Casos de dengue no Brasil caem 60% nas primeiras semanas de 2025
BRASIL 17/Fev/2025 - 00h17
Foto: Divulgação

Casos de dengue no Brasil caem 60% nas primeiras semanas de 2025

O número de casos prováveis de dengue no Brasil apresentou uma redução significativa de 60% nas primeiras seis semanas de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com o Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde, foram registrados 281.049 casos prováveis até o dia 13 de fevereiro deste ano, contra 698.482 no mesmo intervalo de 2024. A Bahia segue a tendência nacional, registrando uma queda de 59,9% nos casos prováveis da doença. O estado passou de 10.509 notificações em 2024 para 4.212 em 2025. A redução é atribuída ao Plano de Ação para Redução dos Impactos das Arboviroses, lançado pelo Governo Federal em setembro do ano passado, que intensificou medidas como controle vetorial, vigilância epidemiológica e campanhas educativas. A ministra da Saúde, Nísia Trindade, destacou que a mobilização nacional foi essencial para alcançar esses resultados. “Essa redução substancial reflete o trabalho conjunto entre governo federal, estados, municípios e a população. Nosso objetivo é salvar vidas e proteger a saúde dos cidadãos”, afirmou. Entre os estados com maior redução nos casos estão o Distrito Federal (97%), Rio de Janeiro (91%), Minas Gerais (88%), Amapá (79%) e Paraná (74%). No entanto, nem todas as regiões registraram quedas: dez estados apresentaram aumento nos números, incluindo São Paulo, que lidera com 164.463 casos prováveis em 2025 – um crescimento preocupante devido à reintrodução do sorotipo DENV-3, que não circulava no país há mais de 15 anos. O pesquisador Claudio Maierovitch, da Fiocruz Brasília, reforçou a importância da conscientização da população para a prevenção e organização dos serviços de saúde. “É fundamental que as pessoas saibam onde procurar atendimento e como agir diante dos sintomas”, disse. Além disso, o Ministério da Saúde tem investido em novas tecnologias e estratégias para combater o mosquito Aedes aegypti, como a liberação controlada de mosquitos infectados com a bactéria Wolbachia e a distribuição inédita de testes rápidos para diagnóstico precoce da doença. Apesar dos avanços, as autoridades alertam que a luta contra a dengue deve continuar com ações preventivas e educativas para evitar novos surtos e proteger a população brasileira.

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