O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) negou, na última sexta-feira (5), um habeas corpus para Jean Charles Alexandre, ex-presidente da Câmara de Ibotirama, acusado de envolvimento em uma milícia e de ser o mandante do homicídio de Marcello Leite Fernandes. Com a decisão, Alexandre segue detido no presídio de Salvador, junto com outros três acusados: Thiago França de Oliveira, Gutembergue Marques dos Santos e Cleyton Nunes de Oliveira Almeida. De acordo com a ação penal ajuizada pelo Ministério Público do Estado (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), os quatro acusados faziam parte de uma milícia, espécie de grupo justiceiro que age fora das leis, liderada por Jean Charles. Ele é apontado como mandante do crime. A defesa de Jean Charles nega as acusações e afirma que não há provas materiais que o incriminem. Já o MP-BA aponta Thiago França como autor dos disparos contra a vítima, que estava na mesma motocicleta pilotada por Cleyton Nunes. O policial militar Gutemberg seguia o carro da vítima a bordo de um Ford Fiesta, como parte da trama. O crime ocorreu em julho do ano passado, na Avenida João Alves Martins, em frente a uma loja de som automotivo. Na época, houve especulações sobre motivação política, uma vez que ocorreu antes do pleito eleitoral, mas não há nenhuma indicação concreta da suspeita. Jean Charles Alexandre e Gutembergue Marques dos Santos foram presos em setembro do ano passado, durante a Operação Petúnia deflagrada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA). A defesa do ex-legislador deve recorrer da decisão do TJ-BA.
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