também não poderão ver seus familiares nos EUA”, em referência às restrições impostas à sua convivência com o pai. Em maio, o Departamento de Estado já havia sinalizado restrições de entrada a autoridades estrangeiras acusadas de violar a liberdade de expressão, mas foi a primeira vez que o governo Trump oficializou diretamente uma medida contra o ministro Moraes.
O Supremo Tribunal Federal foi procurado para comentar o anúncio do governo americano, mas ainda não se manifestou. Desde o governo Bolsonaro, Alexandre de Moraes se tornou alvo da base bolsonarista ao assumir a relatoria dos principais inquéritos contra aliados do ex-presidente e à frente do Tribunal Superior Eleitoral nas eleições de 2022, vencidas por Lula (PT). Os embates intensificaram-se após os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e a revelação de um suposto plano para impedir a posse do presidente eleito.
Bolsonaro é investigado por liderar a trama golpista de 2022 e pode enfrentar penas que ultrapassam 40 anos de prisão, caso seja condenado por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado democrático de Direito e organização criminosa armada.
A revista britânica The Economist publicou no domingo (29) um artigo crítico ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, classificando-o como “incoerente no exterior” e “impopular em casa”. A publicação internacional analisou a condução da política externa brasileira e destacou a queda de popularidade do chefe do Executivo no cenário doméstico. Segundo a reportagem, o Brasil tem adotado posições que o afastam de outras democracias ocidentais, como ocorreu ao condenar os ataques promovidos por Israel e Estados Unidos contra o Irã em 22 de junho. A revista apontou que, ao contrário de outros países com perfil democrático, o governo brasileiro assumiu uma postura isolada no episódio.
A análise destaca ainda a participação ativa do Brasil em um Brics ampliado, que hoje conta com forte influência de China e Rússia. Para a publicação, esse movimento contribui para a percepção de que o país estaria se tornando hostil ao Ocidente. A revista sugere que essa postura tem consequências na imagem de Lula diante da comunidade internacional. No plano interno, a Economist cita dados da pesquisa Genial/Quaest, que registrou uma desaprovação de 57% ao governo no início de junho — o maior índice desde o começo do atual mandato. A revista argumenta que a perda de apoio dentro do país também enfraquece a projeção internacional do presidente.
Em resposta ao artigo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, divulgou uma nota na terça-feira (1º), na qual afirma que o Brasil segue uma política externa soberana, equilibrada e baseada no diálogo. Segundo o chanceler, o país mantém seu compromisso com a cooperação internacional e com os princípios do multilateralismo.
Carlo Ancelotti, atual técnico da seleção brasileira de futebol, foi condenado nesta quarta-feira (9) pela Justiça da Espanha a um ano de prisão por fraude fiscal. A pena está relacionada à ocultação de rendimentos provenientes de direitos de imagem no ano de 2014, período em que o treinador comandava o Real Madrid. A sentença foi proferida após julgamento realizado em abril deste ano, no qual Ancelotti se declarou inocente. Mesmo assim, a Justiça entendeu que houve omissão deliberada de valores em sua declaração de impostos, contrariando as normas fiscais do país. A Promotoria havia solicitado uma pena mais severa, de quatro anos e nove meses de prisão, mas o tribunal optou por uma condenação mais branda.
Apesar da sentença, o técnico italiano não cumprirá pena em regime fechado. De acordo com a legislação penal espanhola, penas inferiores a dois anos para réus primários e sem envolvimento em crimes violentos são geralmente convertidas em medidas alternativas, como pagamento de multa ou prestação de serviços à comunidade. Além da pena de prisão, Ancelotti foi condenado ao pagamento de uma multa no valor de 386 mil euros, o equivalente a cerca de R$ 2,5 milhões. O montante representa uma pequena parcela de seu atual salário como técnico da seleção brasileira, estimado em 10 milhões de euros por ano — aproximadamente R$ 5,3 milhões mensais na cotação atual.
Ancelotti, que assumiu oficialmente o comando da seleção brasileira em maio de 2025, já havia enfrentado acusações semelhantes em 2015, mas foi absolvido naquele processo. Esta nova condenação reacende o debate sobre a relação entre figuras públicas e o fisco espanhol, que nos últimos anos também responsabilizou personalidades como Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar e Shakira por infrações semelhantes. Até o momento, nem o treinador nem a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) se pronunciaram sobre a decisão judicial. O técnico teve duas passagens pelo Real Madrid: a primeira entre 2013 e 2015, e a segunda de 2021 até o início deste ano, quando assumiu a seleção brasileira com contrato válido até a Copa do Mundo de 2026.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (9) a imposição de uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras com destino ao mercado norte-americano. A medida, segundo comunicado enviado diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entra em vigor no dia 1º de agosto e representa uma mudança significativa na relação comercial entre os dois países. Na carta, Trump justificou a decisão com base em ações recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil. Ele classificou como inaceitável o que chamou de ataques à liberdade de expressão de cidadãos norte-americanos e condenou as decisões judiciais contra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro que vivem nos Estados Unidos. O atual mandatário norte-americano fez referência direta ao julgamento de Bolsonaro, réu no STF por tentativa de golpe de Estado, e afirmou que o processo representa uma perseguição política inaceitável.
O presidente norte-americano argumentou ainda que o Brasil estaria violando princípios democráticos ao pressionar plataformas de redes sociais com ordens judiciais que, segundo ele, seriam sigilosas e ilegais. Ele acusou o STF de censura e alegou que decisões do tribunal brasileiro ameaçam diretamente empresas dos Estados Unidos. A decisão ocorre em meio a um momento de tensão entre os governos de Trump e Lula. Nos últimos dias, os dois líderes trocaram críticas públicas por conta da realização da cúpula do Brics no Rio de Janeiro. Trump chegou a afirmar que países do bloco — que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — poderiam enfrentar represálias comerciais por parte dos Estados Unidos. No caso brasileiro, a ameaça se concretizou com o anúncio das novas tarifas.
A medida inclui todos os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, independentemente do setor ou tipo de mercadoria. Trump alertou ainda que qualquer tentativa de reexportação por terceiros países será identificada e igualmente taxada com a tarifa de 50%. O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão, mas fontes do Palácio do Planalto indicaram que a equipe econômica está avaliando os impactos da medida. O Itamaraty também deve se posicionar nas próximas horas. A imposição dessa tarifa representa um dos episódios mais tensos na relação entre os dois países nos últimos anos.