Ancelotti é condenado na Espanha por fraude fiscal, mas não cumprirá pena em regime fechado
MUNDO 10/Jul/2025 - 16h00
Foto: @rafaelribeirorio /CBF

Ancelotti é condenado na Espanha por fraude fiscal, mas não cumprirá pena em regime fechado

Carlo Ancelotti, atual técnico da seleção brasileira de futebol, foi condenado nesta quarta-feira (9) pela Justiça da Espanha a um ano de prisão por fraude fiscal. A pena está relacionada à ocultação de rendimentos provenientes de direitos de imagem no ano de 2014, período em que o treinador comandava o Real Madrid. A sentença foi proferida após julgamento realizado em abril deste ano, no qual Ancelotti se declarou inocente. Mesmo assim, a Justiça entendeu que houve omissão deliberada de valores em sua declaração de impostos, contrariando as normas fiscais do país. A Promotoria havia solicitado uma pena mais severa, de quatro anos e nove meses de prisão, mas o tribunal optou por uma condenação mais branda.
Apesar da sentença, o técnico italiano não cumprirá pena em regime fechado. De acordo com a legislação penal espanhola, penas inferiores a dois anos para réus primários e sem envolvimento em crimes violentos são geralmente convertidas em medidas alternativas, como pagamento de multa ou prestação de serviços à comunidade. Além da pena de prisão, Ancelotti foi condenado ao pagamento de uma multa no valor de 386 mil euros, o equivalente a cerca de R$ 2,5 milhões. O montante representa uma pequena parcela de seu atual salário como técnico da seleção brasileira, estimado em 10 milhões de euros por ano — aproximadamente R$ 5,3 milhões mensais na cotação atual.
Ancelotti, que assumiu oficialmente o comando da seleção brasileira em maio de 2025, já havia enfrentado acusações semelhantes em 2015, mas foi absolvido naquele processo. Esta nova condenação reacende o debate sobre a relação entre figuras públicas e o fisco espanhol, que nos últimos anos também responsabilizou personalidades como Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar e Shakira por infrações semelhantes. Até o momento, nem o treinador nem a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) se pronunciaram sobre a decisão judicial. O técnico teve duas passagens pelo Real Madrid: a primeira entre 2013 e 2015, e a segunda de 2021 até o início deste ano, quando assumiu a seleção brasileira com contrato válido até a Copa do Mundo de 2026.

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