O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o comerciante Luiz Felipe Neder Silva, de 34 anos, deverá continuar atrás das grades. Ele foi indiciado pela Polícia Civil por cinco crimes após agredir a esposa - a delegada Ana Paula Kich Gontijo -, a segurança Edvânia Nayara Ferreira Rezende e Enioberto José de Jesus, que testemunhou a briga. O ato de selvageria, ocorrido em Três Corações, no Sul de Minas, foi filmado e repercutiu em todo o Brasil. Ao negar o habeas corpus impetrado pela defesa do acusado, a presidente da corte, ministra Laurita Vaz, alegou que não poderia se sobrepor a decisão de 1ª instância do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que negou o pedido. No despacho, a magistrada observou que o mérito do documento ainda será analisado. Para pedir a liberdade de Silva, os advogados alegaram que ele é réu primário, possui “excelentes” antecedentes e que o ato praticado tem “menor potencial ofensivo”, não oferecendo risco para a sociedade. As argumentações, porém, não foram suficientes para convencer o STJ a livrar o comerciante da cadeia. No despacho, a presidente do STF destacou que o réu já respondia por outros delitos, como tentativa de homicídio, posse ilegal de arma, tráfico de drogas e lesões corporais.
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