Essa categoria tem 6 posts encontrados
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou a desfiliação partidária de 84 policiais militares da ativa lotados em unidades da região oeste do estado, após constatar que os agentes permanecem vinculados a partidos políticos, o que configura irregularidade prevista na Constituição Federal e no Estatuto dos Policiais Militares da Bahia. A recomendação foi encaminhada no último dia 6 de outubro aos comandos de Policiamento da Região Oeste (CPR-O), da Companhia Independente de Policiamento Tático da Região Oeste (CIPT-O) e da Companhia Independente de Policiamento Especializado do Cerrado (Cipe Cerrado).
De acordo com o MP-BA, o levantamento foi baseado em informações do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que identificou militares da ativa com filiação partidária. O órgão destacou que, embora o Estatuto estadual não traga proibição expressa, prevalece a legislação federal, que veda a filiação de militares em exercício a partidos políticos, em respeito aos princípios da hierarquia, disciplina e neutralidade política. O documento orienta os comandos das unidades a notificar os policiais para que realizem a desfiliação em até 15 dias após o recebimento da notificação. O descumprimento do prazo deverá resultar na instauração de procedimentos administrativos disciplinares.
O Ministério Público também determinou que os comandos adotem rotinas de verificação periódica junto à Justiça Eleitoral e enviem um relatório detalhado das medidas tomadas em até 45 dias. O não cumprimento da recomendação poderá gerar ações judiciais e responsabilização funcional das autoridades envolvidas.
Um grupo criminoso especializado em estelionato foi desarticulado nesta terça-feira (7) em uma operação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Militar da Bahia, no Oeste do estado. A ação, coordenada pela 26ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin), sediada em Santa Maria da Vitória, resultou na prisão de dois suspeitos, de 19 e 25 anos, e na apreensão de materiais utilizados nos golpes. A operação teve início no município de Correntina, onde os homens foram presos em flagrante pela Polícia Militar após aplicarem golpes contra moradores da região. Em seguida, as equipes da Polícia Civil constataram que a dupla estava envolvida em uma série de estelionatos praticados contra pessoas vulneráveis.
De acordo com as investigações, os criminosos atuavam em agências bancárias, observando potenciais vítimas e utilizando estratégias de fraude para obter transferências e dados pessoais. A partir de imagens de segurança coletadas pela Polícia Civil em Santa Maria da Vitória, foi possível identificar os mesmos indivíduos cometendo novos golpes. Uma das vítimas, uma mulher de 66 anos, reconheceu os suspeitos como autores de um golpe sofrido em setembro de 2025. Outra vítima, também idosa, compareceu à delegacia e confirmou a identidade de um dos criminosos.
Durante o avanço das investigações, o trabalho de inteligência revelou que o grupo mantinha conexões interestaduais, atuando também em Pernambuco. Um casal foi preso em flagrante em Caruaru após receber transferências via PIX enviadas pelos suspeitos detidos na Bahia, incluindo um valor de R$ 750,00 proveniente de uma das vítimas. Os presos foram encaminhados à Delegacia Territorial de Santa Maria da Vitória, onde foram autuados em flagrante e permanecem à disposição da Justiça. Segundo a Polícia Civil, as diligências continuam com o objetivo de identificar outros envolvidos e rastrear possíveis vítimas do grupo criminoso.
Com o objetivo de fortalecer o combate a crimes agrários no Oeste da Bahia, a Secretaria da Segurança Pública do Estado, em parceria com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA) e a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), lançou nesta segunda-feira (29) a 12ª edição da Operação Safra. A iniciativa integra ações ostensivas e de inteligência voltadas à proteção do agronegócio na região. A solenidade de abertura ocorreu na Base Avançada (BAVAN) do Grupamento Aéreo da Polícia Militar, reunindo autoridades locais, representantes das entidades parceiras e policiais que atuarão na operação.
Mais de mil policiais das 30ª, 85ª e 86ª Companhias Independentes de Polícia Militar, além de unidades especializadas como a Rondesp Oeste, a Companhia Independente de Policiamento Especializado (CIPE), a Companhia Independente de Polícia Rodoviária (CIPRv/Barreiras) e o Grupamento Aéreo, serão mobilizados para a execução da ação.
Um tenente-coronel da Polícia Militar foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo sem registro durante a segunda fase da Operação Terra Justa, deflagrada nesta segunda-feira (8) pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco). A ação contou com apoio da Força Correcional Especial Integrada da Corregedoria Geral (Force), da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), e da Corregedoria da PM. Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e dois de prisão preventiva nos municípios de Correntina, Santa Maria da Vitória e Salvador. Documentos, celulares, computadores, armas, munições e outros materiais foram apreendidos e encaminhados para perícia. Segundo as investigações, o oficial de alta patente recebia vantagens indevidas para encobrir atividades criminosas de uma organização miliciana que, por mais de dez anos, invadia terras de comunidades tradicionais em Correntina, usando a violência, em benefício de fazendeiros locais. De acordo com o Gaeco, o tenente-coronel teria recebido entre 2021 e 2024 pagamentos mensais de R$ 15 mil feitos pelo líder da milícia, um sargento da reserva remunerada da PM. Ele é investigado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Na primeira fase da Operação Terra Justa, o sargento e um comparsa haviam sido presos. Nesta etapa, ambos também foram alvos de novos mandados de prisão preventiva. Eles, junto a outras três pessoas, já respondem a uma denúncia apresentada pelo MP-BA, recebida em 5 de agosto pela Vara Criminal de Correntina, pela prática de crimes de organização criminosa e lavagem de capitais oriundos de atividade miliciana. A decisão judicial ainda determinou o bloqueio de bens dos acusados em valores que ultrapassam R$ 8,4 milhões. Entre 2014 e 2024, só na conta bancária do sargento da reserva remunerada, foram movimentados aproximadamente R$ 30 milhões, em grande parte provenientes de empresas ligadas ao setor agropecuário, segundo a apuração. As investigações prosseguem para identificar e responsabilizar outros possíveis envolvidos no esquema.
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) atuaram neste domingo (27) no combate a um incêndio florestal às margens do Rio Grande, no município de Angical, localizado na região Oeste do estado. A ação incluiu o enfrentamento direto às chamas e atividades preventivas junto à população local. Além do combate ao fogo, os militares repassaram orientações de segurança aos moradores e realizaram o monitoramento de focos de calor por meio de plataformas oficiais, como o “Painel do Fogo”, utilizado para auxiliar no controle das ocorrências.
Na semana anterior, o CBMBA já havia sido mobilizado para conter um incêndio florestal no município vizinho de São Desidério. De acordo com a corporação, nenhuma das ocorrências resultou em feridos. Para reforçar as ações, os bombeiros utilizam viaturas com tração 4x4 e equipamentos específicos como sopradores, motosserras, ministrikers — bombas para lançamento de água em áreas de difícil acesso —, além de enxadas e facões. As bases operacionais estão distribuídas estrategicamente no estado para garantir maior agilidade no atendimento das ocorrências.
O Corpo de Bombeiros reforça que, ao identificar focos de incêndio florestal, a população deve entrar em contato pelo telefone 193. Também é possível acionar o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) pelos números (71) 3510-0607 ou 0800 071 1400, além das secretarias municipais de meio ambiente.
Mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos na manhã de sexta-feira (25) contra um grupo miliciano armado que atuava há mais de dez anos no oeste da Bahia, em regiões habitadas por dezenas de famílias de comunidades tradicionais. A "Operação Terra Justa" teve como alvos integrantes da milícia acusada de envolvimento em atos de intimidação e violência em conflitos fundiários. A ação foi deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), com apoio da Polícia Civil, da Corregedoria Geral da Polícia Militar da Bahia e do Comando de Policiamento de Missões Especiais, através da Cipe Cerrado.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão e quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Correntina e Jaborandi. Foram apreendidos aparelhos eletrônicos, armas e munições. Os mandados foram autorizados pela Vara Criminal de Correntina, a partir de investigações conduzidas pelo MPBA, que identificaram a atuação do grupo em áreas rurais da região. De acordo com as apurações, a milícia operava disfarçada de empresa de segurança privada, sem autorização da Polícia Federal, prestando serviços a grandes fazendeiros.
O grupo é acusado de praticar ameaças, agressões e grilagem de terras, expulsando famílias posseiras e povos tradicionais de suas terras de origem. O Ministério Público denunciou os integrantes à Justiça por crime de milícia privada.