A defesa de Flordeliz, 61, vai acionar a justiça pedindo a anulação da condenação a 50 anos de prisão. AO julgamento chegou ao fim no domingo, 13, e a ex-deputada foi declarada culpada pelo assassinato do pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019. Segundo a defesa, uma série de atos jurídicos sem validade seriam a justificativa para a anulação do julgamento. "Vamos recorrer porque ocorreram diversas nulidades no decorrer do julgamento. Não consigo nem lembrar a quantidade", disse o advogado Rodrigo Faucz, que lidera a defesa da ex-deputada, em entrevista ao Estadão. Ele apontou que duas das nulidades são absolutas e devem ser reconhecidas a qualquer tempo. Segundo o advogado, o Ministério Público citou um documento que a defesa não teve acesso. Numa das situações, o MP fez menção a documento a que a defesa não teve acesso. O advogado explicou que, além de não estar em posse da defesa, o documento trata de procedimento da Vara de Infância e estava sob sigilo. "Portanto, não poderia ter sido usado", disse. Ele apontou ainda que um assistente de acusação questionou o silêncio dos acusados no interrogatório, o que seria proibido pelo Código do Processo Penal. A defesa tem até cinco dias para se manifestar ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.
Usamos cookies para melhorar sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade.

