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A Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR/Vitória da Conquista), recuperou 68 veículos desviados da frota de uma locadora, no âmbito de investigação que apura crimes de estelionato e associação criminosa. O esquema vinha sendo praticado desde junho de 2025. De acordo com as investigações, um ex-funcionário utilizava sua função para simular contratos de locação, retirando veículos da unidade sem que houvesse clientes legítimos vinculados às operações. Após a retirada, os automóveis eram repassados a outro investigado, responsável por intermediar e efetivar a venda a terceiros, geralmente por valores abaixo do mercado, facilitando a rápida circulação e dificultando a identificação da fraude. As apurações também identificaram movimentações financeiras atípicas relacionadas às negociações, além de indícios de adulteração em sistemas de rastreamento, o que reforça a atuação organizada dos envolvidos. Durante as diligências e ações de rastreamento, a maior parte dos veículos já foi localizada e devolvida, enquanto outros continuam sendo recuperados em operações sucessivas. O inquérito policial segue em andamento para delimitar completamente os fatos, identificar todos os partícipes e reunir elementos probatórios suficientes para a responsabilização criminal de todos os envolvidos no esquema.
Uma investigação sobre um esquema criminoso responsável por prejuízo superior a R$ 1 milhão a uma distribuidora de bebidas levou à deflagração da Operação Ômega na manhã desta terça-feira (13) em Itapetinga. A ação foi realizada pela Polícia Civil e cumpriu mandados de busca e apreensão nos bairros Vitória Régia, Vale do Ipê, Clodoaldo Costa e Vila Érica. Também foram executadas ordens judiciais de sequestro de bens relacionadas a crimes de furto, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As apurações apontam que o esquema atuou ao longo de 2024 e era formado, em sua maioria, por ex-funcionários que ocupavam cargos estratégicos e de confiança na empresa vítima, com atuação direta em áreas como supervisão comercial e faturamento. O inquérito também identificou movimentações financeiras suspeitas que somam cerca de R$ 5 milhões. Com base nas informações reunidas, o Poder Judiciário determinou o bloqueio de valores em contas bancárias dos investigados até o limite de R$ 6 milhões. Durante o cumprimento das medidas, foram apreendidos seis veículos, incluindo dois automóveis de luxo avaliados em aproximadamente R$ 700 mil, além de duas motocicletas estimadas em R$ 50 mil. A polícia encontrou ainda cerca de R$ 45 mil em espécie, uma arma de fogo, celulares, notebooks, rádios comunicadores, cadernos de anotações e outros itens de interesse da investigação. A Justiça também autorizou o sequestro de cinco imóveis vinculados aos investigados, entre eles o prédio onde funciona uma empresa apontada como receptadora dos produtos desviados, além de dois cavalos de raça. A decisão inclui ainda a possibilidade de alienação antecipada dos bens apreendidos para garantir o ressarcimento dos prejuízos. Durante a operação, um homem de 52 anos foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo após a apreensão de um revólver calibre 38 e munições em sua residência. Ele foi liberado após pagamento de fiança, mas responderá ao inquérito em liberdade. A Operação Ômega foi coordenada pela Delegacia Territorial de Itapetinga, com apoio do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação. Todo o material apreendido foi apresentado na unidade policial. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e esclarecer todos os desdobramentos do esquema.
O Ministério Público da Bahia denunciou o vereador Lucas Lemos, do União Brasil, por crimes relacionados ao tráfico de drogas, associação para o tráfico e financiamento de atividades ilícitas. Segundo a acusação, o parlamentar atuava de forma contínua em uma facção criminosa desde, pelo menos, 2020, exercendo funções consideradas estruturais dentro da organização. De acordo com o Ministério Público da Bahia, a participação do vereador teria se intensificado a partir de 2022, com envolvimento direto no comércio de entorpecentes, no financiamento das ações do grupo criminoso e no compartilhamento de informações estratégicas sobre facções rivais. A denúncia aponta que a atuação ocorreu de maneira estável e consciente ao longo dos anos. Em novembro, Lucas de Souza Lemos foi preso em flagrante pela Polícia Militar da Bahia dentro de um imóvel atribuído ao líder da facção no município. No dia 9 de dezembro, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva do vereador, considerando os elementos apresentados no inquérito. A acusação também atribui ao parlamentar participação em ações de contrainteligência, ocultação de provas relacionadas a homicídio e tentativa de obstrução de investigações policiais. Durante a operação que resultou na prisão do vereador, outros dois suspeitos foram alvos da ação. Um deles tentou fugir, entrou em confronto com os policiais e morreu após ser socorrido. Com o suspeito, foram apreendidos arma de fogo, munições, telefones celulares e porções de drogas. Após a prisão, a Câmara de Vereadores de Itabela decidiu pela suspensão do mandato do parlamentar. Em nota, o presidente municipal do União Brasil, Jorge Leones Santana Costa, informou que a legenda foi surpreendida pela denúncia e que aguarda o andamento das investigações para avaliar eventuais providências.
O Tribunal do Júri de Dias D'Ávila inicia nesta terça-feira (25) o julgamento de três acusados pela morte da cantora gospel Sara Freitas Mariano. A sessão está marcada para as 8h30 no Fórum Criminal do município. Os réus, que estão presos preventivamente, respondem pelos crimes de feminicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, além de ocultação de cadáver e associação criminosa. Entre os denunciados pelo Ministério Público da Bahia estão Ederlan Santos Mariano, apontado como mentor do crime; Weslen Pablo Correia de Jesus; e Victor Gabriel Oliveira Neves. O assassinato ocorreu em 24 de outubro de 2023, na entrada do povoado Leandrinho, em Dias D'Ávila. Segundo a denúncia, Sara Freitas foi vítima de extrema violência. Ela teria sido atraída para um local isolado após receber um falso convite para um evento religioso. No local, foi atacada com 22 golpes de faca. Após o crime, o corpo da cantora foi ocultado e incendiado. As investigações apontaram que os acusados teriam agido de maneira organizada, com divisão de tarefas, motivados por promessa de recompensa financeira e interesses ligados à carreira artística de um dos envolvidos. Um quarto investigado, Gideão Duarte de Lima, já foi condenado pelo caso. Em 16 de abril deste ano, o Tribunal do Júri acatou a denúncia e o sentenciou a 20 anos, 4 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa. Conforme o Ministério Público, ele foi o responsável por atrair a vítima para a emboscada.
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