Mais de 4,2 milhões de pessoas com mais de 60 anos já emitiram a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) em todo o país, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (17) pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Esse número representa um avanço importante na modernização dos documentos pessoais dos brasileiros, especialmente da população idosa, que representa cerca de 33 milhões de pessoas no Brasil, de acordo com o IBGE. O volume de emissões entre os idosos equivale a mais de 21 mil salas de cinema lotadas — número seis vezes superior ao total de salas atualmente em funcionamento no país. No total, mais de 27,7 milhões de cidadãos brasileiros já solicitaram a nova CIN, que vem sendo distribuída desde 2022. O novo documento é gratuito na primeira via, possui um número único nacional — o CPF — e está disponível em formato físico e digital. Além disso, foi desenvolvido para oferecer maior segurança e confiabilidade, com validade diferente de acordo com a faixa etária. Para pessoas com mais de 60 anos, a validade é indeterminada, conforme determina o Decreto nº 10.977, publicado em fevereiro de 2022. Rosanne Assreuy, uma idosa que emitiu a nova carteira, conta que vive em Brasília desde 1962. Sua primeira identidade foi feita ainda nos anos 1970, em um antigo posto de identificação da Asa Sul. Ela guarda com carinho o antigo documento, mas já aderiu ao novo. Segundo ela, continuar atualizada é uma forma de valorizar sua trajetória. Todos os brasileiros têm até 2032 para emitir a nova CIN. A expectativa do governo é de que a adesão continue crescendo, principalmente entre as pessoas mais experientes, que já somam uma parcela significativa da população do país.
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