Edson Fachin é eleito presidente do STF para o biênio 2025-2027
BRASIL 14/Ago/2025 - 18h05
Foto: Fellipe Sampaio / SCO - STF

Edson Fachin é eleito presidente do STF para o biênio 2025-2027

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) elegeu, nesta quarta-feira (13), o ministro Edson Fachin para a Presidência da Corte e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no biênio 2025-2027. Na mesma sessão, o colegiado escolheu o ministro Alexandre de Moraes para assumir a Vice-Presidência. A posse está marcada para o dia 29 de setembro. A eleição seguiu a tradição prevista no Regimento Interno do STF, que orienta a escolha do ministro com mais tempo de atuação no Tribunal que ainda não tenha ocupado a Presidência. Fachin, que ingressou no STF em junho de 2015, foi indicado à Corte pela então presidente Dilma Rousseff e atualmente é relator de casos de grande repercussão nacional, como processos da Operação Lava Jato e ações envolvendo direitos fundamentais.
A sessão foi conduzida pelo atual presidente, ministro Luís Roberto Barroso, que destacou a importância da escolha. Em pronunciamento, Barroso afirmou que o país terá sorte em contar com a condução de Edson Fachin neste momento, ressaltando suas qualidades morais e intelectuais. Edson Fachin, paranaense de nascimento, é professor de Direito Civil e tem trajetória acadêmica marcada por atuação em temas como direitos humanos, democracia e garantias fundamentais. Durante sua gestão, ele também presidirá o CNJ, órgão responsável pelo controle administrativo e financeiro do Judiciário e pela coordenação de políticas judiciárias em todo o país.
Alexandre de Moraes, que ocupará a Vice-Presidência, ingressou no STF em 2017, indicado pelo então presidente Michel Temer. Moraes é conhecido por sua atuação firme em processos relacionados à defesa das instituições democráticas, combate à desinformação e segurança pública. A nova gestão assumirá em setembro, dando sequência ao trabalho da atual presidência, com desafios como a continuidade do julgamento de temas de alta complexidade jurídica, o fortalecimento da transparência e da eficiência do Judiciário, além do diálogo institucional com os demais poderes e a sociedade.

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