Em um depoimento à Polícia Federal com duração de mais de nove horas, o tenente-coronel Mauro Cid negou ter participado até o fim de uma reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro e os comandantes das Forças Armadas, onde supostamente teriam discutido planos golpistas. Segundo relatos, Cid afirmou ter estado apenas na primeira parte do encontro, onde o assessor da Presidência, Filipe Martins, apresentou um documento sobre supostas interferências do Judiciário no governo Bolsonaro. Ele esclareceu que o documento não continha medidas antidemocráticas. Cid também relatou que Bolsonaro pediu para a segunda parte da reunião ser somente com os comandantes militares. O depoimento foi feito no âmbito de uma delação premiada firmada em 2023 com a PF. O militar também negou que reuniões apontadas como golpistas no relatório da PF fossem para tramar um golpe de Estado, explicando que eram encontros de amigos militares. O foco da investigação passou a ser as discussões de Bolsonaro e aliados para evitar a posse de Lula.
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