Familiares da líder quilombola Mãe Bernadete, assassinada a tiros em Simoões Filho, em 2023, ingressaram com uma ação indenizatória contra a União Federal e o Governo da Bahia. A ação alega falhas que teriam contribuído para o homicídio da ialorixá e problemas enfrentados pela família após o crime. O processo, distribuído no dia 16 de janeiro, tramita na Justiça Federal e ainda não teve uma decisão. A defesa da família pede uma indenização de R$ 11,8 milhões por danos morais, valor destinado a três netos que estavam com a vítima no dia do crime e à filha de Mãe Bernadete, mãe dos jovens. Além da União e do Estado, o processo também aponta responsabilidade do Instituto Para o Desenvolvimento da Educação, Intercâmbio, Arte e Sustentabilidade e do Instituto de Proteção, Promoção dos Direitos Humanos e Acesso à Justiça Proteger, que atuavam na proteção de Mãe Bernadete. Segundo o advogado da família, David Mendez, a ação reúne 940 páginas com documentos e reportagens que detalham as circunstâncias que levaram à morte da líder quilombola. "Os dados mostram como a participação estatal foi um desastre, desde a demora na demarcação do território até falhas no programa de proteção", afirmou Mendez. A ação também solicita uma liminar para garantir que o neto de Mãe Bernadete, Wellington Gabriel de Jesus dos Santos, continue no Programa de Proteção a Defensores de Direitos Humanos (PPDDH), com segurança e apoio adequados. O G1 entrou em contato com os órgãos citados na ação e aguarda posicionamento.
Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.
Usamos cookies para melhorar sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade.

