O médico mastologista Danilo Costa foi condenado pela Justiça a 43 anos de reclusão pelos crimes de estupro e importunação sexual cometidos contra pacientes em Itabira, Minas Gerais. Segundo denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, parte das vítimas estava em tratamento contra o câncer quando sofreram os abusos. Além da pena de prisão, o médico foi condenado a pagar indenizações por danos morais às vítimas, que variam de R$ 100 mil a R$ 400 mil, totalizando cerca de R$ 1,3 milhão. A sentença destacou que o médico se aproveitou da posição de autoridade e da relação de confiança estabelecida com as pacientes para cometer os crimes em ambientes hospitalar e ambulatorial, violando deveres éticos fundamentais da medicina. A conduta foi classificada como uma grave violação dos princípios profissionais, comprometendo a relação médico-paciente e instrumentalizando o ato médico para fins abusivos.
A Justiça determinou a comunicação da condenação ao Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais, com base nos artigos 213 (estupro) e 215-A (importunação sexual) do Código Penal. A medida reforça a gravidade dos crimes praticados durante o exercício da atividade médica, especialmente contra mulheres em situação de vulnerabilidade. As vítimas recebem apoio da Casa Lilian – Centro Estadual de Apoio às Vítimas, onde são assegurados o sigilo e o respeito à autonomia. Danilo Costa foi denunciado por mais de dez mulheres, mas as investigações continuam e novas vítimas podem ser incluídas. Funcionárias do hospital também denunciaram o médico por toques e falas inapropriadas.
A Justiça determinou que o médico permaneça preso preventivamente, negando o direito a recorrer em liberdade. Ele está preso desde 4 de fevereiro, quando foi indiciado por estupro, importunação sexual, violação sexual mediante fraude e assédio sexual. O réu nega as acusações. O Ministério Público informou que irá recorrer, solicitando aumento da pena. A promotora do caso informou que novas denúncias estão em investigação e que um novo processo pode ser aberto envolvendo pelo menos mais cinco mulheres.
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