Por Juliana Alves/ Blog Regional
Atualmente, a segurança se tornou o principal critério na hora dos pais escolherem onde seus filhos irão estudar. O último levantamento do Ibope mostra isso: 87% dos pais entrevistados responderam que priorizam a segurança na escolha de um colégio particular. A qualidade do ensino e a disciplina ficaram logo atrás, com 81% e 74%, respectivamente. Mas como saber se uma instituição de ensino é, de fato, segura? Geralmente o primeiro pensamento que surge é se ela possui estruturas fortificadas, câmeras espalhadas pelas instalações e vigias nos locais de acesso. Entretanto, uma instituição de ensino segura é aquela que apresenta maior conhecimento dos seus fatores de risco e planeja sua segurança, não só com investimento em equipamentos e softwares, mas também na determinação de treinamentos e procedimentos, buscando atender às suas necessidades. Os sistemas são apenas parte dessa mentalidade e não isoladamente o objetivo ou a única ferramenta que deve permitir uma gestão efetiva da segurança. Essa preocupação se torna ainda mais latente quando observamos que as crianças têm entrado em contato com a escola cada vez mais cedo, algumas já chegam a passar mais tempo neste ambiente do que na própria casa. E durante este período as escolas se tornam responsáveis pela integridade física dos alunos. Então prevenir acidentes causados por quedas ou relacionados a outros aspectos que tangem o ambiente escolar devem ser a preocupação de todos os educadores e diretores infantis.
Todo local onde existe grande concentração e movimentação de pessoas está vulnerável a ocorrências capazes de comprometer a segurança do ambiente. Os riscos podem variar desde acidentes ou fenômenos naturais, como tempestades, inundações, desabamentos e incêndios, até danos causados pelo ser humano, como furtos, assaltos, homicídios e atentados. As escolas, por apresentarem essas características, ou seja, grande concentração e movimentação de pessoas, estão, certamente, expostas a esses riscos e perigos. Some-se a isso o crescimento alarmante dos índices de criminalidade em todo o país, com o aumento de práticas como tráfico de drogas, sequestros, assaltos e crimes dos mais variados tipos. Por isso, há necessidade de se criar sistemas de segurança capazes de proteger o ambiente escolar, incluindo professores, alunos e funcionários. É importante observar que as medidas de segurança só funcionarão e terão a eficácia desejada se forem adequadamente planejadas e executadas; ou seja, elas não podem ser adotadas de forma estanque ou isoladas, uma vez que o sucesso de uma medida sempre dependerá da outra. Como exemplo, pode-se constatar que uma boa proteção perimetral pode impedir o acesso de ladrões ao estabelecimento e o controle de acesso eficiente poderá impedir a entrada na escola de um futuro sequestrador ou ladrão. Assim, a prevenção de furtos acaba dependendo de uma boa proteção perimetral e a prevenção de sequestros pode acabar dependendo do controle de acesso, e assim por diante. Abordar temas como: proteção perimetral; vigilância; identificação e controle de acesso; proteção contra furtos e assaltos; prevenção e combate a incêndios; crises e emergências; iluminação e energia elétrica; violência e vandalismo; álcool e drogas; armas de fogo e sequestros. Além disso, devem ser aprendidas técnicas básicas e fundamentais de planejamento e administração de segurança, sem as quais a proteção do estabelecimento não terá a eficiência desejada. A administração cotidiana da segurança também é de fundamental importância para o sucesso de suas operações. De nada adianta equipamentos sofisticados e um considerável efetivo se todos os recursos materiais e humanos forem mal gerenciados.
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