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Um jovem morador do distrito de Ceraíma, na zona rural de Guanambi, aguarda há quase dois anos por uma cirurgia ortopédica após sofrer um grave acidente de moto em maio de 2024. Segundo a mãe, Maria de Fátima, o filho, Gilmar Pereira Moreno, seguia para a sede do município durante a noite quando passou por um quebra-molas sem perceber e perdeu o controle do veículo. Com o impacto, ele foi arremessado e sofreu uma grave fratura na perna. Desde então, o jovem permanece acamado, com mobilidade comprometida. De acordo com a família, ele depende de cuidados constantes, inclusive para realizar necessidades básicas, enquanto aguarda o procedimento cirúrgico. Atualmente, a perna está imobilizada com pinos. A mãe afirma que o quadro se agravou com o passar do tempo e relata risco de sequelas permanentes, incluindo a possibilidade de perda do membro. A família aponta demora no encaminhamento para a cirurgia. Segundo o relato, o procedimento ainda não foi realizado após mais de um ano e meio de espera. Sem condições financeiras para custear o tratamento na rede particular, a família depende do atendimento pelo sistema público de saúde. Após mobilização, o paciente foi inserido no programa de Tratamento Fora do Domicílio e deverá realizar acompanhamento em Salvador. A família segue na expectativa pela realização da cirurgia e pela recuperação do jovem.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta terça-feira (10) que não procede a informação divulgada pela prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos, de que o município estaria aguardando retorno do Governo Federal sobre a liberação de recursos para obras de drenagem na cidade. Durante entrevista à Rádio UP 100,1 FM, o ministro apresentou uma cronologia do processo relacionado aos projetos inscritos no Novo PAC e afirmou que a responsabilidade pelo atraso na execução das obras é da gestão municipal. Segundo Rui Costa, em outubro de 2023 a prefeitura cadastrou dois projetos de drenagem no programa federal, um no valor de R$ 4,1 milhões e outro de R$ 4,7 milhões. De acordo com o ministro, em março de 2024 o Governo Federal respondeu ao município confirmando a inclusão das propostas no Novo PAC. O ministro informou que, em novembro de 2024, os contratos referentes aos projetos foram assinados. No entanto, posteriormente, a prefeitura solicitou alterações no projeto original, incluindo mudanças nos locais que seriam contemplados pelas intervenções. Ainda conforme Rui Costa, o pedido de modificação foi atendido pelo programa federal e pela Caixa Econômica Federal, ficando como pendência apenas o envio da nova documentação por parte da administração municipal. Segundo o ministro, até o momento esses documentos não foram encaminhados. Ele também mencionou que técnicos da Caixa voltaram a se reunir com representantes da prefeitura em (03), mas as pendências documentais não teriam sido resolvidas. Rui Costa afirmou ainda que, além desses valores, o Novo PAC destinou cerca de R$ 30 milhões para que o Governo do Estado da Bahia execute obras de macrodrenagem no município. De acordo com o ministro, o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), José Trindade, informou que a licitação desse projeto deve ser publicada até abril deste ano. Durante a entrevista, Rui Costa também comentou o episódio ocorrido na cidade após as fortes chuvas e manifestou solidariedade à família de Rosania Silva Borges, desaparecida após ser arrastada por uma enxurrada. O ministro declarou esperar que a mulher ainda seja encontrada com vida.
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) registrou (27.586) medidas protetivas de urgência entre (1º) de janeiro e (30) de novembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O número representa aumento de (3,85%) em relação ao mesmo período de 2024, quando o estado contabilizou (26.432) medidas. Os dados foram filtrados para processos iniciados em 2025 em todos os graus de jurisdição e órgãos julgadores. No total, considerando todas as movimentações relacionadas a esse tipo de proteção judicial, o levantamento somou (49.043) registros ao longo do ano. O relatório indica ainda que, no mesmo período, (1.865) pedidos de proteção foram negados, o que corresponde a cerca de (9%) do total. O sistema registrou também a revogação de (11.351) medidas que já haviam sido concedidas anteriormente, além da prorrogação de outras (8.198). Entre os casos analisados, sete medidas protetivas concedidas inicialmente por autoridade policial foram homologadas posteriormente pela Justiça. Por outro lado, (36) medidas originadas em delegacias acabaram sendo revogadas durante a tramitação judicial. Ainda segundo o relatório do CNJ, o tempo médio entre o início do processo e a concessão da primeira medida protetiva é de (13) dias na Bahia.
O Exame Nacional do Ensino Médio de 2025 será reaplicado nesta terça-feira, dia 16, e quarta-feira, dia 17, para participantes que não conseguiram realizar as provas na data regular por motivos previstos em edital. A reaplicação contempla candidatos que enfrentaram falhas logísticas ou que apresentaram problemas de saúde relacionados a doenças infectocontagiosas. As provas regulares do Enem 2025 ocorreram nos dias 9 e 13 de novembro. Em municípios da Região Metropolitana de Belém, no Pará, a aplicação aconteceu de forma excepcional em datas posteriores, nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro, após o adiamento provocado pela realização da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30. Os pedidos de reaplicação passaram por análise individual do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. O formato da reaplicação segue o mesmo modelo da prova original, com abertura dos portões ao meio-dia, fechamento às 13h e início das provas às 13h30, no horário de Brasília. No primeiro dia, os participantes respondem às questões de linguagens, redação e ciências humanas, com encerramento previsto para as 19h, podendo se estender para quem possui tempo adicional autorizado. Já no segundo dia, são aplicadas as provas de ciências da natureza e matemática, com término às 18h30. De acordo com as regras do exame, o candidato só pode refazer a prova referente ao dia em que foi impedido de participar anteriormente. Também têm direito à reaplicação participantes impactados por desastres naturais, como moradores de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, atingidos por um tornado registrado no início de novembro.
Os conselheiros da 1ª Câmara do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia ratificaram uma medida cautelar que obriga o prefeito de Barra do Choça, Oberdam Rocha Dias, a regularizar a situação de servidores temporários contratados sem processo seletivo. A decisão confirmou determinação inicial concedida de forma monocrática pelo conselheiro substituto Antônio Carlos da Silva. De acordo com a decisão, o gestor terá prazo de até 120 dias para adequar as contratações às normas legais. O Tribunal também determinou que o prefeito deixe de admitir pessoal sem o cumprimento das exigências constitucionais e das regras previstas pela própria administração municipal. A única exceção prevista é para casos específicos de serviços essenciais, como na área da saúde. A medida teve origem em representação da 5ª Inspetoria Regional de Controle Externo do TCM, que apontou irregularidades na contratação de prestadores de serviços como pessoas físicas, em substituição ao ingresso de servidores por concurso público, no período entre janeiro e junho de 2025. Auditores identificaram crescimento expressivo nos gastos com esse tipo de contratação desde 2021. Apenas no primeiro semestre de 2025, foram contabilizados 1.742 processos de pagamento, que somaram cerca de R$ 7,9 milhões. Os contratos envolviam atividades contínuas e permanentes da administração, como funções administrativas, serviços de vigilância, engenharia, obras, enfermagem, motoristas e manutenção, caracterizando vínculo com subordinação. O relator do processo destacou que a Constituição exige concurso público para ingresso no serviço público e que, nos casos de contratação temporária, é obrigatória a realização de processo seletivo simplificado. Ele também apontou a ausência de comprovação do recolhimento das contribuições previdenciárias dos prestadores, o que pode gerar prejuízos futuros ao município. Segundo o Tribunal, a prática ainda pode ter mascarado o índice de gastos com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal, uma vez que despesas com serviços permanentes devem integrar o cálculo desse limite. O caso seguirá sendo acompanhado pelo TCM para verificar o cumprimento das determinações.
Um incêndio atingiu uma barraca da feira do Alto Maron, em Vitória da Conquista, na tarde deste sábado (22). A ocorrência foi registrada por volta das 14h55, quando uma equipe do 7º Batalhão de Bombeiros Militar foi acionada para conter as chamas. Ao chegarem ao local, os bombeiros identificaram que o fogo se concentrava em uma loja que comercializa materiais eletrônicos dentro da feira. A guarnição iniciou imediatamente o combate, conseguindo controlar o incêndio rapidamente e impedir que ele se espalhasse para outras estruturas próximas. Após a extinção das chamas, foi realizado o trabalho de rescaldo. Três pessoas ficaram feridas e foram atendidas por equipes do Samu 192. Uma das vítimas sofreu queimaduras no corpo e no rosto; outra apresentou dificuldade para respirar devido à inalação de fumaça; e a terceira teve queimadura de segundo grau em uma das pernas, além de também ter inalado fumaça. A Polícia Militar acompanhou a ocorrência e a equipe do Corpo de Bombeiros permaneceu no local até a chegada de representantes da empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica. As causas do incêndio ainda não foram definidas.
O caminhoneiro Dener Laurito dos Santos, de 52 anos, confessou à Polícia Civil que forjou toda a história sobre ter sido amarrado a supostos explosivos dentro da cabine da carreta no Rodoanel Mário Covas, na Região Metropolitana de São Paulo. O depoimento foi prestado na tarde desta quarta-feira (19) na Delegacia de Taboão da Serra. A suposta ocorrência levou ao bloqueio total do Rodoanel por cerca de cinco horas, na altura do km 44, provocando 40 km de congestionamento e mobilizando equipes especializadas, entre elas o Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE). De acordo com os investigadores, o caminhoneiro foi confrontado com inconsistências entre seu relato inicial e as evidências colhidas durante a investigação. Diante dos elementos apresentados, Dener admitiu que havia inventado o episódio. Segundo a apuração, ele montou um artefato falso utilizando materiais que já estavam na cabine: fio de fone de ouvido, fita crepe, papel alumínio, água e um pequeno tubo de gás utilizado para cozinhar. Ele mesmo se amarrou e posicionou o falso explosivo no veículo. Imagens de uma câmera de segurança reforçaram a farsa. O vídeo mostra o caminhoneiro descendo da carreta para urinar e, em seguida, jogando uma pedra contra o próprio caminhão para simular o início de um ataque. Um motorista que também aparece nas imagens relatou não ter visto qualquer ação criminosa no local, embora tenha afirmado que o caminhão chegou a fechar seu veículo antes de parar na pista. A Polícia Civil informou que o caso foi esclarecido após a análise conjunta de provas técnicas e contradições no depoimento inicial do caminhoneiro. Dener Laurito deve responder por falsa comunicação de crime e poderá ser responsabilizado pelos prejuízos causados à segurança pública e ao trânsito.