Justiça da Itália decidiu nesta sexta-feira (1º) manter a prisão da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A parlamentar foi submetida a uma audiência de custódia dois dias após ser detida pelas autoridades italianas em Roma, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrida em 2023. Ela também foi sentenciada ao pagamento de R$ 2 milhões por danos coletivos. De acordo com as investigações, a deputada teria sido a autora intelectual da invasão que resultou na criação fraudulenta de um mandado de prisão contra o ministro do Supremo. O crime foi executado por Walter Delgatti, que confirmou em depoimento ter agido a mando da parlamentar e também foi condenado.
Após a condenação, Carla Zambelli deixou o Brasil em maio deste ano e solicitou asilo político na Itália, país do qual possui cidadania. O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, encaminhou às autoridades italianas o pedido oficial de extradição no dia 11 de junho, após decisão de Alexandre de Moraes. A permanência da parlamentar sob custódia italiana deve seguir enquanto o processo de extradição estiver em análise pelas autoridades do país europeu.
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