Essa tag tem 8 posts encontrados
Um esquema criminoso de locação fraudulenta de veículos foi desarticulado pela Polícia Civil na terça-feira (28), em Feira de Santana. De acordo com as investigações, o grupo teria causado um prejuízo estimado em R$ 892 mil ao utilizar dados de terceiros para alugar automóveis que não eram devolvidos às locadoras. Segundo a polícia, o esquema utilizava pessoas como intermediárias, fornecendo dados pessoais sob o pretexto de dificuldades para realizar as locações. Após a retirada dos veículos, parte deles tinha o sistema de rastreamento adulterado e era levada para cidades como Ilhéus, Itabuna e Vitória da Conquista. As investigações começaram após sete vítimas procurarem a delegacia ao mesmo tempo. Durante o registro da ocorrência, uma delas recebeu uma ligação de um dos suspeitos exigindo pagamento para devolver um dos veículos, o que levou os policiais a iniciarem diligências imediatas. Um homem de 23 anos foi preso em flagrante no bairro SIM. Com ele, foram encontrados dois veículos, sendo um sem placas de identificação. O suspeito ainda tentou fugir no momento da abordagem, mas foi alcançado pelos agentes. Um segundo envolvido foi localizado e levado à delegacia para prestar depoimento, sendo liberado por não estar em situação de flagrante. O homem preso foi autuado por extorsão, apropriação indébita e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. As investigações continuam para localizar outros veículos e identificar possíveis participantes do esquema.
A Associação Industrial e Comercial de Macaúbas (Acimac) alertou comerciantes do município sobre a aplicação de golpes envolvendo pagamentos via Pix no comércio local. De acordo com boletim de ocorrência registrado na delegacia da cidade, a autora realiza compras e apresenta comprovante de Pix agendado como se o pagamento tivesse sido concluído. No entanto, o valor não é efetivamente creditado na conta do estabelecimento no momento da venda. Com a apresentação do comprovante, a mercadoria é liberada, mas a transferência não é compensada. O prejuízo só é percebido depois, ao ser constatado que o valor não entrou na conta. Segundo a associação, alguns comerciantes já foram lesados. A Acimac orienta que os lojistas confirmem o recebimento diretamente no extrato bancário antes de liberar produtos e que registrem ocorrência na delegacia caso tenham sido vítimas do golpe.
Duas idosas de 67 e 68 anos perderam mais de R$ 122 mil após caírem em um golpe aplicado por uma mulher contratada para cuidar delas em Caetité, no sudoeste da Bahia. Segundo a Polícia Civil, a suspeita passou a acompanhar a rotina das vítimas e, ao longo dos meses, conseguiu acesso aos aplicativos bancários das duas. Ela teria orientado as idosas a realizarem procedimentos nos celulares, incluindo reconhecimento facial, o que permitiu autorizar operações financeiras. De acordo com a denúncia, a mulher fez empréstimos, retirou dinheiro da poupança, movimentou a conta corrente e utilizou cartões de crédito durante cerca de cinco meses. Os valores das aposentadorias das vítimas também teriam sido comprometidos. O golpe só foi descoberto quando uma irmã das idosas percebeu dificuldades financeiras incomuns e procurou o banco. Ao verificar as contas, encontrou um prejuízo superior a R$ 122 mil, resultado de empréstimos, saques e débitos acumulados. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Caetité e o caso segue em apuração pela Polícia Civil.
Policiais da 46ª CIPM prenderam na tarde de quarta-feira (18) dois suspeitos de aplicar o chamado golpe do “Pix falso” em estabelecimentos comerciais de Livramento de Nossa Senhora. De acordo com informações passadas ao Blog Regional, a dupla foi localizada dentro de um posto de combustíveis no bairro Taquari, no momento em que tentava realizar mais uma fraude. Após a abordagem, ambos foram conduzidos ao plantão da Polícia Civil da Bahia, em Brumado. Conforme apuração policial, os suspeitos simulavam uma transferência via Pix e exibiam a tela do celular ao comerciante, permitindo até que fosse tirada fotografia do suposto comprovante. No entanto, a conta apresentada não pertencia à empresa vítima, apenas o nome era semelhante, enquanto os dados bancários eram de terceiros ou inexistentes. Segundo relatos, a dupla já vinha passando por diversos comércios do município há meses utilizando o mesmo método. O caso está sob investigação do delegado titular de Livramento, que deverá apurar a extensão do prejuízo e identificar possíveis outras vítimas.
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quarta-feira (10), o Projeto de Lei 2162/23, conhecido como PL da Dosimetria, que recalcula e reduz as penas impostas aos condenados pela trama golpista e pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O texto também alcança o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por liderar a articulação golpista. As informações são do Metrópoles. A sessão foi aberta às 1h38 e o resultado anunciado às 2h25 pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O placar registrou 291 votos favoráveis e 148 contrários. A oposição bolsonarista orientou voto a favor e tratou a aprovação como vitória parcial, já que antes tentava articular uma anistia ampla, não obtida. O projeto segue agora para o Senado Federal. O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou em plenário, na terça-feira (09), que pretende colocar o texto em análise ainda em 2025. A votação ocorreu em meio a uma disputa entre governistas e oposição. Aliados do governo tentaram retirar o projeto de pauta, mas o requerimento foi rejeitado por 294 votos a 146. Em seguida, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, apresentou pedido de adiamento da votação, que também foi derrotado. Em setembro, o STF condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado. Ele está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde 22 de novembro. Com a aprovação do PL da Dosimetria, a expectativa é de que o ex-presidente cumpra um período menor de prisão, caso o texto seja aprovado também pelo Senado.
O Ministério da Justiça formalizou, nesta quarta-feira (3), a demissão de Anderson Torres e Alexandre Ramagem dos quadros da Polícia Federal. A decisão foi assinada pelo ministro Ricardo Lewandowski e publicada após comunicação do Supremo Tribunal Federal sobre as condenações de ambos. Ramagem, que estava licenciado do cargo de delegado e exerceu a direção-geral da Agência Brasileira de Inteligência no governo Bolsonaro, foi condenado a 16 anos e um mês por participação em tentativa de golpe de Estado. Já Torres, ex-ministro da Justiça, recebeu pena de 24 anos pelo mesmo caso. As portarias encerram o vínculo estatutário dos dois servidores com a corporação. O desligamento ocorre em razão da perda de cargo público, prevista após decisões judiciais transitadas na esfera penal.
Um lavrador de 36 anos, morador da zona rural de Igaporã, perdeu R$ 11.580 após ser alvo do golpe do “falso advogado”. O caso foi registrado na Delegacia Territorial de Riacho de Santana, no sudoeste da Bahia. De acordo com o boletim, Edinardo Selvino da Silva recebeu mensagens pelo WhatsApp de um número com DDD 77. Os golpistas utilizaram o nome do advogado Léo Humberto Guanais, de Riacho de Santana, e informaram falsamente que uma ação judicial movida por ele teria sido decidida de forma favorável. Na sequência, outro estelionatário entrou em contato por vídeo chamada usando um número com DDD 11. Ele orientou o agricultor a realizar uma transferência de R$ 10 mil via Pix, afirmando que o valor seria devolvido juntamente com um suposto crédito de R$ 45 mil. Após o depósito inicial, os criminosos exigiram mais R$ 1.580, quantia que também foi enviada. A vítima desconfiou da fraude quando o contato foi encerrado repentinamente. Ao procurar a secretária do advogado, soube que nenhuma ação estava em andamento e que se tratava de um golpe. O caso será investigado pela Polícia Civil.
A Polícia Federal e o Exército prenderam, nesta segunda-feira (24), os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, ambos ex-ministros do governo Jair Bolsonaro. Os dois foram detidos em Brasília e encaminhados ao Comando Militar do Planalto, onde permanecerão custodiados. As prisões foram determinadas após o Supremo Tribunal Federal declarar o trânsito em julgado do processo conhecido como trama golpista, encerrando todas as possibilidades de recurso e autorizando a execução imediata das penas. Augusto Heleno, que chefiou o Gabinete de Segurança Institucional, foi condenado a 21 anos de prisão. Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, recebeu pena de 19 anos. Com o fim da fase recursal, ambos passam a cumprir as sentenças definidas pelo STF. A Corte também considerou esgotados os recursos para outros envolvidos no caso, incluindo o deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Eles integram o grupo de condenados que não apresentaram novos embargos de declaração dentro do prazo final estabelecido nesta segunda-feira. A decisão marca mais uma etapa da execução das penas impostas aos investigados pelo conjunto de ações que, segundo o STF, visavam promover ruptura institucional no país.