Depoimento de Mauro Cid aponta Michelle e Eduardo Bolsonaro como instigadores de golpe
BRASIL 26/Jan/2025 - 18h00
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Depoimento de Mauro Cid aponta Michelle e Eduardo Bolsonaro como instigadores de golpe

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-chefe da Ajudância de Ordens de Jair Bolsonaro (PL), declarou em depoimento de colaboração premiada que Michelle Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) integravam o grupo mais radical que defendia um golpe de Estado no final de 2022. O relato foi registrado em 28 de agosto de 2023 e divulgado pelo colunista Elio Gaspari. Segundo a transcrição do depoimento, o grupo "radical" incitava o ex-presidente a assinar decretos de exceção, alegando ter apoio popular e dos Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs). Eduardo e Michelle negaram qualquer envolvimento em ações golpistas à época. A investigação da Polícia Federal, concluída em novembro de 2024, indiciou 40 pessoas, mas Michelle e Eduardo não estão entre elas. O relatório menciona Eduardo apenas de forma tangencial, e o nome da ex-primeira-dama sequer aparece no documento. Conforme detalhado por Mauro Cid, havia três grupos ao redor de Bolsonaro no período: um defendia que ele aceitasse a derrota eleitoral e se posicionasse como líder da oposição; outro rejeitava a situação do país, mas era contra medidas de ruptura; e o último, favorável ao golpe, dividia-se entre uma ala menos radical, que buscava justificar uma ação por meio de alegações de fraude eleitoral, e uma ala mais radical, que incentivava ações armadas. Entre os citados na ala mais radical estão Felipe Martins, Onyx Lorenzoni, Gilson Machado, e os senadores Jorge Seif (PL-SC) e Magno Malta (PL-ES). Destes, apenas Felipe Martins e o general Mario Fernandes foram indiciados no relatório final. A Procuradoria-Geral da República analisa o relatório e decidirá se denuncia os indiciados ao Supremo Tribunal Federal ou arquiva os casos. Michelle e Eduardo, considerados possíveis candidatos à Presidência em 2026, continuam negando qualquer relação com os atos antidemocráticos.

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