O mês de Maio chegou e a Campanha Faça Bonito faz menção do Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil – 18 de Maio
10 07/Mai/2021 - 08h21
Foto: Divulgação

O mês de Maio chegou e a Campanha Faça Bonito faz menção do Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil – 18 de Maio

Com intuito de conscientizar e alertar a população sobre a realidade de muitas crianças e adolescentes, a campanha tem como compromisso proteger esse público. São divulgados conteúdos midiáticos,  materiais educativos, aplicativos para denuncia, realização de projetos de capacitação para profissionais, de modo que consigam identificar casos na qual a criança ou adolescente possam ter vivenciado tal experiência traumática.



Como profissional da Psicologia, posso afirmar que o número de crianças e adolescentes que sofrem ou sofreram algum tipo de abuso, exposição a conteúdos pornográficos ou exploração é frequente. Ao contrário do que muitos pensam, não tem relação com classe social, baixa renda, média ou alta.



Pensar em como orientar para filhos para evitar situações de abuso ou violência tornar-se indispensável. O primeiro ponto que cabe destacar é a Escuta, culturalmente temos o hábito de silenciar as crianças, em convívio social, a criança tem que respeitar enquanto o adulto tem o porta voz e não prestamos atenção quando algo importante está sendo dito por elas. A escuta não refere-se apenas a linguagem verbal, mas não verbal também. As crianças e adolescentes manifestam o que sente e vive pelo comportamento diário, estejam atentos. 



Precisamos falar com as crianças sobre abuso e violência, ensinando o limite do próprio corpo.



 Algumas sugestões de abordagens de acordo com a idade: 



18 meses: ensine a criança os nomes apropriados das partes do corpo, como a família tem costume de fazer referência, florzinha, pirulito, pipi, pepeca, bmbum, peito e outros.  



3 a 5 anos: ensine a sua criança as "partes privadas" do corpo e a dizer "NÃO" se alguém estranho quiser tocar. 



5 a 8 anos: explique as normas de segurança quando estiverem longe de casa e a diferença entre um carinho bom e um carinho não apropriado. A não aceitar doces ou brinquedos de estranhos e também compartilhar sobre qualquer tipo de experiências que desperte sensação de medo ou vergonha.  



8 a 12 anos: explique as regras de conduta sexual aceitas pela família;



Em caso de suspeita ou dúvidas procure um profissional. Precisamos descontruir a ideia que crianças criam coisas, estão mentindo... crianças dizem verdades. Sou afetada frente a tantos casos que conheço na qual a criança ou o adolescente falou para um familiar e ninguém quis acreditar. 



Abuso e violência é uma realidade, não seja conivente com essa prática, denuncie já!


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