O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou nesta segunda-feira (16) que o governo federal vai propor, ainda em junho, o aumento do percentual de etanol anidro misturado à gasolina de 27% para 30%. A medida será avaliada na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e integra a estratégia nacional de fortalecimento dos biocombustíveis e redução da dependência do Brasil em relação aos combustíveis fósseis importados. Segundo o ministro, a nova mistura — chamada de E30 — pode entrar em vigor ainda este ano. A expectativa é de que a medida não apenas torne o país mais autossuficiente em gasolina, como também contribua para uma eventual redução no preço do combustível ao consumidor final. O argumento é reforçado pela previsão de uma safra agrícola recorde em 2025, com destaque para o aumento na produção de milho e cana-de-açúcar, principais insumos para a fabricação do etanol.
A proposta tem base em estudos técnicos realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia, que apontaram viabilidade para a elevação do teor de etanol anidro sem prejuízos relevantes ao desempenho dos veículos. Os testes mostraram que a mudança não provoca impactos negativos significativos no consumo, na dirigibilidade ou nas emissões dos automóveis movidos a gasolina. O CNPE, responsável por definir diretrizes da política energética nacional, reúne representantes de diversos ministérios, da sociedade civil e do setor energético. Caberá ao conselho analisar os estudos e votar a proposta, que pode representar um novo marco na política de transição energética brasileira. Se aprovada, a mudança sinaliza um reforço na aposta do governo em fontes de energia mais limpas e renováveis, alinhando-se aos compromissos ambientais assumidos pelo país e fortalecendo a cadeia produtiva nacional de biocombustíveis.
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