Bolsonaro cancela agendas e entra em repouso absoluto por recomendação médica
BRASIL 02/Jul/2025 - 23h38
Foto: Blog Regional

Bolsonaro cancela agendas e entra em repouso absoluto por recomendação médica

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cancelou todas as suas agendas públicas e permanecerá em “repouso absoluto” durante o mês de julho, por recomendação médica. A decisão foi divulgada na terça-feira (1º), após uma consulta de urgência motivada por crises persistentes de soluços e vômitos, que têm comprometido sua capacidade de falar. A informação foi compartilhada em uma nota assinada pelo próprio ex-presidente e publicada nas redes sociais pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No comunicado, Bolsonaro informou que estão suspensos os compromissos previstos em Santa Catarina e Rondônia. Ele também havia cancelado anteriormente sua participação no lançamento do programa PL60+, previsto para esta semana no Congresso Nacional.
Aos 70 anos, Bolsonaro segue enfrentando complicações de saúde relacionadas ao atentado que sofreu durante a campanha eleitoral de 2018. Em abril deste ano, ele passou por sua sexta e mais longa cirurgia abdominal, um procedimento que durou 12 horas. Após a operação, permaneceu internado por 21 dias, período em que chegou a sentir mal-estar durante uma agenda no interior do Rio Grande do Norte. Desde a alta hospitalar, o ex-presidente retomou algumas atividades públicas, incluindo manifestações e entrevistas. No entanto, os episódios de soluços e dores abdominais voltaram a se intensificar. Na semana passada, durante uma entrevista a uma rádio simpática ao seu grupo político, Bolsonaro teve dificuldades para concluir a fala devido aos sintomas.
O agravamento do quadro se acentuou após o ato realizado no último domingo (29), na Avenida Paulista, em São Paulo, onde discursou por cerca de 30 minutos sob forte sol. O evento foi organizado como protesto contra o Supremo Tribunal Federal (STF), com o mote “justiça já”, e teve forte mobilização de sua base política. A orientação médica para repouso compromete os planos de Bolsonaro de manter o engajamento com apoiadores em meio ao avanço das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado. O processo, que tramita no STF, entrou na fase de alegações finais, e a expectativa da Corte é que o julgamento ocorra já em setembro.
Apesar do afastamento temporário, aliados do ex-presidente afirmam que ele continuará sendo informado e participando das decisões estratégicas do PL nos bastidores, principalmente no que diz respeito à mobilização da base e às articulações jurídicas para sua defesa.

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