Influenciador investigado por rifas irregulares é preso novamente; operação mira esquema bilionário
SALVADOR 09/Abr/2025 - 17h38
Foto: Reprodução / Redes Sociais / Alô Juca

Influenciador investigado por rifas irregulares é preso novamente; operação mira esquema bilionário

 segunda fase da Operação Falsas Promessas, deflagrada nesta quarta-feira (9) pela Polícia Civil da Bahia, resultou na prisão do influenciador digital Ramhon Dias, suspeito de integrar uma organização criminosa envolvida em sorteios irregulares usados para lavagem de dinheiro. Ele foi capturado no estado de São Paulo. Além de Ramhon, também foram presos o policial militar Alexandre Lázaro, conhecido como “Tchaca”, e José Roberto Santos, que nas redes sociais usava o nome “Nanan Premiações”. Os três estavam entre os principais alvos da operação, que cumpriu mais de 20 mandados de prisão e de busca e apreensão em Salvador, na Região Metropolitana e em cidades do interior da Bahia.
As investigações apontam que o grupo criminoso utilizava plataformas digitais para promover rifas de centavos com promessas de prêmios de alto valor, como veículos de luxo. No entanto, os sorteios eram manipulados e, muitas vezes, os prêmios eram entregues a integrantes do próprio esquema, como forma de legitimar a fraude e atrair novos participantes. De acordo com a Polícia Civil, a operação teve como foco desarticular a estrutura financeira e operacional do grupo. Foram apreendidos veículos de luxo, relógios, dinheiro em espécie, celulares e notebooks. O Poder Judiciário autorizou o bloqueio de bens e valores em nome dos investigados, com limite de até R$ 10 milhões por CPF ou CNPJ, totalizando R$ 680 milhões.  A polícia informou que quatro dos presos nesta nova fase da operação são considerados líderes do esquema e atuavam na coordenação das atividades ilegais nos municípios de Vera Cruz, Juazeiro e na Região Metropolitana de Salvador. Ramhon Dias, que já havia sido detido na primeira fase da operação em setembro do ano passado, estava em liberdade monitorada por tornozeleira eletrônica. Segundo a investigação, policiais militares da ativa e ex-PMs também participavam do esquema, oferecendo proteção, informações privilegiadas e, em alguns casos, operando diretamente as rifas. A Operação Falsas Promessas segue em andamento para identificar outros envolvidos e ampliar o bloqueio de recursos obtidos ilegalmente.

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