O ex-prefeito de Paratinga, Marcel Carneiro de Carvalho, permanece nomeado na Casa Civil do Governo da Bahia mesmo após ter sido um dos alvos da mais recente etapa da Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal no último dia 27 de junho. Durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua residência, os agentes apreenderam R$ 3,2 milhões em espécie escondidos dentro de um armário. Ligado ao deputado federal licenciado e atual titular da Casa Civil estadual, Afonso Florense (PT), Marcel é apontado como integrante de um suposto esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos. Apesar da gravidade das suspeitas, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) declarou publicamente que não pretende “largar a mão” de aliados investigados até que haja condenação definitiva na Justiça.
A manutenção do nomeado, entretanto, acende um alerta político no núcleo do governo, que perde margem para críticas à gestão municipal de Salvador, também alvo de investigações da Polícia Federal. A postura do governador contrasta com a exigência de punição imediata para adversários em casos semelhantes. Mesmo sob investigação e com a apreensão milionária em sua casa, Marcel não abre mão de seus planos eleitorais. Ele articula uma candidatura a deputado estadual em 2026, numa possível dobradinha com o deputado federal Sérgio Brito, que tentará a reeleição. Para viabilizar o projeto, já teria costurado um acordo com o deputado estadual Nelson Leal (PP), que abriria mão da disputa por um novo mandato para apoiá-lo.
Com os desdobramentos da Operação Overclean ainda em andamento, resta saber se o cenário político se manterá favorável para Marcel ou se a pressão institucional e judicial colocará os planos em risco. As informações são da coluna Radar do Poder, do site Política Livre.
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