Polícia Federal indicia ex-dirigentes da PRF por suspeita de tentar dificultar o voto de eleitores de Lula
BRASIL 22/Jan/2025 - 11h23
Foto: Divulgação/Arquivo

Polícia Federal indicia ex-dirigentes da PRF por suspeita de tentar dificultar o voto de eleitores de Lula

A Polícia Federal (PF) indiciou quatro ex-dirigentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do governo de Jair Bolsonaro (PL) sob suspeita de dificultar o deslocamento de eleitores de Lula (PT) durante o segundo turno das eleições de 2022, por meio da realização de blitze. Os ex-dirigentes indiciados são: Luis Carlos Reischak Junior, ex-diretor de Inteligência, Rodrigo Cardozo Hoppe, ex-diretor de Inteligência substituto, Djairlon Henrique Moura, ex-diretor de Operações, e Adiel Pereira Alcantara, ex-coordenador de Análise de Inteligência da PRF. Além disso, Bruno Nonato dos Santos Pereira, ex-coordenador-geral de Inteligência e Contrainteligência da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), também foi indiciado. O relatório da PF, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em dezembro, aponta ao menos cinco crimes atribuídos aos ex-dirigentes: desobediência, prevaricação, restrição ao exercício do direito do voto e participação no crime de tentativa de abolição do Estado democrático de Direito. Este é o segundo indiciamento relacionado a essa investigação. Em agosto, a PF já havia indiciado o ex-diretor-geral da PRF Silvinei Vasques e outras figuras-chave, incluindo o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, por tentar impedir que eleitores de Lula votassem. A investigação aponta que a PRF foi utilizada para obstruir o transporte de eleitores de Lula, principalmente no Nordeste, onde o presidente eleito teve ampla vantagem no primeiro turno. Segundo os investigadores, Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, determinou a realização das blitze, descumprindo uma ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes. Em relação a Silvinei, ele foi alvo de processo na Controladoria-Geral da União (CGU) e teve sua prisão preventiva decretada em agosto de 2023, mas foi solto em agosto de 2024, com medidas cautelares. A PF também investiga o uso da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e outras ações que visam beneficiar o governo Bolsonaro e monitorar adversários políticos, além de apurar a participação de policiais federais na trama golpista.

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