Estudante baiana é aceita em 17 universidades internacionais e realizará sonho de estudar nos Estados Unidos
70 20/Mai/2023 - 08h13
Foto: Arquivo Pessoal

Estudante baiana é aceita em 17 universidades internacionais e realizará sonho de estudar nos Estados Unidos

Anna Carolina Stein, uma jovem de 18 anos, residente na cidade de Serrinha, interior da Bahia, está prestes a realizar um feito extraordinário. Ela foi aceita em 17 instituições de ensino superior ao redor do mundo e está se preparando para embarcar para Flórida, nos Estados Unidos, em agosto deste ano. Dentre as universidades que a acolheram, 15 são dos Estados Unidos, uma é da Irlanda e outra dos Emirados Árabes Unidos. Diferente do sistema de vestibulares aplicados no Brasil, as universidades estrangeiras realizam um processo seletivo baseado na análise curricular, méritos acadêmicos e cartas de indicação emitidas por professores. Os candidatos também são submetidos a uma prova que abrange disciplinas básicas, conhecida pelos brasileiros como "Enem americano", que inclui inglês e matemática. Anna Carolina, em entrevista ao G1, compartilhou sua jornada para obter tantas aprovações, que envolveu trabalho voluntário e uma dedicação intensa aos estudos. Desde os 10 anos de idade, ela sonhava em estudar no exterior, mas além do preparo intelectual, ela enfrentou desafios financeiros. As agências de intercâmbio cobravam valores exorbitantes, chegando a quase R$ 100 mil por ano, o que estava fora das possibilidades financeiras de sua família. Em 2020, a jovem decidiu buscar opções mais acessíveis e ingressou em uma escola preparatória online, voltada para auxiliar estudantes que desejam estudar fora do país. Lá, ela encontrou um suporte necessário e aprendeu com pessoas que passaram pelo mesmo processo. Anna descobriu que para ser aceita, não bastava apenas ter notas altas e cartas de recomendação, mas também era importante se envolver em atividades extracurriculares. Através da participação em cursos oferecidos pela escola preparatória, mesmo durante as férias escolares, e do trabalho voluntário, Anna conseguiu se destacar. Ela fundou o projeto "Relendo Sonhos", que arrecadou e doou 130 livros para estudantes carentes em três cidades do interior da Bahia, beneficiando mais de 300 crianças e adolescentes. Além disso, a jovem fez parte da organização Cáritas Brasil, contribuindo com a arrecadação de alimentos, roupas e livros para comunidades rurais. Desde 2021, Anna atua como mentora na escola preparatória "The Dream School", orientando aproximadamente 500 alunos em revisões de redações e aulas gratuitas de inglês, entre outras atividades. Mesmo com todos os esforços, Anna reconhece que competir por uma vaga em universidades internacionais é uma tarefa desafiadora. Perfis de candidatos de todo o mundo são avaliados e disputam um número limitado de vagas. A jovem menciona a desvantagem de competir com canadenses, norte-americanos e outros candidatos que possuem o inglês como língua materna, enquanto ela precisou aprender o idioma do zero.


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