O virus da zika, após deixar a corrente sanguínea, continua se replicando em células dos testículos, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira na revista especializada "Science Advances". A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Yale , nos Estados Unidos, e testada em roedores, afirma que o vírus causa inflamação e diminuição dos níveis de testosterona, entre outros efeitos. "Foi reportado que o vírus da zika podia ser detectado no sêmen por períodos prolongados depois da infecção no ser humano. Portanto, pensamos na hipótese de que o vírus pode se replicar nos testículos e a comprovamos usando um modelo com ratos", explicou à Agência Efe Ryuta Uraki, o pesquisador de Yale que dirigiu o estudo. Para realizar a pesquisa, os especialistas infectaram ratos e notaram que o vírus desaparecia do sangue dos animais após 21 dias, mas ainda estava presente nos testículos, que tinham encolhido "significativamente", o que para Uraki indica que as células morreram depois da infecção.
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