Faleceu na noite da última terça-feira (15), aos 65 anos, o ex-zagueiro Wagner Basílio, em decorrência de complicações renais. O ex-jogador travava uma batalha contra problemas nos rins desde 2019 e fazia hemodiálise, chegando a conviver com apenas 25% da função renal. Em 2021, realizou um transplante de rim, o que lhe permitiu viver mais quatro anos e cinco meses. Revelado pelo Corinthians em 1977, Wagner teve uma carreira de destaque no futebol brasileiro. Atuou por oito temporadas no clube paulista, acumulando mais de 50 partidas. Viveu seu melhor momento no São Paulo, entre 1986 e 1987, onde foi campeão brasileiro e marcou quatro gols, jogando ao lado de nomes como Careca, Muller e Raí.
O zagueiro também teve passagens pelo Coritiba, Sport e encerrou sua carreira profissional no Bahia, clube que defendeu entre 1989 e 1992. Pelo Tricolor Baiano, participou de várias partidas como titular da defesa e marcou três gols, integrando elencos que se destacaram no início da década de 1990. Na Seleção Brasileira, Wagner fez parte da equipe que disputou os Jogos Pan-Americanos de 1979, em San Juan, Porto Rico. Na final, foi um dos destaques ao marcar um dos gols na vitória sobre Cuba, que garantiu o ouro para o Brasil.
Após pendurar as chuteiras, tentou seguir carreira como técnico. Em 2017, chegou a ser apresentado como coordenador técnico do Humaitá, clube do interior do Amazonas. O projeto, porém, foi interrompido por falta de estrutura. Quando recebeu a notícia de um rim compatível em 2020, precisou adiar o transplante devido à recuperação de um cateterismo. Só no ano seguinte conseguiu passar pela cirurgia, realizada no Hospital do Rim, em São Paulo.
Durante sua trajetória, Wagner Basílio dividiu campo com grandes nomes do futebol nacional, como Sócrates, Neto, Dunga, Ramon Menezes e Marcelo Ramos.
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