Professores da rede municipal de ensino de Salvador estão em greve há 65 dias e reivindicam uma audiência direta com o prefeito Bruno Reis (União Brasil) para buscar uma saída para o impasse que já se estende por mais de dois meses. A categoria rejeitou, mais uma vez, a proposta apresentada pelo Executivo soteropolitano na última terça-feira (8) e permanece mobilizada. Nesta quarta-feira (9), o grupo de trabalho do comando de greve se reuniu para elaborar uma contraproposta, que será levada à assembleia dos professores na próxima sexta-feira (11). Caso aprovada, o documento será encaminhado à Prefeitura com o pedido de abertura de uma nova rodada de negociações, desta vez com a presença do próprio prefeito.
A proposta anterior da administração municipal incluía alguns avanços em demandas da categoria, como a realização de concurso público ainda em 2025, reajustes em gratificações, pagamento de valores retroativos e a climatização das salas de aula até dezembro do ano que vem. Também estavam previstos a devolução dos valores descontados durante os dias parados e o cancelamento das faltas, condicionados à reposição das aulas. Apesar dessas sinalizações, os professores alegam que a proposta não contempla integralmente as pautas prioritárias e afirmam que a falta de diálogo direto com o chefe do Executivo municipal tem dificultado o avanço das negociações. A categoria tem defendido que a presença do prefeito nas discussões pode destravar pontos importantes e contribuir para uma solução mais rápida e justa para ambas as partes.
A paralisação dos educadores afeta milhares de estudantes da rede municipal em Salvador. Com o ano letivo comprometido, pais e responsáveis demonstram preocupação com a continuidade das aulas e com o calendário escolar. A Prefeitura ainda não informou se pretende atender à solicitação da audiência com Bruno Reis nem se irá avaliar a nova contraproposta, caso seja aprovada pela categoria na sexta-feira. Enquanto isso, a greve segue sem previsão de término, mantendo a tensão entre a gestão municipal e os profissionais da educação pública da capital baiana.
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