* Por Irlando Oliveira
A última pesquisa eleitoral do Ibope aponta Bolsonaro liderando o ranking a caminho do Planalto. O interessante é que os dados tabulados não consideraram na peleja um possível “candidato”: Lula — o ex-presidente e, agora, presidiário.
Quando usamos o termo “interessante” é em razão da perplexidade que nos assalta, considerando o fato de parte do povo brasileiro ainda imaginar — e apostar — na candidatura de uma personalidade que foi submetida a um processo crime e devidamente condenado pela Justiça.
Desta forma, percebemos, claramente, que algo está errado no nosso país, já que, mesmo com toda “via crúcis” de um processo criminal e o consequente julgamento, ainda se vislumbra a candidatura de alguém que feriu o pacto social, na medida em que se permitiu a condutas impróprias e desviantes, visando não o benefício da nação, mas se locupletar, conforme entendimento conclusivo da Justiça.
Até quando vai perdurar esta “novela” que, insistentemente e sem qualquer fundamento plausível, o partido do condenado vem nos infligindo? Já passou o momento de se por um ponto final nesta “novela sem graça” — desculpem a redundância, já que, para nós, toda ela é desinteressante.
Vivemos num país quimérico, “do conto de fadas”, e isto precisa mudar! Já não basta o descrédito do Brasil no cenário internacional? Já não basta a pecha, a nós dirigida, de sermos o país da corrupção? Chega a soar ridículo nos dias de hoje ainda se falar no nome desse ex-presidente condenado e, pior ainda, é se cogitar numa possível sua candidatura!
Irlando Lino Magalhães Oliveira é Tenente-Coronel da Reserva Remunerada da Polícia Militar da Bahia, escritor, ensaísta e especialista em gestão da segurança pública e direitos humanos.
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