Alunas de Riacho de Santana inovam com copos ecológicos feitos de papel
RIACHO DE SANTANA 28/Jul/2025 - 20h03
Foto: Reprodução / SCTI

Alunas de Riacho de Santana inovam com copos ecológicos feitos de papel

Um grupo de alunas do Colégio Estadual de Tempo Integral Sinésio Costa, em Riacho de Santana, no sudoeste da Bahia, desenvolveu uma solução inovadora para o problema do descarte de papel nas escolas: a criação de copos biodegradáveis a partir de papel reciclado. A iniciativa alia sustentabilidade, criatividade e educação ambiental. O projeto, que integra o programa pedagógico da escola, tem como objetivo principal reduzir o impacto ambiental causado pelo acúmulo de papel nas lixeiras e, ao mesmo tempo, conscientizar a comunidade escolar sobre a importância da reciclagem. A iniciativa foi conduzida pelas professoras Dulcinéia Ferreira e Nilva Araújo, com o envolvimento direto de sete estudantes.
De acordo com dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), papel e papelão representam mais de 10% dos resíduos sólidos urbanos gerados anualmente no Brasil, somando 8,57 milhões de toneladas. Diante desse cenário, as alunas decidiram transformar parte desse resíduo em um produto útil e ecologicamente viável. O processo de produção dos copos começa com a coleta e seleção dos papéis descartados na escola. Após a higienização, os materiais são triturados e moldados no formato desejado. Em seguida, os copos passam por uma secagem cuidadosa e recebem uma camada impermeável feita com ceras naturais, como cera de abelha ou de origem vegetal, o que os torna aptos para o uso com líquidos.
A proposta, batizada de "Ecovisionárias", também está alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). O projeto recebeu apoio da Secretaria da Educação da Bahia e mobilizou as estudantes Ana Luiza Menezes Oliveira, Bruna Dayssy de Souza Lima, Camila Souza Miranda, Fernanda Gabriela, Kawany Beatriz Sena de Amorim, Mariana Araújo Macêdo e Sofia Lima Alves. A ação já é vista como um exemplo prático de como a educação pode impulsionar soluções ambientais inovadoras, com baixo custo e grande impacto social.

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