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MP investiga participação de policial civil em ação que resultou em oito mortes na Bahia
ITATIM 12/Jul/2025 - 10h11
Foto: Divulgação / SSP-BA

MP investiga participação de policial civil em ação que resultou em oito mortes na Bahia

O Ministério Público do Estado da Bahia deflagrou, na última sexta-feira (11), a segunda fase da Operação Sangue Oculto, que investiga as circunstâncias da morte de oito pessoas durante uma ação policial ocorrida em julho de 2023, no município de Itatim. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços nos municípios de Itatim e Itaberaba, como parte das diligências conduzidas em conjunto com a Força Correicional Especial Integrada (Force), da Corregedoria-Geral da Secretaria da Segurança Pública, e a Corregedoria da Polícia Civil. As ordens judiciais foram cumpridas em um endereço residencial e outro profissional ligados a um policial civil investigado por suposta participação direta na idealização, planejamento e execução da operação que resultou nas mortes. Foram apreendidos um aparelho celular e outros dispositivos eletrônicos, que agora serão analisados no curso das investigações.
A operação é um desdobramento da primeira fase da Sangue Oculto, deflagrada em 7 de junho de 2024. Na ocasião, o Ministério Público reuniu elementos de prova que apontam para o possível envolvimento do agente da Polícia Civil nas ações que culminaram com a morte de oito pessoas — entre elas, três adolescentes, sendo a mais nova com 13 anos de idade. As vítimas, seis homens e duas mulheres, morreram durante uma intervenção da Rondesp Chapada no Morro do Tigre, zona rural de Itatim, em 30 de julho de 2023. A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), órgãos especializados do MP baiano, que atuam na apuração de eventuais ilegalidades praticadas por agentes públicos durante ações de segurança.
Segundo o Ministério Público, a segunda fase da operação visa aprofundar as linhas investigativas que surgiram após o avanço nas análises técnicas e depoimentos colhidos desde o início do processo. A ação também reforça o compromisso das instituições com a apuração rigorosa de ações que envolvem o uso da força letal por agentes estatais, especialmente quando há suspeitas de irregularidades ou excessos. O caso segue sob sigilo judicial e, até o momento, não foram divulgados nomes dos envolvidos. As investigações continuam sob responsabilidade do MP-BA, que deve apresentar novos desdobramentos nas próximas semanas.

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