Denunciado pela PGR, Temer evita assunto em homenagem em Goiás
POLíTICA 20/Dez/2018 - 09h11
Foto: Ueslei Marcelino/ Reuters

Denunciado pela PGR, Temer evita assunto em homenagem em Goiás

O presidente Michel Temer negou nesta quarta-feira (19) a existência de irregularidades no caso do Decreto dos Portos e disse que provará sua inocência. Temer e mais cinco pessoas por corrupção passiva e lavagem de dinheiro são alvo de uma nova denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR). “O presidente Temer provará, nos autos judiciais, que não houve nenhuma irregularidade no decreto dos Portos, nem benefício ilícito a nenhuma empresa”, informou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência por meio de nota. De acordo com o jornal o Estado de S. Paulo, à noite, ao ser ao ser homenageado em evento da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), em Goiânia, Temer evitou o assunto. De forma genérica, o presidente disse apenas que foi vítima de “uma trama moral” que muito o agrediu, sem especificar se falava das outras duas denúncias anteriores, oferecidas pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. A Rodrimar, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que os executivos denunciados pela PGR foram afastados da empresa desde o início do ano. Segundo a companhia, isso permitiria “a máxima isenção e transparência durante o período em que os processos em questão estiverem tramitando na Justiça”. A empresa também disse que “continua pautando a sua gestão dentro dos mais elevados padrões de governança corporativa”. O advogado Maurício Silva Leite, que defende o coronel João Baptista Lima Filho, amigo pessoal de Temer, informou que somente se manifestará após de analisar o teor da denúncia feita pela PGR. Os outros denunciados não foram localizados até a conclusão da edição. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apresentou nesta quarta-feira denúncia contra Temer por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, que apura se houve favorecimento a empresas do setor portuário na edição de um decreto de 2017. Essa é a terceira denúncia apresentada contra Temer pela PGR desde que ele assumiu o cargo, em 2016.


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