Sete novos pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foram protocolados no Senado Federal durante o mês de janeiro. Seis das petições são contra o ministro Alexandre de Moraes, e uma contra o ministro Dias Toffoli. Com isso, o número total de requerimentos de impeachment contra ministros do STF em tramitação no Senado chega a 58. Um dos novos pedidos, protocolado em agosto de 2024, é de autoria do deputado Bibo Nunes (PL-RS). Na petição, o parlamentar argumenta que Moraes teria agido de forma irregular após um episódio em que foi hostilizado em Roma, baseando-se em um fato que "tecnicamente se demonstrou falso". As demais petições foram protocoladas por cidadãos sem mandato. Quatro delas compartilham grande parte do texto, em que os autores expressam "indignação" e pedem que o presidente do Senado "desengavete" os pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes. O requerimento contra Dias Toffoli acusa o ministro de obstruir votações e emitir "decisões monocráticas" em casos que deveriam ser julgados colegiadamente. A Constituição Federal não prevê o impeachment de ministros do STF, mas a Lei do Impeachment permite o afastamento de ministros por crimes de responsabilidade. Quando uma denúncia é protocolada no Senado, ela é encaminhada para a Advocacia do Senado, que realiza uma avaliação técnica. Em seguida, a proposta é analisada pela Mesa Diretora e, se admitida, pode ser levada para votação pelos senadores. Os crimes de responsabilidade que podem ser denunciados incluem alterar decisões judiciais, proferir julgamentos em casos de suspeição, exercer atividade político-partidária, ser desidioso no cumprimento dos deveres do cargo e proceder de modo incompatível com a honra e dignidade de suas funções.
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