Davi Alcolumbre volta ao comando do Senado com apoio de 9 partidos
POLíTICA 01/Fev/2025 - 19h02
Foto: Jefferson Rudy / Agência Senador

Davi Alcolumbre volta ao comando do Senado com apoio de 9 partidos

Neste sábado (1º), Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) retornou à presidência do Senado para um novo mandato de dois anos, consolidando sua influência política por meio de um amplo arco de alianças que abrange desde o PT até o PL. Apesar de estar fora do cargo nos últimos quatro anos, Alcolumbre manteve uma forte presença no Senado, principalmente através de seu sucessor e afilhado político, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Durante sua ausência, o senador teve um papel relevante na indicação de dois ministros para o governo Lula (PT) e continuou a controlar a distribuição de emendas parlamentares entre seus colegas. Alcolumbre já havia presidido o Senado entre 2019 e 2021, durante o governo Jair Bolsonaro (PL), e sua tentativa anterior de reeleição foi barrada pelo STF devido a manobras consideradas inconstitucionais. Sob sua liderança, o Congresso ampliou seu poder sobre o Orçamento, criando um sistema de partilha de recursos que favoreceu as bases eleitorais dos parlamentares, embora com baixa transparência. Após a proibição das emendas de relator pelo Supremo em 2022, Alcolumbre adaptou-se e passou a defender as emendas de comissão, que agora estão sob escrutínio. Em sua candidatura para um novo mandato, Alcolumbre buscou obter o maior número de votos na história do Senado, almejando superar os recordes estabelecidos por Mauro Benevides (MDB) e José Sarney (MDB), ambos com 76 votos. Ele foi eleito com o apoio de nove dos doze partidos representados no Senado. O apoio do PL foi negociado pessoalmente com Bolsonaro, que ofereceu a primeira vice-presidência do Senado e garantias sobre o debate em torno da anistia aos golpistas do 8 de janeiro. Alcolumbre também recebeu a bênção do presidente Lula, comprometendo-se a não obstruir a agenda do governo federal. Embora suas chances de derrota fossem mínimas, os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) mantiveram suas candidaturas, mesmo que Pontes tenha enfrentado resistência dentro do PL. A trajetória política de Alcolumbre é marcada por uma ascensão notável desde seu tempo no "baixo clero" do Congresso até alcançar a presidência do Senado em 2019, após uma eleição conturbada que envolveu renúncias e disputas judiciais.

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