Rubens Jesus Sampaio, dirigente da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), foi imediatamente afastado de suas funções por determinação da Vara do Trabalho de Vitória da Conquista. A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT-BA), que alega uma "grave situação de assédio moral organizacional" na instituição. As acusações surgiram na Assessoria de Comunicação e do Sistema de TV e Rádio (Surte) da Uesb. Em agosto, o MPT-BA moveu uma ação civil pública contra a universidade baseada em inquérito que recebeu denúncias de trabalhadores e do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba). Uma sindicância interna realizada pela própria Uesb também corroborou a necessidade do afastamento do diretor. Segundo o inquérito do MPT-BA, a universidade foi "leniente" quanto às acusações e não tomou medidas adequadas para prevenir o assédio. O relatório revela que a Ouvidoria da instituição já tinha conhecimento do caso mas não atuou eficazmente para proteger os trabalhadores e garantir um ambiente de trabalho saudável. A procuradora Tatiana Sento-Sé, autora da ação, também solicitou que a Uesb seja condenada a pagar uma indenização por danos morais coletivos de R$100 mil. A indenização é solicitada por permitir que práticas de assédio ocorressem em suas instalações durante o exercício de atividades profissionais. Com a decisão, Rubens Jesus Sampaio deve se manter afastado de todas as funções diretivas na Uesb até que o processo seja concluído. O caso, que já teve impacto significativo na comunidade acadêmica e além, aguarda agora os próximos passos no sistema judicial.
Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.
Usamos cookies para melhorar sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade.

