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Uma nova variante do vírus da Covid-19, identificada como BA.3.2, já foi registrada em pelo menos 23 países, segundo análise dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. Apesar da capacidade maior de escapar da resposta imunológica, a Organização Mundial da Saúde afirma que não há evidências de aumento na gravidade dos casos nem de perda relevante da proteção oferecida pelas vacinas. No Brasil, até o momento, não há confirmação da circulação da linhagem. A variante foi identificada pela primeira vez na África do Sul, em novembro de 2024, e voltou a ganhar força a partir de setembro de 2025. Em alguns países europeus, como Dinamarca, Alemanha e Holanda, já representa cerca de 30% das amostras analisadas semanalmente, indicando avanço consistente da linhagem. Especialistas apontam que a BA.3.2 apresenta um número elevado de mutações na proteína Spike — estrutura usada pelo vírus para invadir células humanas. Essa característica explica a maior capacidade de escapar de anticorpos, o que pode facilitar reinfecções, mesmo em pessoas previamente imunizadas ou que já tiveram contato com o vírus. Apesar disso, a avaliação da Organização Mundial da Saúde é de que a variante não representa um risco adicional significativo em relação às cepas já em circulação. Até agora, não foram observados aumentos relevantes em hospitalizações ou mortes associados à nova linhagem. A principal estratégia de proteção continua sendo a vacinação. No Brasil, a imunização contra a Covid-19 segue incluída no calendário para gestantes, idosos, crianças de 6 meses a 5 anos e grupos prioritários, como imunocomprometidos, profissionais de saúde e pessoas com comorbidades. Para a população fora desses grupos, não há, neste momento, recomendação de novas doses.
O papa Leão XIV pediu neste domingo (08) a abertura de diálogo e o fim das hostilidades no Oriente Médio. O apelo foi feito após a oração do Angelus, realizada na Praça de São Pedro, no Vaticano. Durante a mensagem, o pontífice demonstrou preocupação com o avanço da violência na região, especialmente no Irã, e afirmou que o cenário atual tem provocado um clima de medo e insegurança. “Do Irã e de todo o Oriente Médio continuam chegando notícias que causam profunda consternação. Aos episódios de violência e devastação soma-se um clima generalizado de ódio e medo”, afirmou o papa. Leão XIV também alertou para o risco de ampliação do conflito para outros países da região, citando o Líbano como um dos locais mais vulneráveis à instabilidade. O líder da Igreja Católica pediu que a comunidade internacional busque soluções pacíficas para a crise. “Elevemos nossa oração para que cesse o barulho das bombas, calem-se as armas e se abra um espaço de diálogo”, declarou. O papa concluiu o apelo confiando a oração a Maria, a quem chamou de Rainha da Paz, pedindo proteção para as vítimas da guerra e caminhos de reconciliação entre os povos. Nos últimos dias, a escalada do conflito no Oriente Médio aumentou após ataques envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, elevando a tensão na região e ampliando o risco de um confronto de maior dimensão.
O governo da Espanha anunciou, nesta terça-feira (3), que pretende proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais. A decisão aproxima o país da política adotada recentemente pela Austrália e reforça uma tendência internacional de endurecimento das regras para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez durante o World Government Summit, em Dubai. Segundo ele, as plataformas digitais serão obrigadas a implementar mecanismos eficazes de verificação de idade, substituindo os sistemas atualmente utilizados, considerados frágeis pelo governo espanhol. Sánchez afirmou que as redes sociais funcionam hoje como um Velho Oeste digital, no qual crimes e abusos acabam sendo tolerados. A proposta deve ser aprovada pelo Conselho de Ministros na próxima semana e altera um projeto de lei que já está em tramitação, passando a proibir de forma explícita o cadastro de menores nessas plataformas. Além da restrição de acesso, o governo espanhol pretende avançar em uma legislação que responsabilize criminalmente executivos de empresas de tecnologia que não removam conteúdos ilegais ou de ódio. A proposta também prevê punições para práticas de manipulação algorítmica que ampliem a circulação desse tipo de material. O primeiro-ministro informou ainda que a Espanha passou a integrar uma coalizão com outros cinco países europeus para coordenar regras e fiscalizações conjuntas. O objetivo é tornar a aplicação das novas normas mais rigorosa e eficaz, inclusive em âmbito internacional.
Um avião de pequeno porte caiu e pegou fogo instantes após decolar do aeródromo de Paipa, no departamento de Boyacá, na Colômbia, na tarde de sábado (11). A queda deixou seis mortos, entre eles o cantor colombiano Yeison Jiménez, de 34 anos, conhecido por sua projeção na música popular do país. De acordo com a Aeronáutica Civil, a aeronave privada decolou por volta das 16h com destino a Medellín, mas não conseguiu alcançar altitude suficiente, desviou da rota e acabou caindo em uma área próxima a uma formação de mata. O impacto foi seguido de incêndio, o que impossibilitou qualquer tentativa de resgate no local. A Promotoria da Colômbia instaurou investigação para identificar as causas da queda. Os corpos das vítimas serão encaminhados a Bogotá para realização de exames periciais, que devem auxiliar na apuração das circunstâncias do acidente. Yeison Jiménez teve a morte confirmada pelas autoridades. O artista era considerado um dos principais representantes da música popular colombiana e ganhou notoriedade ao assinar contrato com uma gravadora ligada à Universal Music. Entre seus maiores sucessos estão músicas como Aventurero, Guaro e Pedazos. A agenda do cantor incluía apresentações em diversos departamentos do país, e a viagem para Medellín fazia parte de seus compromissos profissionais.
O Vaticano divulgou nesta terça-feira (25) um novo decreto aprovado pelo papa Leão XIV estabelecendo orientações para os católicos em relação ao casamento e à vida conjugal. O documento reafirma a posição da Igreja Católica contra a poligamia e orienta os fiéis a manterem uma união exclusiva e duradoura com uma única pessoa. A publicação, direcionada aos mais de 1,4 bilhão de católicos no mundo, critica práticas como poligamia, poliamor e relações múltiplas. Segundo o texto, essas formas de relacionamento são consideradas incompatíveis com a visão de união estável defendida pela doutrina católica. O decreto também menciona situações vividas em comunidades africanas, inclusive envolvendo integrantes da Igreja, onde a poligamia ainda é praticada. Embora não trate do divórcio, que não é reconhecido pela instituição, o Vaticano reforça que o casamento deve ser entendido como um compromisso único e permanente. O documento afirma que a união matrimonial é formada por duas pessoas e exige uma ligação completa, que não pode ser dividida com terceiros. A Santa Sé destaca ainda que a exclusividade faz parte da natureza do sacramento e que a relação conjugal pressupõe igualdade e reciprocidade entre os cônjuges. Com a nova diretriz, a Igreja reafirma seu entendimento tradicional sobre a vida matrimonial e busca orientar seus fiéis quanto à importância da fidelidade e da estabilidade na relação.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que não tinha conhecimento da prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, realizada na manhã de hoje em Brasília por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A declaração ocorreu durante entrevista ao correspondente da Record em Washington, Mathias Brotero. Ao ser informado pelo jornalista, Trump demonstrou surpresa e questionou o que havia acontecido, classificando a situação como lamentável. O norte-americano é visto como um aliado político por apoiadores do ex-presidente brasileiro e, em julho deste ano, chegou a justificar a criação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros citando Bolsonaro e alegando perseguição por parte do ministro Alexandre de Moraes. A prisão preventiva do ex-presidente foi decretada com base no risco de fuga. Segundo a decisão do ministro, a curta distância entre a residência onde Bolsonaro cumpria monitoramento domiciliar e o Setor de Embaixadas Sul, em Brasília, permitiria um eventual deslocamento rápido para buscar abrigo diplomático. O episódio ocorre em meio a investigações sobre possíveis tentativas de violar o sistema de monitoramento eletrônico ao qual Bolsonaro estava submetido.
O governo dos Estados Unidos retirou tarifas de 40% que incidiam sobre diversos produtos brasileiros, entre eles carne bovina, café, frutas, bebidas e petróleo. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (20) e representa um avanço nas negociações entre os dois países, com impacto direto no agronegócio e em setores da indústria nacional. A medida foi formalizada por ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump. O documento aponta que o recuo nas tarifas ocorreu após tratativas diretas entre Trump e o presidente Lula, que discutiram a revisão das cobranças impostas anteriormente ao Brasil. A suspensão amplia um movimento iniciado na semana passada, quando o governo norte-americano já havia eliminado uma tarifa de 10% aplicada a parte dos alimentos exportados pelo país. A expectativa é de que a retirada das taxas melhore a competitividade dos produtores brasileiros e fortaleça o fluxo comercial entre as duas nações.
Sacerdotes do Regional Nordeste 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que abrange os estados da Bahia e de Sergipe, seguem em processo de formação e especialização no Colégio Pio Brasileiro, em Roma. A instituição, mantida pela CNBB, recebe padres de todo o país que realizam cursos de pós-graduação e estudos teológicos nas universidades pontifícias da capital italiana. Na foto registrada nesta quarta-feira (29), estão presentes o bispo emérito de Livramento de Nossa Senhora, Dom Armando Bucciol, e sacerdotes das arquidioceses de São Salvador da Bahia, Feira de Santana e Vitória da Conquista, além das dioceses de Camaçari, Jequié, Alagoinhas, Teixeira de Freitas, Livramento de Nossa Senhora, Serrinha, Caetité e Estância.
O momento simboliza a presença e a comunhão entre os padres do Regional, que em Roma se dedicam à formação contínua para servir com ainda mais eficiência à missão evangelizadora da Igreja no Brasil.
As universidades estaduais da Bahia conquistaram reconhecimento internacional ao integrarem o World University Rankings 2026, elaborado pela revista britânica Times Higher Education (THE) — uma das mais prestigiadas avaliações acadêmicas do mundo. O ranking reúne as melhores instituições de Ensino Superior de 115 países, entre elas nomes de referência mundial como Harvard, Yale e Colúmbia, e avaliou 2.191 universidades com base em critérios de desempenho acadêmico, científico e social.
As universidades estaduais de Feira de Santana (Uefs), de Santa Cruz (Uesc), do Sudoeste da Bahia (Uesb) e do Estado da Bahia (Uneb) estão presentes na lista, evidenciando a qualidade do ensino, da pesquisa e da inovação desenvolvidas nas instituições públicas baianas. O levantamento analisou cinco pilares principais: Ensino, Ambiente de Pesquisa, Qualidade da Pesquisa, Indústria (transferência de conhecimento e impacto econômico) e Perspectiva Internacional (colaboração com instituições estrangeiras). Esses indicadores medem o impacto acadêmico e social das universidades, reforçando a relevância das instituições estaduais da Bahia no cenário global.
A presidente da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Annalena Baerbock, afirmou nesta quarta-feira (8) que o acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza representa um raio de esperança após mais de 700 dias de guerra, destruição e sofrimento. O pacto, resultado de intensas negociações internacionais, foi construído a partir de uma proposta de 20 pontos elaborada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e aceita por Israel e pelo grupo Hamas. Baerbock destacou que este é o momento ideal para consolidar um caminho rumo à paz definitiva, com a libertação de todos os reféns israelenses e o restabelecimento da ajuda humanitária ao território palestino. Em Tel-Aviv, familiares de reféns comemoraram o anúncio, vendo no acordo uma chance de reencontro e de retomada da esperança após meses de tensão.
O cessar-fogo foi defendido por diversos líderes mundiais durante a última Assembleia Geral da ONU, quando se reforçou a necessidade de um novo pacto político que encerre o domínio do Hamas em Gaza, reduza a ocupação israelense e abra espaço para uma solução baseada em dois Estados, garantindo segurança e dignidade a israelenses e palestinos. Nos Estados Unidos, o embaixador israelense Yechiel Leiter afirmou à CNN que os reféns ainda mantidos pelo Hamas devem ser libertados entre domingo (12) e segunda-feira (13), após a aprovação da lista de prisioneiros palestinos que serão trocados no acordo. O diplomata afirmou que a expectativa é de que o cessar-fogo leve à reconstrução de Gaza e ao início de um processo político mais amplo para estabilizar a região. Para Baerbock, o acordo simboliza o início de um novo ciclo de diálogo e reconstrução, capaz de restabelecer a confiança entre as partes e oferecer uma possibilidade real de paz duradoura no Oriente Médio.
Os casais que pretendem se casar nas igrejas católicas devem ficar atentos às novas regras estabelecidas pela Igreja para as cerimônias religiosas. As mudanças, já em vigor em diversas dioceses do mundo, têm o objetivo de resgatar o sentido litúrgico e espiritual do matrimônio, evitando que o sacramento seja tratado como um evento social ou cenográfico. Entre as principais alterações está a limitação do número de padrinhos e madrinhas. A partir de agora, cada casamento poderá ter no máximo oito casais. De acordo com autoridades eclesiásticas, a medida visa manter a sobriedade das celebrações e reforçar o caráter religioso do matrimônio.
Representantes da Pastoral Familiar destacaram que o descumprimento das novas diretrizes pode resultar até na anulação do casamento religioso, motivo pelo qual os noivos devem se informar previamente sobre as normas antes da cerimônia. As novas orientações também determinam que a decoração deve ser simples, com no máximo quatro arranjos de flores, ficando proibidos espelhos, tapetes de vidro e passarelas de madeira. Durante a cerimônia, somente músicas sacras poderão ser executadas, sendo permitidas canções populares apenas na saída do casal. No momento do “sim”, brincadeiras, hesitações ou respostas fora do protocolo poderão invalidar o sacramento.
Crianças não poderão mais utilizar carrinhos elétricos, fantasias ou fazer performances durante o cortejo. O curso de noivos permanece obrigatório, mas poderá ser realizado em outra paróquia. Outra orientação reforça a pontualidade: atrasos não serão mais tolerados, e a celebração deverá começar no horário previsto. A Igreja também reafirmou a ordem tradicional das entradas: primeiro o noivo, seguido pelos padrinhos, a noiva e, por fim, as crianças. Com essas mudanças, a instituição busca retomar a essência do casamento como um sacramento de fé, simplicidade e compromisso diante de Deus.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (11) estar surpreso com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Primeira Turma da Corte decidiu, por maioria, condenar Bolsonaro e outros sete aliados por tentativa de golpe de Estado. A dosimetria da pena será anunciada nesta sexta-feira (12). Ao deixar a Casa Branca rumo a Nova York, Trump comentou o caso e afirmou que a situação de Bolsonaro lembra os processos judiciais que ele próprio enfrentou em seu país. “Eu achei que ele foi um bom presidente do Brasil. E é muito surpreendente que isso possa acontecer. Isso é muito parecido com o que tentaram fazer comigo, mas não conseguiram de jeito nenhum. Mas só posso dizer o seguinte: eu o conheci como presidente do Brasil e ele é um bom homem”, disse o mandatário norte-americano.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, adotou tom mais duro e prometeu resposta contra o Brasil. Em publicação na rede social X, ele acusou o relator Alexandre de Moraes de “violador de direitos humanos” e classificou a decisão do STF como “caça às bruxas”. Rubio afirmou que “os Estados Unidos responderão de forma adequada”. As críticas se somam a medidas já anunciadas anteriormente pela Casa Branca. Em julho, Trump enviou carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informando a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, justificadas em parte pelo que chamou de perseguição contra Bolsonaro.
O Itamaraty reagiu às declarações norte-americanas e, em nota divulgada na terça-feira (9), rejeitou o “uso de sanções econômicas ou ameaças de uso da força” como forma de interferência na democracia brasileira. O episódio amplia a tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos em meio à condenação histórica de um ex-presidente brasileiro por tentativa de golpe.