As entidades religiosas, da Sociedade Floresta Sagrada Alto de Xangô e do Centro Cultural Alto de Xangô, na cidade de Brumado, estão sendo vítimas de intolerância religiosa. A denúncia foi divulgada pela TV Uesb, no Uesb Notícias 1ª Edição, desta quinta-feira (10). De acordo com a reportagem, a área de 10 hectares pertence à União, mas as entidades religiosas possuem a posse mansa e pacífica desde 20o2. No entanto, a traquilidade do Babalorixá, Dionata de Xangô e dos filhos de santo foi destruída. Eles vem sofrendo perseguições desde 2015 e o local está sendo destruído. A reportagem mostra que a situação ficou ainda pior em 2021 quando um grupo de pessoas começou a desmatar a área da Floresta Sagrada Alto de Xangô. Várias árvores foram destruídas e até os animais estão perdendo o seu habitat natural. O motivo é porque na área, que é de preservação ambiental, esses invasores estão construindo um loteamento residencial e comercial de forma irregular já que não possui autorização dos órgãos responsáveis. Além da floresta, o Centro Cultural Alto de Xangô, também está sendo alvo de destruição. A situação foi levada à Defensoria Pública do Estado da Bahia, na cidade de Brumado, e está acompanhado o caso. Uma liminar, que tem como réu o Município de Brumado, foi impetrada pelo órgão, no dia 22 de junho de 2021, teve parecer favorável pelo Tribunal de Justiça da Bahia, mas até o presente momento não foi cumprida. Em nota enviada à TV Uesb, a defensoria informou que “o Município de Brumado, Réu na ação, não apresentou até agora qualquer atitude no sentido de fazer cessar o avanço do loteamento, os invasores permanecem no território construindo ao alvedrio das normas ambientais, municipais e, sobretudo, da decisão judicial que proibiu qualquer atividade no local, ameaçam o culto religioso candomblecista”, diz trecho da nota. Em outro trecho, a Defensoria Pública afirma que “clama às demais autoridades envolvidas no caso que se sensibilizem com a situação e também adotem as medidas cabíveis”. A redação da TV Uesb também solicitou um posicionamento do Ministério Público da Bahia, mas não obteve retorno. Enquanto a situação não é solucionada, o povo de santo pede que a justiça seja feita. “Eu peço que as autoridades federais e estaduais possam estar fazendo as devidas providências porque a gente já não sabe mais o que fazer, eu e meu povo de matriz africana estamos vivendo tempos sombrios, estamos sendo ameaçados, perseguidos, tá um caos, um absurdo o que a gente tá vivendo aqui. É preciso que o judiciário faça alguma coisa”, diz Pai Dionata de Xangô. A reportagem da jornalista Samara Dias você confere na íntegra a seguir:
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