A Polícia Federal informou ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia que não identificou indícios mínimos da prática de crime eleitoral por parte do prefeito de Rio de Contas, Célio Evangelista da Silva. O posicionamento foi formalizado após análise de um expediente que apurava suposta prática de falsidade ideológica eleitoral, conhecida como “caixa dois”, além de possíveis crimes licitatórios relacionados à gestão municipal. De acordo com despacho assinado pelo delegado Victor Emmanuel Brito Menezes, a análise dos documentos reunidos na Notícia de Fato não encontrou elementos objetivos capazes de justificar a instauração de inquérito policial na esfera federal. Entre os pontos destacados pela autoridade policial está a ausência de provas objetivas nas denúncias apresentadas. Segundo a PF, os relatos não continham informações detalhadas, como datas, locais específicos ou testemunhas que sustentassem os fatos narrados. A Polícia Federal também informou que, ao contrário do que foi alegado nas denúncias anônimas, despesas relacionadas à estrutura de palco, sonorização e iluminação constam oficialmente na prestação de contas do então candidato. As contas, conforme o relatório, foram aprovadas sem ressalvas pela Justiça Eleitoral. Outro aspecto apontado pela PF foi a inexistência de vínculo com recursos federais nas supostas irregularidades envolvendo licitações municipais. Segundo a corporação, os contratos mencionados teriam sido custeados com verbas municipais e estaduais, sem participação de recursos da União, o que afastaria a competência investigativa da Polícia Federal e da Justiça Federal. A investigação teve início após solicitação da Procuradoria Regional Eleitoral para apuração de denúncias que apontavam possível financiamento oculto de campanha por empresas ligadas a Wilde José Cardoso Tanajura, em troca de futuros contratos públicos. Embora o TRE-BA tenha autorizado inicialmente a abertura das investigações em março de 2026, por considerar que havia elementos plausíveis para apuração preliminar, a Polícia Federal concluiu posteriormente que não foi identificada “linha investigativa capaz de apontar” inserção de informações falsas para fins eleitorais. (Veja o documento).
O Ministério Público do Estado da Bahia deflagrou, na manhã desta quinta-feira (21), a Operação Khalas, voltada ao combate a um esquema de sonegação fiscal e corrupção ligado ao setor de combustíveis na Bahia. Durante a ação, um servidor público estadual e outras duas pessoas foram presos preventivamente. Segundo o MP-BA, também foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nos municípios de Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias. As investigações apontam a existência de uma macroestrutura criminosa responsável por um esquema sistemático de corrupção e crimes tributários envolvendo a comercialização clandestina de combustíveis. Dois servidores municipais de Candeias também foram afastados das funções públicas por determinação judicial. De acordo com as apurações conduzidas pelo Ministério Público, pela Polícia Civil da Bahia e pela Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, o grupo utilizava pagamento de vantagens indevidas a servidores estaduais e municipais para garantir proteção e facilidades ilegais às atividades criminosas. Ainda conforme os investigadores, o esquema envolvia ocultação na importação de insumos como nafta e solventes químicos. Os materiais seriam desviados para unidades clandestinas de mistura de combustíveis, conhecidas popularmente como “batedeiras”. A Operação Khalas é considerada um desdobramento da Operação Primus, deflagrada em outubro de 2025, e busca desarticular o núcleo operacional e financeiro da organização criminosa investigada. As ações são coordenadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), em parceria com a Inspetoria Fazendária (Infip/Sefaz) e o Núcleo Especializado no Combate aos Crimes Econômicos e contra a Ordem Tributária (Neccot/Draco) da Polícia Civil.
Um homem de 25 anos foi preso nesta quarta-feira (21), no município de Macaé, durante uma operação da Polícia Civil da Bahia. Ele é investigado pelo homicídio da adolescente Thaila Lima da Cruz, de 17 anos, desaparecida desde 2025 no município de Candeias, na Região Metropolitana de Salvador. Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia Territorial de Candeias, a jovem saiu de casa no dia 28 de novembro para encontrar o ex-namorado e não retornou. O desaparecimento foi registrado pelos familiares no dia seguinte. De acordo com a Polícia Civil, o ex-companheiro da adolescente é apontado como principal suspeito do crime. As apurações indicam que ele fugiu para o estado do Rio de Janeiro após o desaparecimento da vítima. Durante o cumprimento do mandado de prisão nesta quarta-feira, os policiais apreenderam dois aparelhos celulares: um pertencente à adolescente e outro ao investigado. A operação foi coordenada pelo Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM), com apoio da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Segundo as autoridades, os aparelhos apreendidos passarão por perícia técnica e poderão contribuir para o esclarecimento das circunstâncias do crime, além de auxiliar nas buscas para localização do corpo da adolescente, que ainda não foi encontrado.
Uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil de São Paulo resultou, na manhã desta quinta-feira (21), na prisão da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra. A ação integra a Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital. Também foi expedido mandado de prisão preventiva contra Marcos Willians Herbas Camacho, apontado como principal líder da facção criminosa, que já se encontra preso. Outros familiares dele também foram alvos das medidas judiciais. Entre os presos estão Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado pelas investigações como operador financeiro da organização criminosa, além de Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola, localizada em Madri, na Espanha. Segundo os investigadores, o esquema de lavagem de dinheiro envolve uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, considerada empresa de fachada utilizada pela cúpula da facção para movimentação de recursos ilícitos. De acordo com a investigação, a operação teve origem em 2019 após a apreensão de bilhetes e manuscritos dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau. A partir da análise do material, foram abertas sucessivas investigações que identificaram movimentações financeiras suspeitas, patrimônio incompatível e conexões entre integrantes da facção e operadores financeiros. As apurações indicam que Deolane Bezerra teria recebido valores oriundos da estrutura financeira do PCC. A investigação aponta depósitos fracionados em espécie, prática conhecida como “smurfing”, além de movimentações consideradas incompatíveis com a renda formal declarada. Segundo a Polícia Civil, entre 2018 e 2021 a influenciadora teria recebido mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil. Além disso, quase 50 depósitos direcionados a empresas ligadas a ela somariam cerca de R$ 716 mil. A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 27 milhões vinculados à influenciadora, valor apontado pelos investigadores como sem comprovação de origem lícita. No total, a operação também determinou o bloqueio de R$ 357,5 milhões em ativos financeiros e a restrição de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões. Além das prisões, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos investigados, incluindo endereços em Barueri. Durante a operação, as autoridades apreenderam celulares, documentos e equipamentos eletrônicos que serão analisados no aprofundamento das investigações. As defesas dos investigados informaram que ainda estão tomando conhecimento do conteúdo das acusações e das medidas judiciais relacionadas à operação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a ser alvo de uma representação protocolada no Tribunal Superior Eleitoral após declarações feitas durante um evento oficial realizado no bairro da Liberdade, em São Paulo. A ação foi apresentada pela deputada federal Rosangela Moro, que acusa o presidente de prática de propaganda eleitoral antecipada. O questionamento surgiu após Lula mencionar as ministras Simone Tebet e Marina Silva durante discurso direcionado a apoiadores. Na ocasião, o presidente afirmou que o que as pessoas poderiam fazer pelas ministras “um dia” seria “dar voto para elas”. Segundo a autora da ação, a fala configuraria pedido explícito de votos fora do período permitido pela legislação eleitoral brasileira. De acordo com a representação apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral, a declaração teria potencial de beneficiar possíveis candidaturas ao Senado pelo estado de São Paulo antes do início oficial da campanha eleitoral. Atualmente, Simone Tebet é tratada nos bastidores políticos como pré-candidata ao Senado. Já Marina Silva também é apontada como possível nome para a disputa, embora ainda não tenha oficializado eventual candidatura. O caso deverá ser analisado pela Justiça Eleitoral, que avaliará se houve ou não violação às normas previstas na legislação eleitoral vigente.
Seis dos nove deputados federais da Bahia que haviam assinado a emenda que propõe adiar em dez anos o fim da escala 6x1 já solicitaram a retirada de suas assinaturas. O movimento ocorreu após a repercussão da proposta apresentada durante a tramitação da PEC 221/2019, que trata da redução da jornada de trabalho no país. A emenda foi apresentada pelo deputado Tião Medeiros e recebeu inicialmente o apoio de 171 parlamentares, entre eles nove deputados baianos. O texto prevê que as mudanças nas regras trabalhistas só passem a valer dez anos após a promulgação da alteração constitucional. Até o momento, solicitaram oficialmente a retirada das assinaturas os deputados Rogéria Santos, Diego Coronel, Cláudio Cajado, Roberta Roma, Arthur Oliveira Maia e Jonga Bacelar. Os deputados Diego Coronel e Cláudio Cajado chegaram a protocolar requerimentos formais na Câmara dos Deputados solicitando a exclusão dos nomes da proposta. Coronel afirmou que a assinatura ocorreu por erro de assessoria. A deputada Rogéria Santos também informou que já havia solicitado à Mesa Diretora da Câmara a retirada do apoio ao texto. Roberta Roma e Arthur Maia igualmente comunicaram o pedido de retirada das assinaturas. Já o deputado Jonga Bacelar declarou ao Bahia Notícias que também solicitou a retirada, alegando erro de assessoria. Ainda permanecem entre os signatários da proposta os deputados Capitão Alden, José Rocha e Paulo Azi. A emenda altera o artigo 7º da Constituição Federal e estabelece jornada de 40 horas semanais e oito horas diárias. O texto, porém, prevê exceção para atividades consideradas essenciais, permitindo até 44 horas semanais enquanto não houver regulamentação complementar. Na justificativa apresentada, os autores afirmam que a redução imediata da jornada poderia provocar impactos em setores como saúde, segurança, transporte, energia, logística, alimentação e agropecuária, defendendo uma implementação gradual das mudanças trabalhistas.
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia definiu o consórcio responsável pelas novas obras de reforma e ampliação do Hospital do Oeste, localizado no município de Barreiras, no oeste da Bahia. O anúncio foi divulgado nesta quarta-feira (20). Segundo informações apuradas, o Consórcio Hospital do Oeste será responsável pela execução das intervenções na unidade hospitalar. O grupo é formado pelas empresas Sian Engenharia Ltda., apontada como líder do consórcio, e Comtel Engenharia Ltda. As empresas foram selecionadas após apresentarem as melhores propostas técnicas e financeiras durante o processo de contratação. O valor adjudicado para realização das obras é de R$ 62.067.240,13. Em nota, a Sesab informou que o contrato para a reforma e ampliação do hospital deverá ser assinado nesta quinta-feira (21), com previsão de início das obras o mais rápido possível. As melhorias estruturais no Hospital do Oeste já haviam sido anunciadas pela secretaria no início deste ano. O projeto prevê a implantação de 23 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 30 leitos de enfermaria, além da construção de um novo centro cirúrgico e implantação do serviço de ressonância magnética. Recentemente, a Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON) do hospital também recebeu um acelerador linear, equipamento que deverá ser utilizado em tratamentos de radioterapia. Considerado um dos principais equipamentos de saúde do oeste baiano, o Hospital do Oeste realizou, apenas no ano passado, mais de 129 mil consultas médicas, 12,8 mil internamentos e cerca de 9,3 mil cirurgias. A unidade também registrou quase 388 mil atendimentos ligados ao Serviço de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SADT). Além da assistência médica, os serviços internos da unidade processaram aproximadamente 487 mil quilos de roupas hospitalares e serviram mais de 637 mil refeições para pacientes, acompanhantes e colaboradores ao longo do período.
O município de Contendas do Sincorá alcançou uma marca histórica na área da segurança pública ao completar 500 dias sem registro de homicídios. O resultado foi celebrado pelo 24º Batalhão da Polícia Militar como um importante avanço para a preservação da vida e fortalecimento da tranquilidade na região. De acordo com o batalhão, a marca representa muito mais do que um dado estatístico, simbolizando famílias protegidas, redução da violência e o fortalecimento de uma cultura de paz no município. O comandante do 24º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Pontes, destacou a importância do resultado e atribuiu a conquista ao trabalho integrado entre as forças de segurança e a população local. Segundo o oficial, alcançar 500 dias sem homicídios demonstra a efetividade do planejamento operacional e o comprometimento dos policiais militares que atuam na região. Ele também ressaltou que o resultado pertence não apenas à corporação, mas à própria comunidade de Contendas do Sincorá, que contribui diretamente para a construção de um ambiente mais seguro. O batalhão reafirmou ainda o compromisso de seguir atuando de forma firme e preventiva para garantir a manutenção da paz social e da segurança pública em toda a área de atuação da unidade. A marca alcançada por Contendas do Sincorá coloca o município em destaque regional pelos índices positivos relacionados à redução da criminalidade e à preservação da vida.
Acidade de Alagoinhas (BA) conta, desde a última sexta-feira (15/5), com uma nova estação de televisão digital no âmbito do Programa Brasil Digital, coordenado, na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), pelo Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired), presidido pelo conselheiro da Anatel Octavio Pieranti. A nova estrutura oferece à população os canais TV Câmara dos Deputados, no 12.1; TV ALBA, no 12.2; TV Câmara Municipal de Alagoinhas, no 12.3; e TV Senado, no 12.4. Com isso, Alagoinhas torna-se o primeiro município do interior baiano a integrar a Rede Legislativa em sinal aberto digital, ampliando o acesso da população às atividades dos Poderes Legislativos municipal, estadual e federal. A cerimônia de inauguração contou com a presença de representantes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, da Assembleia Legislativa da Bahia, da Anatel, da Prefeitura de Alagoinhas e da Câmara Municipal, além de servidores, profissionais da imprensa e membros da comunidade local. Representando a Anatel, o gerente regional da Agência na Bahia, Fábio Alexandre Lago, destacou a importância da iniciativa para a expansão da radiodifusão digital e para o fortalecimento da comunicação pública no país. “A inauguração da estação de TV digital do Programa Brasil Digital em Alagoinhas representa uma entrega relevante para a população do município. Para a Anatel, é uma satisfação acompanhar esse avanço, realizado com a atuação coordenada do Gired, da EAD/Seja Digital e dos parceiros locais”, afirmou. O Programa Brasil Digital seleciona instituições parceiras, como universidades, órgãos públicos, assembleias legislativas, câmaras municipais e prefeituras, responsáveis por oferecer local e infraestrutura básica para a implantação das estações. A iniciativa prevê a instalação e a doação de equipamentos transmissores, com o objetivo de levar canais públicos e legislativos a municípios que ainda não contam com essa programação em sinal digital aberto. A expansão do sinal digital em Alagoinhas integra o esforço nacional de interiorização da TV pública e legislativa, contribuindo para democratizar o acesso à informação e aproximar as instituições públicas dos cidadãos.
Vitória da Conquista entra na reta final de preparação para o Arraiá da Conquista 2026. A exatamente 30 dias da abertura dos portões, o evento, que ocorre entre os dias 20 e 24 de junho no Parque de Exposições Teopompo de Almeida, consolida sua posição no calendário cultural e econômico do interior baiano. A expectativa da organização é movimentar um público superior a 200 mil pessoas ao longo dos cinco dias de festa. O fluxo turístico é impulsionado por uma grade artística que combina o forró tradicional de Flávio José e Dorgival Dantas ao apelo comercial de nomes como Pablo, Joelma e Tarcísio do Acordeon. O gigantismo da estrutura reflete o amadurecimento do mercado de entretenimento na Suíça Baiana. Para absorver a demanda de um público que busca aliar a experiência do espaço público ao conforto, o Camarote Arraiá da Conquista opera este ano com área ampliada. O espaço privado, produzido pela Salvador Produções, surge como o principal vetor de sofisticação do evento, oferecendo acesso exclusivo ao frontstage, mirante elevado com vista panorâmica do palco principal, além de praça de alimentação própria e banheiros estruturados com acessibilidade plena. A engrenagem comercial do camarote também adota uma estratégia de impacto social. Os ingressos do primeiro lote, que estão precificados em R$ 280 para a modalidade inteira e R$ 140 para a meia entrada, contam com a opção do ingresso solidário por R$ 150. Esta modalidade exige a entrega de um quilo de alimento não perecível no acesso ao evento, com arrecadação revertida para instituições assistenciais atuantes em Vitória da Conquista. Os bilhetes podem ser adquiridos virtualmente na plataforma Sympla ou em pontos físicos instalados em Salvador e no comércio conquistense.
Programação por dia
A divisão das atrações no palco principal projeta picos de público diários no Parque de Exposições. Conheça a ordem das apresentações:
Sábado, 20 de junho: Dorgival Dantas, Tarcísio do Acordeon e Robertinha animam a noite de abertura.
Domingo, 21 de junho: O arrocha e o forró se encontram com apresentações de Pablo, Priscila Senna e Targino Gondim.
Segunda, 22 de junho: A programação segue no início da semana com os shows de Tierry, Cacau com Leite e Netinho do Forró.
Terça, 23 de junho: A véspera de São João conta com Natanzinho Lima, Geraldo Cardoso, Rony Barbosa e Erlan Forrozão.
Quarta, 24 de junho: O encerramento do evento traz os shows de Joelma, Flávio José e a banda Beijo Apimentado.
A Secretaria da Segurança Pública da Bahia confirmou a prisão de quatro policiais militares na manhã desta quarta-feira (20), durante a Operação Disclosure, deflagrada para investigar o desaparecimento de dois jovens no município de Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia. A operação foi realizada de forma conjunta pela Secretaria da Segurança Pública, por meio da Corregedoria Geral (COGER), pelo Ministério Público da Bahia, através do GAECO e GEOSP, além da Corregedoria da Polícia Militar. Segundo as investigações, os dois jovens desapareceram após serem abordados por uma viatura da Polícia Militar no dia 9 de novembro de 2025. Conforme a apuração, as vítimas teriam sido colocadas no compartimento traseiro de um veículo policial na Avenida São Paulo. Após esse momento, não houve mais registros da movimentação dos jovens. Durante o cumprimento das ordens judiciais, as equipes apreenderam seis armas de fogo, 163 munições de diferentes calibres, seis aparelhos celulares e um notebook. De acordo com a SSP-BA, todo o material recolhido será encaminhado para perícia técnica e deverá contribuir para o aprofundamento das investigações relacionadas ao desaparecimento das vítimas. A Operação Disclosure segue em andamento e as autoridades não descartam novas medidas no decorrer das investigações.
O ex-prefeito de Palmeiras, Carlos Alberto da Silva Lopes, foi condenado por atos de improbidade administrativa relacionados a desvios de verbas públicas ocorridos entre os anos de 2002 e 2003, período em que esteve à frente da administração municipal. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (20) pelo Ministério Público do Estado da Bahia. Segundo a decisão judicial, o ex-gestor foi condenado ao pagamento de multa superior a R$ 1,5 milhão, além da perda dos direitos políticos pelo período de oito anos. Carlos Alberto da Silva Lopes morreu em dezembro do ano passado, durante o andamento do processo. De acordo com o Ministério Público, apesar do falecimento do ex-prefeito extinguir sanções de caráter pessoal, como suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o Poder Público, permanece válida a obrigação de ressarcimento aos cofres públicos. Ainda conforme o órgão, os efeitos patrimoniais da condenação poderão atingir os bens deixados pelo ex-gestor, respeitando os limites da herança e eventual existência de espólio a ser partilhado entre herdeiros. As investigações conduzidas pelo Ministério Público apontaram a existência de um esquema fraudulento envolvendo o uso de “notas fiscais clonadas” para dar aparência de legalidade a pagamentos relacionados à suposta compra de medicamentos, materiais hospitalares e materiais elétricos. O MP-BA informou que diversas empresas envolvidas negaram ter fornecido produtos ao município e apresentaram documentos comprovando adulterações nas notas fiscais encaminhadas ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Segundo as apurações, documentos originais de baixo valor teriam sido alterados para justificar pagamentos elevados pela administração municipal. Em um dos casos citados pela investigação, uma nota fiscal apresentada pela prefeitura com valor próximo de R$ 15 mil correspondia originalmente a uma venda de apenas R$ 13,80 destinada a outro cliente. As apurações também identificaram suposta falsificação de identidade visual em documentos atribuídos a empresas e a realização de licitações simuladas com o objetivo de encobrir os desvios de recursos públicos durante a gestão municipal.