Ex-policial militar é condenado a 50 anos de prisão por homicídio qualificado em Barreiras
81 24/Mar/2023 - 12h00
Foto: Reprodução - TV Oeste

Ex-policial militar é condenado a 50 anos de prisão por homicídio qualificado em Barreiras

Na quarta-feira (22), Wilton Bezerra de Luna, ex-policial militar acusado de matar um casal a tiros em Barreiras, foi condenado a 50 anos, três meses e 26 dias de prisão em um júri popular realizado no Fórum Tarcilio Vieira de Melo. O crime ocorreu em julho de 2022 e foi motivado por uma discussão entre Wilton e o casal, identificado como Sebastião Robson Ribeiro, de 61 anos, conhecido popularmente como "Tião", e Fernanda da Cruz Fernandes, de 46. De acordo com testemunhas, o conflito ocorria principalmente por causa do som alto no estabelecimento. No dia do crime, houve uma briga e Wilton ameaçou Fernanda de morte. Logo depois, efetuou diversos disparos contra o casal. “Eles discutiram e ele a ameaçou de morte. Ela foi até a casa dele para pegar o celular para ligar a polícia. Neste momento, ele fez o primeiro disparo, na cabeça dela, que foi fatal. Depois ele entrou dentro da casa dela e matou o esposo, que foi surpreendido”, explicou Irene Fernandes, irmã de uma das vítimas. Segundo a Polícia Civil, Wilton fugiu após o crime, mas foi encontrado quatro dias depois, durante uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) próxima a cidade de Seabra, no sudoeste do estado. Ele estava preso há oito meses no Presídio Regional, em Barreiras, e foi condenado pelos dois homicídios, de forma qualificada. A defesa do ex-policial informou que vai recorrer da decisão, alegando que Wilton teria se excedido na legítima defesa, mas tinha se sentido ameaçado pelas vítimas e frequentadores do bar. “Quando viu que não era mais possível o diálogo, ele agiu em legítima defesa sua e da sua família, esposa e filha”, disse o advogado Júlio Cezar Miranda. Com a condenação, Wilton Bezerra de Luna ficará preso por 50 anos, três meses e 26 dias, cumprindo pena por homicídio qualificado. A sentença foi recebida com alívio pela família das vítimas. “Essa justiça é a nossa paz. Agora, estamos um pouco mais tranquilos, pelo menos ele não vai poder fazer o mal para outras pessoas”, afirmou Irene Fernandes.


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