O Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) emitiu parecer prévio favorável à aprovação das contas do governador Jerônimo Rodrigues (PT) referentes ao exercício de 2024, segundo ano de sua gestão. A decisão foi unânime, porém acompanhada de três ressalvas aprovadas pela maioria dos conselheiros, além de 112 recomendações e cinco ênfases para ajustes na administração estadual. A sessão plenária foi conduzida pelo presidente do TCE-BA, conselheiro Marcus Presídio, e contou com a presença de diversas autoridades do governo estadual. A procuradora-geral do Estado, Bárbara Camardelli, defendeu as ações do governo, enquanto a procuradora-chefe do Ministério Público de Contas (MPC), Camila Luz, destacou o descumprimento do piso salarial do magistério.
O relator do processo, conselheiro Inaldo Araújo, apontou avanços sociais, como a redução de 26% na extrema pobreza em 2023, menor índice desde o início da série histórica do IBGE, e o reconhecimento da primeira infância como eixo estratégico. Entretanto, ressaltou desigualdades ainda presentes, a não integralização total do piso do magistério (com 4,81% ainda fora do patamar) e pressões da previdência sobre o orçamento. As ressalvas se referem à realização de R$ 1,7 bilhão em despesas fora da norma, obrigações acima do orçamento em vários órgãos, e falhas no controle da inadimplência de convênios, incluindo a falta de um sistema eletrônico adequado. Entre as ênfases estão a revisão do Plano Plurianual 2024–2027, o crescimento do passivo previdenciário, o acompanhamento da ponte Salvador–Itaparica, a existência de contas bancárias não contabilizadas e pendências no julgamento do contrato da Fonte Nova Negócios e Participações S/A.
O TCE-BA determinou que o Poder Executivo apresente, em até 120 dias, um Plano de Ação para corrigir as fragilidades apontadas, com prazos e responsáveis definidos. Entre as autoridades presentes estiveram o secretário da Casa Civil, Afonso Florence; o secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner; o advogado-geral do Estado, Luís Augusto Rocha; e o presidente da Conder, José Trindade.
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