Testes rápidos positivos terão validade para notificar casos de coronavírus na Bahia
61 14/Mai/2020 - 10h17
Foto: Leonardo Rattes/ Ascom Sesab

Testes rápidos positivos terão validade para notificar casos de coronavírus na Bahia

A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) publicou nesta semana um novo manual que detalha o passo a passo para a notificação dos casos suspeitos do novo coronavírus pelas prefeituras e unidades de saúde do estado. O documento também define os critérios a serem adotados para a coleta de material biológico e o tipo de teste adequado para cada situação. O titular da pasta, Fábio Vilas-Boas, diz que, “diante de um resultado positivo de teste rápido ou RT-PCR, a notificação deve ser feita imediatamente pelas instituições de saúde do setor público ou privado em todo o território nacional”, explica Vilas-Boas. O documento elaborado pela Sesab esclarece que o teste rápido deve possuir registro na Anvisa e ser validado pelo Instituto Nacional e Controle e Qualidade em Saúde (INCQS). “Além disso, o resultado deve ser interpretado por um médico”, afirma a diretora da Vigilância Epidemiológica da Bahia, Márcia São Pedro.



Critérios para exames 



No Sistema Único de Saúde (SUS), a coleta de amostras para a realização do exame RT-PCR, que é o padrão ouro para a identificação do genoma viral, deve ocorrer em cinco situações: em pacientes internados com suspeita de coronavírus, independente da gravidade; em pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG); em profissionais de saúde com síndrome gripal suspeitos de Covid-19 ou que tenham tido contato com casos confirmados de coronavírus, mesmo que assintomáticos; em pacientes que foram a óbito com suspeita da doença, cuja coleta não pôde ter sido realizada em vida; e em indivíduos institucionalizados durante investigação de surtos da doença. Já o teste rápido, que detecta os anticorpos, deve ser utilizado em pacientes com quadro clínico-epidemiológico compatível com o coronavírus; profissionais de segurança pública e de saúde em atividade, independente de sintomas; contato domiciliar de profissional de saúde ou de segurança pública em atividade, independente dos sintomas; pessoas com 60 anos ou mais, sintomáticos ou não, residentes em instituições de longa permanência de idosos ou portadores de comorbidades de risco para complicação da Covid-19.


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