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O senador Jaques Wagner (PT) comentou a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, após votação no Senado. Em entrevista, ele negou ter cometido erro na contagem de votos e classificou como injusto o tratamento dado ao indicado durante o processo. Segundo Wagner, o momento ainda é recente e foi marcado por desgaste emocional. O senador afirmou que Messias possui qualificação para o cargo e não deveria ter sido alvo de críticas durante a sabatina. De acordo com o parlamentar, antes da votação, a expectativa era de aprovação do nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele disse que trabalhava com uma projeção de pelo menos 41 a 42 votos favoráveis, mas que o cenário mudou devido a articulações nos bastidores. Wagner destacou a dificuldade de prever resultados em votações secretas e afirmou que houve movimentações contrárias que não foram percebidas a tempo. Para ele, parte dos senadores utilizou a sabatina para fazer uma disputa política, em vez de avaliar critérios como conhecimento jurídico e reputação. O senador também negou ter atuado contra a indicação e afirmou que trabalhou pela aprovação de Messias. Segundo ele, críticas recebidas estariam relacionadas a uma disputa em torno do nome de Rodrigo Pacheco como alternativa para a vaga no STF. Por fim, Wagner afirmou que a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ficou desgastada durante o processo. Ele ressaltou que, como líder do governo, mantém diálogo com diferentes parlamentares para viabilizar votações, mas reiterou que a escolha do indicado ao STF é prerrogativa do presidente da República.
O Ministério da Justiça formalizou, nesta quarta-feira (3), a demissão de Anderson Torres e Alexandre Ramagem dos quadros da Polícia Federal. A decisão foi assinada pelo ministro Ricardo Lewandowski e publicada após comunicação do Supremo Tribunal Federal sobre as condenações de ambos. Ramagem, que estava licenciado do cargo de delegado e exerceu a direção-geral da Agência Brasileira de Inteligência no governo Bolsonaro, foi condenado a 16 anos e um mês por participação em tentativa de golpe de Estado. Já Torres, ex-ministro da Justiça, recebeu pena de 24 anos pelo mesmo caso. As portarias encerram o vínculo estatutário dos dois servidores com a corporação. O desligamento ocorre em razão da perda de cargo público, prevista após decisões judiciais transitadas na esfera penal.
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